Mestres da
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AÇÕES E EVENTOS PERSONALIZADOS

CONFIRA
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Por Andréa Nakane

A queda de 8,7% nas receitas do mercado brasileiro relativo a viagens corporativas no ano de 2016, já era esperada e foi anunciada, no segundo dia do Lacte 12, que está ocorrendo no Grand Hyatt São Paulo e termina no próximo dia 24 de março.
O número faz parte do estudo intitulado como Indicador de Viagens Corporativas (IVC) que possibilita avaliar o desempenho, o comportamento e as perspectivas do mercado brasileiro neste setor.
A pesquisa tem como metodologia a soma dos valores das receitas das empresas que compõem as Atividades Características do Turismo – ACTs, ajustadas pelos coeficientes calculados pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (IPEA). São oito tópicos avaliados: alojamento; alimentação; agências de viagem; transporte aéreo; transporte terrestre; transporte aquaviário; aluguel de transporte; e cultura e lazer.
O tradicional nome também foi alterado de IEVC para IVC, conforme às recomendações da World Tourism Organization (UNTWO), agência especializada do setor da Organização das Nações Unidas (ONU) que inspirou as alterações estruturais das coletas de dados.
Segundo o estudo, as receitas mesmo com a queda chegaram a totalizar R$ 78,1 bilhões em comparação aos R$ 85,5 bilhões de 2015, números que são bastante similares ao índices de 2011.

Dos 150 profissionais da indústria entrevistados, 32% registraram aumento em suas receitas, fator gerado principalmente pelo aumento do número de clientes (69% dos casos), do valor médio no número de transações (31%), do lançamento de novos produtos e serviços (25%) e do aumento do número de transações com os clientes (19%). Por outro lado, 42% registraram redução no volume de suas receitas, fator estimulado principalmente pela redução do número de clientes (48%) e redução no número de transações com eles (48%).

A pesquisa ainda salientou que os gastos com viagens corporativas aumentou 35% para os entrevistados, o que se explica devido ao aumento no número de viagens para mapeamento e identificação de novos ou potenciais clientes (46% dos casos) e aumento do gasto médio por viagem (42%).
Em 2016 também foi registrada uma queda na participação das receitas do transporte aéreo. Dos 109,5 milhões de passageiros transportados em voos domésticos e internacionais em 2016, cerca de 60% tinham como motivo principal a realização de negócios.

O IVC 2016 é promovido pela Associação Latino Americana de Gestores de Eventos e Viagens Corporativas (Alagev) e foi coordenado pela GFK, especializada em pesquisa de mercado, em parceria com o consultor Mauricio Emboaba Moreira.

Engajamento no trabalho é o compromisso emocional que o colaborador tem com a organização e seus objetivos.”

Já está mais que na hora de que a segurança em eventos seja a protagonista e não algo renegado, que fique em segundo plano ou sequer apareça

por Andrea Nakane*

Uma das maiores festas populares do mundo, o Carnaval brasileiro, em 2017, foi marcado por incidentes e acidentes que comprometeram toda a imagem nacional e internacional de fantasia e alegria típicas dessa celebração.

A maior vitrine do espetáculo carnavalesco centrada no Sambódromo do Rio de Janeiro vivenciou, nas duas noites dos desfiles das escolas de samba do grupo de elite, situações gravíssimas que culminaram em dezenas de feridos, alguns em estado grave, decorrentes de alegorias descontroladas, motorista sem a menor experiência na condução dos mesmos e estruturas mau projetadas, que despencaram, além de uma liderança insensível pós-fatalidades.

A grandeza do evento traz inúmeras variáveis de segurança que precisam ser controladas para não abalar todo o planejamento realizado de forma profissional.

