Mestres da
Hospitalidade

AÇÕES E EVENTOS PERSONALIZADOS

CONFIRA
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O Carnaval começa no próximo sábado, isso no calendário oficial, já que há pelo menos duas semanas o clima de festividade já alçou os quatro cantos do país.

Muita gente faz cara feia, buscando entender de onde os foliões tiram tanta animação frente ao quadro recessivo e de grande pesar do rumo futuro do Brasil.

Ora… é só olhar que esse tipo de festividade é uma espécie de catarse. Na atualidade percebe-se, ainda que de forma retraída, uma espécie de retomada da parceria festividade com a fantasia, como uma propulsora cultural, geradora de uma reflexão focada, muito além do ritmo alucinante de trabalho, que absorve e muitas vezes aniquila a percepção de outros valores e até mesmo da própria convivência social, que no seu dia-a-dia, por ser imposta, não permite a identificação de comunhões e autenticidade de encontros não determinados.

A festa de Momo está vinculada ao lazer, que tem uma atribuição de ser um direito de todos os indivíduos, instigando também uma produção cultural própria. Deve, portanto, ser vislumbrado como algo não só normal, mas sim, essencial para o bem viver e conviver de todos os membros de uma sociedade.

Um dos maiores estudiosos do tema, Felipe Ferreira associa o Carnaval como o período do ano no qual a vida “vira ao avesso” e tudo é permitido em busca do êxtase, como uma forma de acumular contentamento e alegria, que seriam ceifadas ao longo dos quarenta dias posteriores até a chegada da Páscoa. É a festa profana, que não é sagrada, mas tem na religiosidade um vínculo de aceitação, geradora de reciprocidade, que tem no discurso de permissividade de sua existência pela Igreja, uma exigência a um comportamento irretocável pós sua realização, propiciando assim uma convivência, até que harmônica.

Não deixe a melodia carnavalesca ser inundada pelos detritos. Lembrem-se do exemplo que os japoneses deram na Copa do MundoTM da FIFA, em 2014

O que não pode ser considerado como integrante pleno dessa festa é a falta de civilidade, sobretudo com relação ao lixo.

O consumo de água mineral e outras bebidas, além de embalagens de alimentos e balas, são aflorados e os foliões teimam em deixar seus resíduos por onde passam, contribuindo para que os detritos se acumulem, o que pode gerar acidentes com quedas, cortes e outras situações.

É possível brincar e ser consciente… É possível demonstrar sua gentileza para com os outros e para com a sua própria cidade, não jogando lixo no chão. Guardando consigo, até o encontro com coletores apropriados.

Não há gestão pública de limpeza urbana que dê conta de tanta sujeira. É preciso que cada um de nós faça a sua parte. Não é cafona ser decente, ser educado. Pelo contrário, é sinal de pura nobreza!

Não deixe a melodia carnavalesca ser inundada pelos detritos. Lembrem-se do exemplo que os japoneses deram na Copa do MundoTM da FIFA, em 2014, quando ao término das partidas de futebol que acompanhavam, retiravam de suas mochilas sacos plásticos, para retirarem não só o lixo gerado por si, mas até o dos outros… isso só fez com que sua educação e civilidade fossem referências para o mundo.

Que tal nos fantasiarmos de japoneses nesse Carnaval? Se não com vestimentas e acessórios, pelo menos nessa atitude de gentileza para consigo e com todos.

Não espere o outro. Comece você mesmo a levar esse estandarte no seu bloco. Participe dessa corrente e seja destaque.

Caia na Folia, sem deixar que o lixo caía junto no chão!

Viva o Carnaval com Responsabilidade!

É notório que regredimos aos tempos de barbárie… povos em conflitos, violência ao extremo, corrupção em doses hegemônicas, intolerância reinando no mundo real e no virtual… enfim, um cenário triste, desolador, que mina esperanças e que nos tornam pessoas, ainda mais frágeis e até mesmo reféns de nossa própria incapacidade de sermos mais humanos e solidários.

Por isso, quando chega um período de festividade como o Carnaval, principalmente no Brasil, vislumbra-se uma espécie de oásis passageiro, mas onde será possível extravasar momentaneamente nossas agruras, dar um tempo e buscar, por meio de um espírito mais alegre e leve, algum tipo de conforto e como um verdadeiro revigorante, para quem sabe continuar na labuta diária, reunindo forças para fomentar um novo alento transformador dessa história.

Mas o que assistimos no último fim de semana em São Paulo, em uma espécie de “esquenta” do Carnaval Paulistano, no Memorial da América Latina, zona oeste da cidade, nos assustou e serviu como uma sinalização, que será preciso muito zelo e investimento pesado na segurança dos eventos carnavalescos.

No caso do evento pré-carnavalesco de Sampa, os foliões que ficaram de fora da apresentação dos famosos blocos cariocas Sargento Pimenta e Bangalafumenga causaram tumulto no local do evento, por que queriam – a todo e qualquer custo – entrar para a folia gratuita.

Ora, o alvará expedido dizia claramente que a capacidade máxima do local planejado era de 10.000 pessoas. E por volta, das 16h, quando a lotação máxima foi atingida, os portões foram fechados. Foi aí, que o público ficou revoltado e deixou aflorar seus instintos mais rudimentares, não pensando mais e só agindo com a emoção de querer, por qualquer jeito, ingressar na festa. E por isso, parte desse público que foi barrada, tentou burlar a segurança e pular os portões. Alguns até conseguiram entrar no espaço.

