A Moda que Não vai Passar, por Andréa Nakane

Um dos trabalhos que mais tenho sido requisitada, principalmente por minha vertente acadêmica e também pelo vasto networking que construí ao longo de décadas de mercado, é a curadoria de conteúdo em eventos.

Porém essa nova abordagem laboral ainda deixa muita gente com pontos de interrogação na cabeça, pois tem como primeira imagem fixa a sua versão atrelada ao mundo das artes plásticas, e não ao universo de eventos.

Na atualidade, independente de qual seja a tipologia de eventos, a busca pelo conhecimento, pelo aprendizado e sobretudo pela experiência em deparar-se com algo novo, útil e interessante, vem sendo considerada o estratagema para o sucesso do projeto.

Ficou muito óbvio convidar aqueles que são a referência em seu segmento ou então convidar aquele que virou o que chamamos de forma sarcástica de “arroz de festa”, pois está em todas as programações dos eventos de sua área, o que em algum momento pode até gerar uma certa credibilidade, mas ao ter sua participação analisada de forma mais aprofundada, soa como algo “requentado” ou simplesmente concebe uma sensação de pleno “dejà-vu”.

É preciso pensar de forma muito sagaz a construção do temário, seus sub-temas e quem serão os atores que irão concretizar a performance de transmissão e o que mais queremos, de encantamento de seu público. E esse é uma das principais tarefas de um curador dedicado ao conteúdo em evento.

O line up de um festival é o termômetro que irá medir o interesse e a empolgação de seu público alvo. O mesmo pensamento está vinculado aos demais eventos, tendo a programação de conteúdo o seu ápice de atratividade, muitas vezes sendo essa particularidade o atributo de decisão final em participar ou não de determinado acontecimento especial.

Muita pesquisa, muita averiguação, muitos contatos, muitas horas frente as mídias sociais, depurando materiais e checando informações, pois em época de pós-verdades, é muito comprometedor a falta de integridade de muitos que no alto de suas vaidades e por que não dizer desonestidade, já que lhes auto-premiam, se outorgam títulos e vivências imaginárias, na tentativa de se projetarem e terem seus quinze minutos de fama.

Esses se esquecem que não há nada mais sólido e nobre que a autenticidade de valores e que é exatamente isso somado a sua bagagem de conhecimentos e sabedoria que irão seduzir a plateia, que vislumbrará em sua exposição uma referência, uma inspiração e até mesmo esperança de galgar uma trajetória similar.

Portanto, esse papel, que agora torna-se mais vital nos eventos, demanda um senso de comprometimento e responsabilidade de grande vulto e que ao ser entregue em mãos erradas pode ser categórico para o fracasso de um evento.

Conhecimento é o único investimento que ninguém tira da gente, ele não é tão perene, como falam, mas assertivamente, necessita ser atualizado periodicamente e mais uma vez os eventos, com seu papel catalisador e comunicativo, permite acesso e uma entrega dirigida, cuidadosamente planejada, tornando-se, hoje, uma das mais grandiosas riquezas oriundas de sua realização, e que faz com quem eu e você tenhamos o famoso AIDA ( Atenção-Interesse-Desejo-Ação) estimulado a participar de um evento.

A curadoria de conteúdo em eventos processa atitude empática em pensar no outro e em seu crescimento atrelado a uma satisfação de ter aprendido algo a mais … afinal estamos aqui para aprender sempre!

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