Porém há alguns quesitos que clamam por providências: a crise econômica – sem dúvida alguma – atingiu a gestão das escolas de samba, que já há algum tempo estão tendo que otimizar escassos recursos, o que as orientou de forma muito mais intensa reutilizar materiais e estruturas, que não são eternos, diga-se de passagem. O ego exacerbado dos gestores da criatividade em impactar suas apresentações com carros cada vez maiores, repletos de efeitos especiais e com muitos componentes em exibição neles, estão seguindo determinações de cálculos de capacidade de carga, ou na base da gambiarra ou jeitinho brasileiro estão burlando tudo e todos?

Outra questão que precisa de uma reflexão atenciosa: Será mesmo que nessas circunstâncias trágicas, o show tem que continuar?

Um dos mais nobres sentimentos humanos, considerados para muitos como a palavra da década, é a empatia.

Será que é possível continuar pulando, dançando, cantando e extravasando a alegria de Momo tendo ao seu lado vítimas sendo socorridas?

Será que é possível continuar pulando, dançando, cantando e extravasando a alegria de Momo tendo ao seu lado vítimas sendo socorridas?

O regulamento da Liga Independente das Escolas de Samba do RJ (LIESA-RJ) não permite a interrupção do desfile nessas situações. O que vimos então foram socorristas com severas dificuldades no atendimento aos feridos e até mesmo as ambulâncias tendo barreiras humanas para acessar os locais do acidente.

Isso é Surreal! É uma prova da banalização do valor da vida humana. A solidariedade cedeu lugar a insensatez da luxúria.

Em época de relações líquidas, como diria Bauman, temos também a Compaixão Líquida, que se esvai priorizando o consumo e sua teia, típico da Sociedade do Espetáculo, segundo Debourd.

Sem dúvida alguma a precariedade, o amadorismo e a insensibilidade dos gestores não podem tornar-se os destaques da festa.

Já está mais que na hora de que a segurança em eventos seja a protagonista e não algo renegado, que fique em segundo plano ou sequer apareça.

O momento é de oferecer toda solidariedade as vítimas e apurar com rigor os acontecimentos dramáticos, mapear as vulnerabilidades, fomentar novas atitudes e implantar realmente uma nova cultura preventiva, e não reativa, na qual a Segurança realmente seja hour-concours e integrante insubstituível do Carnaval nos quatro cantos do país, já que vimos ocorrências diversas do Oiapoque ao Chuí, como multidões desamparadas com ausência de disciplina, comércio ilegal de alimentos e bebidas, trios impactados pelo choque com as redes elétricas, depredações de patrimônios públicos e privados… isso sem falar na ausência de educação, mas isso é para outro post…

Segurança em Eventos. Não dá para Ficar Sem!

Isso não é uma pergunta é uma afirmação de quem labuta na área há mais de 25 anos e que já presenciou e coordenou inúmeros projetos, demonstrando que é possível sim, basta ser responsável e querer! Não há enredo e nem quesito mais importante que a vida das pessoas… e isso não deveria ser uma fantasia!

Andréa Nakane é professora da UMESP, Relações Públicas e autora do livro Segurança em Eventos. Não dá para Ficar Sem!

A 89º edição da premiação do Oscar – uma das mais importantes festas mundiais da arte cinematográfica – será lembrada para sempre, não por sua cerimônia luxuosa, seu fotografado tapete vermelho e/ou seus premiados talentos, mas sim pelos grandiosos deslizes que teve seu cume com o anúncio de melhor filme para um… quando na verdade, não era esse o laureado.

Surreal? Não … verossímil… pois foi exatamente o que ocorreu quando os veteranos Warren Beatty e Faye Dunaway, estrelas do clássico “Bonnie e Clyde – Uma Rajada de Balas” (1967), anunciaram que o vencedor era “La La Land”, mas o premiado foi “Moonlight”. E isso na categoria mais aguardada do evento.

