Uma variável de segurança em proliferação, por Andréa Nakane

Pode soar como algo estranho, mas verificar a carteira de vacinação já está sendo encarada como um novo procedimento de segurança, sobretudo em grandes eventos.

Para efeito prático, no último fim de semana, a casa de espetáculos onde ocorreria a apresentação da banda Capital Inicial, o Clube Jundiaiense, exigiu para acessar a sua sede de campo a obrigatoriedade da comprovação de vacinação contra a febre amarela.

O público não foi pego de surpresa, pois há pelo menos 10 dias, existia forte comunicação por parte dos organizadores, em diversos meios, alardeando a condição para ingressar no local, já que a região onde o espaço está localizado foi notificada pela Unidade de Zoonoses, desde e último dia 30 de outubro, como área de risco para a disseminação da doença.

Mesmo assim, todas as pessoas que se dirigiram até lá deveriam não apenas apresentar o ingresso como também a carteira de vacinação em dia, e aparentemente isso não aconteceu com uma parcela do público que foi até o show e por essa razão, por não atender ao protocolo de segurança, acabou ficando do lado de fora.

Mesmo atendendo as premissas legais e fomentando comunicações específicas sobre a situação, a empresa responsável pela produção e locatária do espaço do Clube Jundiaiense, a Oceania, afirmou que o dinheiro vai ser reembolsado pra quem não conseguiu entrar, justamente por tratar-se de uma pontual política e o público ainda não estar tão atento a essa nova ordem.

E essa preocupação deve entrar no rol de análises de todos os outros tipos de eventos já que as doenças infectocontagiosas estão em crescente escala mundial.

Quem não lembra dos horrores e repulsas oriundas da Dengue, Zika, Chikungunya, Vaca Louca, HINI, Ebola e outras doenças mais recentes?

A análise com profundidade do local a sediar um evento e toda a sua infraestrutura relacionada ao zelo com relação a focos e possíveis proliferações das doenças tornaram-se variáveis preocupantes no que diz respeito a segurança de um acontecimento especial.

Vale ressaltar que um evento pode acabar por si só atuando como um agente multiplicador e algo que era epidêmico pode tornar-se uma pandemia, espalhando-se por diversas regiões do planeta.

Razão para multiplicar a responsabilidade dos organizadores de eventos na ponderação da escolha de um destino e local para realizar seu evento, afinal, o que deve-se levar na bagagem ao regressar é um conjunto de boas memórias e não ser classificado como um agente patogênico.

Não é hora de Mimi… e sim de ação! Segurança em Eventos para Todos, dos mais próximos aos mais distantes.

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