Dia do Profissional de Eventos, por Andréa Nakane

Agora, sábado, 30 de abril, celebra-se o dia do profissional de Eventos, e sem dúvida alguma, é um momento mais que adequado para lembrar desse ser que viabiliza que sonhos e ideias abstratas transformem-se em realizações e momentos memoráveis para seus clientes, sejam eles, primários (os que nos contratam) ou secundários (composto pelos públicos alvos almejados).

É sempre relevante em um momento de festividade enaltecermos todas as vitórias, até então conquistadas, reforçando cada transpiração e determinação existentes no passado que nos possibilitou tantos méritos e aprendizados. Porém, nesse cenário também é vital que possamos vislumbrar um horizonte mais à frente e refletirmos sobre os próximos passos para que tenhamos sempre muito a comemorar e não a lamentar.

Nossa atividade – sim não é uma profissão regulamentada – tem ainda uma grande batalha contra os curiosos e oportunistas, que acabam ingressando no mercado e maculam a imagem séria e comprometida da maioria dos que realmente tem expertise, vivência e acima de tudo paixão pelo seu ofício.

Os profissionais de áreas como comunicação, administração, marketing, turismo e hotelaria – fontes multidisciplinares da atividade de eventos – formaram o perfil do OPC – Organizador Profissional de Eventos. Mas somente na década de 90, o mercado se conscientizou da latente prerrogativa de criar cursos específicos, visando atender ao boom da atividade. Hoje, há inúmeras opções de cursos, além de projetos de pesquisa acadêmica e a oferta de disciplinas específicas em cursos de graduação. Só não se qualifica, quem realmente não quer!

Entidades representativas do setor, hoje até que existem, talvez em um número até demasiado, mas precisam ser ainda mais proativas no que diz respeito a liderar debates nacionais para fomentar práticas profissionais uníssonas e éticas, sem permitir concorrências desmedidas e fraudulentas.

Precisam organizar eventos para quem é do ramo, de forma excepcional e garantir que os key note speakers sejam realmente fonte de inspiração e não somente reconhecidos por integrar quadros diretivos ou associativos. Devem pensar fora da caixa, como assim exige o próprio mercado de eventos.

Devem buscar maior reconhecimento da opinião pública, interagir plenamente com a sociedade e seus membros. Precisamos ser notícias de interesse e não somente ocuparmos as manchetes em função de alguma gravidade, falcatrua ou tragédia.

Todos juntos podemos muito mais!

Uma pessoa, duas… até fazem algum estardalhaço… mas é preciso mais… é preciso pensar no Brasil, em suas 27 unidades federativas que o compõem. É um movimento que deve ser em espaço geográfico múltiplo, que deve começar sim, com cada um de nós, buscando sempre por meio de seu trabalho digno honrar a atividade que tem o poder de conectar pessoas, compartilhar conhecimentos e aflorar emoções. Essa é uma atividade nobre. E somente os nobres podem no dia de hoje serem parabenizados, pois constroem no dia-a-dia esse extraordinário universo dos eventos.

Vamos juntos, sempre, enaltecer e orgulhosamente bater no peito e iluminar nossa alma, dizendo: Sou Organizador Profissional de Eventos e sem a minha atividade certamente a vida de todos nós seria muito enfadonha, triste e sem graça!

Ainda bem que existimos e nossa passagem aqui não está sendo em vão!

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