Constrangido ao extremo, Warren Beatty e Faye Dunaway afirmou que se confundiu ao ler o nome “Emma Stone”, em vez do nome de um filme, fato que ocorreu porque estaria com o envelope errado nas mãos –o que indicaria o vencedor de melhor atriz, em vez do de melhor filme. A atriz Emma Stone afirmou que o envelope com seu nome estava sob sua tutela o tempo todo, já que a mesma já tinha recebido o anúncio e sua estatueta anteriormente.

Se tivessem lido melhor…. teriam identificado que a categoria não estava de acordo com seu pronunciamento… mas isso também é exigir em demasia… cada um tem que fazer a sua parte…

O mistério foi solucionado horas depois em um comunicado objetivo divulgado pela PricewaterhouseCoopers, empresa de auditoria responsável pela confecção dos envelopes para leitura dos vencedores.

“Pedimos sinceras desculpas a ‘Moonlight’, ‘La La Land’, Warren Beaty, Faye Dunaway e aos espectadores do Oscar pelo erro que foi cometido durante o anúncio de melhor filme. Os apresentadores receberam por engano o envelope da categoria errada e, quando descoberto, o erro foi imediatamente corrigido. Estamos investigando como isso pode ter acontecido e sentimos profundamente pelo ocorrido”, diz o texto, que agradeceu “aos indicados, à Academia, à [rede de TV] ABC e [ao apresentador] Jimmy Kimmel pela maneira como lidaram com a situação”.

Tal gafe não foi a primeira em períodos recentes em grandes eventos, tendo reanimado na memória mundial com relação a penúltima edição do Miss Universo quando o anúncio da mais bela foi feito e a candidata da Colômbia recebeu sua coroa e faixa… porém o MC Steve Harvey anunciou equivocadamente a segunda colocada como vencedora do concurso, o profissional, que é também um comediante, viveu um verdadeiro drama e retificou que na verdade não foi a colombiana e sim a representante da filipina Pia Alonzo Wurtzbach a detentora do título. Saia e Calça Justas que entraram na história do concurso de beleza.

Mas, a cerimônia do Oscar de 2017 ainda conseguiu gerar ainda mais perplexidade com outro “mico” fenomenal: o evento usou a foto de uma produtora, viva, durante o segmento In Memorian, que homenageia os profissionais do ramo falecidos no ano anterior.

Janet Patterson, uma figurinista australiana indicada quatro vezes ao Oscar (por “O Piano”, “Retratos de Uma Mulher”, “Oscar e Lucinda” e “O Brilho de Uma Paixão”), morreu em outubro de 2016.

Seu nome e seu cargo no momento da homenagem estavam corretos, mas a foto usada era, na verdade, da produtora australiana Jan Chapman, que teve que se desdobrar para rapidamente avisar a familiares e amigos que ela estava bem e ainda por aqui.

Ora… por mais que saibamos que errar faz parte da história de cada um de nós… há momentos que isso torna-se inconcebível.

São meses e meses de planejamento, uma grande equipe dedicada a prover e executar com maestria ações que gerem a plena sinergia com o sucesso final, milhões e milhões de dólares para que nada falte ao processo… e ao final ter esse tipo de resultado. Chega a ser imperdoável.

Não… em eventos…principalmente desse porte, isso não pode se quer ser cogitado. Isso só demonstra que por pretensão e arrogância, os pequenos detalhes estão sendo deixados de escanteio… que algo simples como checar e rechecar envelopes, que inclusive há prestadores de serviços contratados somente para isso, estão sendo negligenciados.

Isso pode ser um sinal que o amadorismo, como uma espécie de erva daninha, não só cresceu, mas se consolidou no âmago dos eventos e que vem ganhando cada vez mais espaço, proliferando-se de maneira sorrateira e muito dolosa ao brilho dos projetos.

