Respostas de perguntas formuladas pela Revista dos Eventos, a Andréa Nakane, publicadas no último dia 23 de janeiro, na matéria O Estado da Indústria de Eventos e Turismo no Brasil.

Em matéria intitulada “O Estado da Indústria de Eventos e Turismo no Brasil – 2018″, publicada na Revista dos Eventos, onde Andréa Nakane integrou o seleto grupo de 42 experts, profissionais com grande experiência que, certamente, representam o pensamento da Indústria, Sérgio Junqueira admitiu que a primeira preocupação do estudo, realizado pela terceira vez pelo Portal Eventos, foi quanto ao ocorrido em 2017. Ressaltou, ainda, que são bastante distintas algumas opiniões sobre o ano que recém findou, e isso não desmerece em nada qualquer das ponderações.

Abaixo, disponibilizamos o recorte das respostas de nossa diretora, com suas opiniões:

Quanto às perspectivas da indústria de eventos para o biênio 2018/2019, Andréa Nakane afirmou que “Os eventos continuarão a ser considerados como veículos de comunicação dirigida de grande impacto pois podem gerar relacionamentos, propiciar experiências e conhecimentos, além de reverberar posteriormente a sua realização por meio de conteúdos gerados no mesmo, o que amplia sua força e até mesmo amplitude de target. Razão pela qual permanecerá como item de maior reserva de receitas mais importantes no budget das empresas, tanto como promotoras como patrocinadoras”.

Quanto a uma possível mudança em um aspecto da indústria de eventos e turismo, Andréa Nakane afirmou que gostaria de ver ” A reformulação da dinâmica do associativismo. Há inúmeras entidades no mercado, que se fragmentou no tempo e no espaço, o que enfraquece as reais pressões e projetos uníssonos. Isso não só fragiliza, mas acaba também depondo negativamente, já que o próprio mercado representativo não se une. A prática de cada um olhando para o seu umbigo, infelizmente impera”.

Respondendo à pergunta sobre o que mais gosta na indústria de eventos, Andréa Nakane respondeu: Seu dinamismo e aderência completa com as necessidades e desejos da sociedade.

Quanto ao maior problema da indústria de eventos: Ausência de políticas públicas que tenham realmente o foco no segmento de eventos. Em muitos casos é sempre um apêndice. Não há realmente a compreensão de sua força e expressividade.

Quanto ao desafio mais significativo acredita irá enfrentar nos próximos anos: Concorrência desqualificada. O amadorismo ainda apresenta seus tentáculos firmados no segmento. Muitos colegas se auto intitulam mestres no assunto, sem efetivamente apresentar vivências práticas. Integram o grupo que só fica apontando o dedo, mas colocar a mão na massa passa longe. O famoso ditado “separar o joio do trigo” deverá ser aclamado.

Quanto à pergunta sobre se Profissionais de eventos devem prestar atenção extra para as questões sociais, sustentabilidade, segurança etc.?, Andréa foi direta: Não diria “prestar atenção extra”. Esses atributos há muito já deveriam ter sido incorporados na cultura dos OPCs, mas, infelizmente, o que presenciamos no mercado ainda são procedimentos isolados, muitos dos quais são inseridos parcialmente, como um elemento de modismo. As narrativas organizacionais acabam por serem muito divergentes do que se quer pregar e moldar como imagem. Por isso, deveriam de uma vez por todas estarem acoplados ao processo de planejamento e gestão, ficando livres de serem itens diretamente atingidos pelos savings orçamentários.

Quanto a próxima grande sacada em eventos, Andréa Nakane acredita no uso dos eventos como fontes geradoras de conteúdo, antes, durante e depois dos mesmos. E para isso equipes multidisciplinares, lideradas por comunicólogos, sociólogos e influenciadores digitais estarão em voga.

Sob o ponto de vista de inovações tecnológicas que irão impactar a indústria nos próximos anos: A realidade ampliada – sem dúvida alguma – deverá ser acoplada e mais utilizada. O grande desafio é justamente como fazer isso de forma coerente e alinhada com o projeto do evento. Inserir a tecnologia simplesmente como item de modernidade não trará benefício algum e em muitos casos já está até tornando-se enfadonho para o público. Seu uso deve ser estrategicamente elaborado para otimizar seus recursos e impactos na audiência.

Quanto às novas competências que devem ser aprendidas pelos profissionais de eventos: O profissional de eventos deverá agregar ao seu perfil de competências sólidos conhecimentos de Relações Públicas, pois seu trabalho está relacionado com a imagem e reputação de marcas, assim como entender a nova lógica de gestão de conteúdo, já que os eventos são fontes brutas para o brand content. Compliance cada vez mais também será exigido, deixando muito claras as relações envolvidas também na cadeia de fornecedores quando nos perfis de convidados e clientes.

 

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