Há outros que até digam que tudo não passa de uma bem esquematizada estratégia de promoção, no melhor estilo, falem mal, mas falem de mim… porém essa teoria, de tão banal que é, tende a ser descartada, já que credibilidade e reputação são valores, na atualidade tão preciosos, que nem o melhor Relações Públicas, conseguirá gerenciar as perdas e fragilidades que assolaram uma marca, o que poderá até mesmo leva-la, gradativamente, a ser desprezada e, em algum momento, até mesmo, ser adormecida, esquecida, já que em tempos de relações efêmeras… nem o tradicional se sustenta frente a tantas maculações.

Se isso acontece nos States… o que não deve acontecer em outros rincões? Ai, meus sais… que cenário nada cinematográfico que estamos vivendo no universo dos eventos… dá muito medo!!!

O Carnaval começa no próximo sábado, isso no calendário oficial, já que há pelo menos duas semanas o clima de festividade já alçou os quatro cantos do país.

Muita gente faz cara feia, buscando entender de onde os foliões tiram tanta animação frente ao quadro recessivo e de grande pesar do rumo futuro do Brasil.

Ora… é só olhar que esse tipo de festividade é uma espécie de catarse. Na atualidade percebe-se, ainda que de forma retraída, uma espécie de retomada da parceria festividade com a fantasia, como uma propulsora cultural, geradora de uma reflexão focada, muito além do ritmo alucinante de trabalho, que absorve e muitas vezes aniquila a percepção de outros valores e até mesmo da própria convivência social, que no seu dia-a-dia, por ser imposta, não permite a identificação de comunhões e autenticidade de encontros não determinados.

A festa de Momo está vinculada ao lazer, que tem uma atribuição de ser um direito de todos os indivíduos, instigando também uma produção cultural própria. Deve, portanto, ser vislumbrado como algo não só normal, mas sim, essencial para o bem viver e conviver de todos os membros de uma sociedade.

Um dos maiores estudiosos do tema, Felipe Ferreira associa o Carnaval como o período do ano no qual a vida “vira ao avesso” e tudo é permitido em busca do êxtase, como uma forma de acumular contentamento e alegria, que seriam ceifadas ao longo dos quarenta dias posteriores até a chegada da Páscoa. É a festa profana, que não é sagrada, mas tem na religiosidade um vínculo de aceitação, geradora de reciprocidade, que tem no discurso de permissividade de sua existência pela Igreja, uma exigência a um comportamento irretocável pós sua realização, propiciando assim uma convivência, até que harmônica.

Não deixe a melodia carnavalesca ser inundada pelos detritos. Lembrem-se do exemplo que os japoneses deram na Copa do MundoTM da FIFA, em 2014

O que não pode ser considerado como integrante pleno dessa festa é a falta de civilidade, sobretudo com relação ao lixo.

O consumo de água mineral e outras bebidas, além de embalagens de alimentos e balas, são aflorados e os foliões teimam em deixar seus resíduos por onde passam, contribuindo para que os detritos se acumulem, o que pode gerar acidentes com quedas, cortes e outras situações.

É possível brincar e ser consciente… É possível demonstrar sua gentileza para com os outros e para com a sua própria cidade, não jogando lixo no chão. Guardando consigo, até o encontro com coletores apropriados.

Não há gestão pública de limpeza urbana que dê conta de tanta sujeira. É preciso que cada um de nós faça a sua parte. Não é cafona ser decente, ser educado. Pelo contrário, é sinal de pura nobreza!

Não deixe a melodia carnavalesca ser inundada pelos detritos. Lembrem-se do exemplo que os japoneses deram na Copa do MundoTM da FIFA, em 2014, quando ao término das partidas de futebol que acompanhavam, retiravam de suas mochilas sacos plásticos, para retirarem não só o lixo gerado por si, mas até o dos outros… isso só fez com que sua educação e civilidade fossem referências para o mundo.

Que tal nos fantasiarmos de japoneses nesse Carnaval? Se não com vestimentas e acessórios, pelo menos nessa atitude de gentileza para consigo e com todos.

Não espere o outro. Comece você mesmo a levar esse estandarte no seu bloco. Participe dessa corrente e seja destaque.

Caia na Folia, sem deixar que o lixo caía junto no chão!

Viva o Carnaval com Responsabilidade!

É notório que regredimos aos tempos de barbárie… povos em conflitos, violência ao extremo, corrupção em doses hegemônicas, intolerância reinando no mundo real e no virtual… enfim, um cenário triste, desolador, que mina esperanças e que nos tornam pessoas, ainda mais frágeis e até mesmo reféns de nossa própria incapacidade de sermos mais humanos e solidários.

Por isso, quando chega um período de festividade como o Carnaval, principalmente no Brasil, vislumbra-se uma espécie de oásis passageiro, mas onde será possível extravasar momentaneamente nossas agruras, dar um tempo e buscar, por meio de um espírito mais alegre e leve, algum tipo de conforto e como um verdadeiro revigorante, para quem sabe continuar na labuta diária, reunindo forças para fomentar um novo alento transformador dessa história.

Mas o que assistimos no último fim de semana em São Paulo, em uma espécie de “esquenta” do Carnaval Paulistano, no Memorial da América Latina, zona oeste da cidade, nos assustou e serviu como uma sinalização, que será preciso muito zelo e investimento pesado na segurança dos eventos carnavalescos.

No caso do evento pré-carnavalesco de Sampa, os foliões que ficaram de fora da apresentação dos famosos blocos cariocas Sargento Pimenta e Bangalafumenga causaram tumulto no local do evento, por que queriam – a todo e qualquer custo – entrar para a folia gratuita.

Ora, o alvará expedido dizia claramente que a capacidade máxima do local planejado era de 10.000 pessoas. E por volta, das 16h, quando a lotação máxima foi atingida, os portões foram fechados. Foi aí, que o público ficou revoltado e deixou aflorar seus instintos mais rudimentares, não pensando mais e só agindo com a emoção de querer, por qualquer jeito, ingressar na festa. E por isso, parte desse público que foi barrada, tentou burlar a segurança e pular os portões. Alguns até conseguiram entrar no espaço.

Não há notícias de acidentes graves, mas, mesmo assim, pessoas passaram mal, ficaram com hematomas, depredações e geraram muito empurra-empurra, bate boca entre todos os presentes. Se nada pior aconteceu… certamente um milagre foi vivenciado.

Durante cerca de 40 minutos, quem estava dentro não conseguia sair, pois os portões estão fechados e a equipe de segurança não permitia nenhum tipo de movimentação… às 17h os portões foram reabertos para saída e com algum controle para a entrada.

Os ânimos estão aflorados… muita gente com cabeça quente… atividades culturais gratuitas certamente serão alvos de grande interesse… não dá para não reforçar a segurança desses eventos.

O Carnaval do Brasil – do Oiapoque ao Chuí – continua sendo uma das festas populares mais conhecidas no mundo. É admirado e até mesmo uma atração internacional que movimenta milhões na nossa flagelada economia. Não podemos deixar que mais uma situação lamentável possa tirar seu brilho e macular sua reputação.

Que o aconteceu no Memorial da América Latina tenha servido como uma alerta a todos os organizadores e promotores de eventos de Momo e que o público, tenha mais consciência e respeito, afinal são as suas vidas que correm perigo… e isso não é fantasia de Carnaval.

Andréa Nakane

O motivo de tal degradação foi uma dívida de R$ 1,5 milhão contraída com a BR Distribuidora, referentes a ICMS (Imposto Sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços).

A notícia começou a circular na semana passada e para quem é do trade foi um desalento só: o Hotel Ariaú Towers transformou-se em ruínas em pleno coração da floresta amazônica.

O motivo de tal degradação foi uma dívida de R$ 1,5 milhão contraída com a BR Distribuidora, referentes a ICMS (Imposto Sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços). Um montante elevado, que mal administrado acabou por interromper a operação desse ícone da hotelaria nacional.

Sua estrutura- instalada nas margens do rio Ariaú, um afluente do Rio Negro – por si só já deixava todos os seus visitantes impactados pois era composta por cinco torres, de quatro a sete andares, 186 suítes – mais um alojamento com 40 apartamentos para colaboradores -, restaurantes com capacidade para até 200 pessoas, auditório com 400 lugares, um anfiteatro, um mini-auditório para 70 convidados, uma piscina média, um bar e um mini shopping.

Considerado durante muito tempo o mais famoso hotel de selva do país, localizado a 60 km de Manaus, o Hotel Ariaú Towers chegou a receber hóspedes de grande notoriedade, como o oceanógrafo Jacques Cousteau, o bilionário Bill Gates, o ex-presidente americano Jimmy Carter e o ator Leonardo Di Caprio, entre outros.

Em 2010 em uma ação inédita uma instituição de ensino superior em parceria com o governo do estado viabilizou por meio de tarifas acessíveis, um estudo do meio, conseguindo levar 50 jovens profissionais de Turismo para vivenciar os atrativos do hotel e seus arredores. Na época, como coordenadora de tal instituição, ficamos animados com a visão compartilhada, de que é preciso conhecer para preservar.

Tive o prazer de acompanhar o grupo e inclusive viajei em companhia de minha filha na época com quatro anos, que como todos ficou maravilhada com o contato tão próximo e magnânimo com a natureza. Foram quatro dias de muitos aprendizados, tendo a oportunidade diretamente de trocar ideais com as comunidades indígenas e nativas que há muito tinham compreendido a importância de aplicar o desenvolvimento sustentável para assim, usufruir de toda a riqueza da floresta, sem esquecer de preservá-la para as futuras gerações.

Pena que essas futuras gerações não poderão conhecer esse meio de hospedagem, que infelizmente, representa, hoje, a cara do Turismo no Brasil: No meio de tantas potencialidades encontra-se à deriva, por falta de políticas públicas, realmente compromissadas com o setor… torçamos para que o quadro não piore ainda mais…

Andréa Nakane

Entra gestão e sai gestão e a atividade continua sendo tratada como atributo de conchavos políticos para atender as coligações realizadas na base do toma lá dá cá

Acompanhando a posse de inúmeros novos mandatários municipais no primeiro dia do ano novo celebrado temos a convicção que para o Turismo quase ou nada mudará.

Entra gestão e sai gestão e a atividade continua sendo tratada como atributo de conchavos políticos para atender as coligações realizadas na base do toma lá dá cá, esquecendo-se completamente do caráter estratégico que a pasta deveria ter para otimizar o potencial econômico que poderia trazer em sua correta e responsável implementação.

Em época de violenta recessão, muitas secretarias de turismo estão sendo ceifadas… certamente muitas que por tanto tempo inoperantes – por estarem apenas sustentando um cabide de cargos e funções comissionadas sem comprometimento e compreensão da importância de suas atribuições – serão quase como um verdadeiro alívio.

Mas na gíria digital #SQN – só que não – muitas estâncias estarão abrindo mão de uma real possibilidade de atrair e extrair dividendos para suas cidades, já que o Turismo tem essa peculiaridade nata, de forma até muito mais rápida que outros setores.

O turismo doméstico, com o bolso do brasileiro meio vazio, tem sido a saída para não eliminar as férias e viagens que fazem um bem danado a mente e a alma das pessoas e tornaram-se item revigorante para a saúde e qualidade de vida humana.

O quadro permanece inalterado, como se fosse algo já perpetuado, enraizado na ignorância pública.

Alguns municípios estão adotando a prática de constituir conselhos de próceres para colaborarem de forma voluntária com o pensamento estratégico do turismo das localidades. Sem verbas será o mesmo de convidar uma bateria de escola de samba para ficar passiva, sem tocar nada, em um esquenta de Carnaval.

Enfim, diante de tantas expectativas com relação ao novo ano, a máxima antiga que o Turismo no Brasil continua sendo tratado com desdém e total desconhecimento de sua grandeza econômica e social. O quadro permanece inalterado, como se fosse algo já perpetuado, enraizado na ignorância pública.

E para o trade turístico, só nos resta, continuar tirando água de pedra, sem contar com o famigerado apoio dos gestores da massa governamental, que em muitos casos até atrapalham a extenuante tarefa!!!

Enfim… que venha 2017, mas já pensando em 2019…. Será que então teremos esperanças em um novo quadro político para o Turismo Nacional?

Vamos aguardar, sacodindo como sempre a poeira e transpirando para que nosso setor não desça ainda mais ladeira abaixo da mediocridade de nossos governantes.

Por Andrea Nakane

Impossível não “chover no molhado”, mas é fato notório que o ano de 2016 não foi um marco no universo dos eventos brasileiros, mesmo sediando um dos maiores eventos mundiais, os Jogos Olímpicos.

Os savings, velhos conhecidos dos profissionais da área, intensificaram sua hegemonia para que projetos efetivamente fossem concretizados. Era isso ou nada! A adaptação e flexibilidade formaram a dupla da vez e quem demorou a acolhe-lás sentiu na pele e no seu fluxo de caixa uma queda acentuada.

Momentos assim acabam impulsionando uma onda de nostalgia… olhando o passado com certa inveja… afinal caímos posição no ranking da ICCA, temos visto cada vez um menor número de participantes em feiras e outros eventos de negócios. E há ainda àqueles que insistem em modelos de organização e planejamento de eventos ultrapassados, enquanto outros, pegaram carona em um odisséia tão high tech, que transformaram seus eventos em uma espécie de ambiente de ficção científica, repleto de efeitos especiais, que acabam por mascarar ou até mesmo minimizar toda sutileza e beleza do high touch.

Em uma sociedade líquida, onde quase nada se perpetua e quase tudo se descarta, os eventos não ficaram à margem dessa conjuntura.

Olhando assim… podemos até pensar… nossa que turbilhão… como foi difícil… agora, é a hora de respirar de forma menos ofegante e mais fluida.

Ledo engano… as projeções para 2017 não são otimistas… há pesquisas que demonstram que o segmento irá ter leve aquecimento… mas nada compensador a retomada anterior.

É hora de muito crowdsourcing, de evidenciar a força do coletivo, não de uma forma nada su generis… é o mega, é o grande, o médio, o pequeno, o micro… enfim, todos com o poder de suas vozes é que podem fazer a diferença e segurar as rédeas para ousar mais, de forma segura e estável.

2017 não será fácil, mas já temos experiências anteriores e nesse ardor, acumulamos resiliência, nos fortalecemos em encontrar o bom em vez do melhor, àqueles que investiram em sua educação continuada terão já uma largada diferenciada, com mais ritmo e soluções mais criativas, equilibrando, emoção e razão.

2016 ficará para trás, enquanto 2017 nos dará a oportunidade de um recomeço, ainda nada glorioso, mas necessário para chegar mais à frente, enxergando que nada será como antes, mas que será conforme o que semearmos… independente do terreno que temos para arar… afinal, terra é vida… e tendo os componentes e fertilizantes adequados ou possíveis, poderemos nos surpreender e acompanhar uma colheita de muita fartura e abundância.

Vamos aproveitar as festas de final de ano e agradecer o que passou… mesmo não sendo algo fantástico… e atrair boas vibrações para a jornada que breve começará e que logo também se encerrará… pois esse é o ciclo que nos emana e nos faz evoluir!

Um Natal de muita Fé e um Ano Novo de trabalho e desruptura, repleto da magia do encontrar o outro por meio da realização dos eventos!