Não há notícias de acidentes graves, mas, mesmo assim, pessoas passaram mal, ficaram com hematomas, depredações e geraram muito empurra-empurra, bate boca entre todos os presentes. Se nada pior aconteceu… certamente um milagre foi vivenciado.

Durante cerca de 40 minutos, quem estava dentro não conseguia sair, pois os portões estão fechados e a equipe de segurança não permitia nenhum tipo de movimentação… às 17h os portões foram reabertos para saída e com algum controle para a entrada.

Os ânimos estão aflorados… muita gente com cabeça quente… atividades culturais gratuitas certamente serão alvos de grande interesse… não dá para não reforçar a segurança desses eventos.

O Carnaval do Brasil – do Oiapoque ao Chuí – continua sendo uma das festas populares mais conhecidas no mundo. É admirado e até mesmo uma atração internacional que movimenta milhões na nossa flagelada economia. Não podemos deixar que mais uma situação lamentável possa tirar seu brilho e macular sua reputação.

Que o aconteceu no Memorial da América Latina tenha servido como uma alerta a todos os organizadores e promotores de eventos de Momo e que o público, tenha mais consciência e respeito, afinal são as suas vidas que correm perigo… e isso não é fantasia de Carnaval.

Andréa Nakane

O motivo de tal degradação foi uma dívida de R$ 1,5 milhão contraída com a BR Distribuidora, referentes a ICMS (Imposto Sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços).

A notícia começou a circular na semana passada e para quem é do trade foi um desalento só: o Hotel Ariaú Towers transformou-se em ruínas em pleno coração da floresta amazônica.

O motivo de tal degradação foi uma dívida de R$ 1,5 milhão contraída com a BR Distribuidora, referentes a ICMS (Imposto Sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços). Um montante elevado, que mal administrado acabou por interromper a operação desse ícone da hotelaria nacional.

Sua estrutura- instalada nas margens do rio Ariaú, um afluente do Rio Negro – por si só já deixava todos os seus visitantes impactados pois era composta por cinco torres, de quatro a sete andares, 186 suítes – mais um alojamento com 40 apartamentos para colaboradores -, restaurantes com capacidade para até 200 pessoas, auditório com 400 lugares, um anfiteatro, um mini-auditório para 70 convidados, uma piscina média, um bar e um mini shopping.

Considerado durante muito tempo o mais famoso hotel de selva do país, localizado a 60 km de Manaus, o Hotel Ariaú Towers chegou a receber hóspedes de grande notoriedade, como o oceanógrafo Jacques Cousteau, o bilionário Bill Gates, o ex-presidente americano Jimmy Carter e o ator Leonardo Di Caprio, entre outros.

Em 2010 em uma ação inédita uma instituição de ensino superior em parceria com o governo do estado viabilizou por meio de tarifas acessíveis, um estudo do meio, conseguindo levar 50 jovens profissionais de Turismo para vivenciar os atrativos do hotel e seus arredores. Na época, como coordenadora de tal instituição, ficamos animados com a visão compartilhada, de que é preciso conhecer para preservar.

Tive o prazer de acompanhar o grupo e inclusive viajei em companhia de minha filha na época com quatro anos, que como todos ficou maravilhada com o contato tão próximo e magnânimo com a natureza. Foram quatro dias de muitos aprendizados, tendo a oportunidade diretamente de trocar ideais com as comunidades indígenas e nativas que há muito tinham compreendido a importância de aplicar o desenvolvimento sustentável para assim, usufruir de toda a riqueza da floresta, sem esquecer de preservá-la para as futuras gerações.

Pena que essas futuras gerações não poderão conhecer esse meio de hospedagem, que infelizmente, representa, hoje, a cara do Turismo no Brasil: No meio de tantas potencialidades encontra-se à deriva, por falta de políticas públicas, realmente compromissadas com o setor… torçamos para que o quadro não piore ainda mais…

Andréa Nakane

Entra gestão e sai gestão e a atividade continua sendo tratada como atributo de conchavos políticos para atender as coligações realizadas na base do toma lá dá cá

Acompanhando a posse de inúmeros novos mandatários municipais no primeiro dia do ano novo celebrado temos a convicção que para o Turismo quase ou nada mudará.

Entra gestão e sai gestão e a atividade continua sendo tratada como atributo de conchavos políticos para atender as coligações realizadas na base do toma lá dá cá, esquecendo-se completamente do caráter estratégico que a pasta deveria ter para otimizar o potencial econômico que poderia trazer em sua correta e responsável implementação.

Em época de violenta recessão, muitas secretarias de turismo estão sendo ceifadas… certamente muitas que por tanto tempo inoperantes – por estarem apenas sustentando um cabide de cargos e funções comissionadas sem comprometimento e compreensão da importância de suas atribuições – serão quase como um verdadeiro alívio.

Mas na gíria digital #SQN – só que não – muitas estâncias estarão abrindo mão de uma real possibilidade de atrair e extrair dividendos para suas cidades, já que o Turismo tem essa peculiaridade nata, de forma até muito mais rápida que outros setores.

O turismo doméstico, com o bolso do brasileiro meio vazio, tem sido a saída para não eliminar as férias e viagens que fazem um bem danado a mente e a alma das pessoas e tornaram-se item revigorante para a saúde e qualidade de vida humana.

O quadro permanece inalterado, como se fosse algo já perpetuado, enraizado na ignorância pública.

Alguns municípios estão adotando a prática de constituir conselhos de próceres para colaborarem de forma voluntária com o pensamento estratégico do turismo das localidades. Sem verbas será o mesmo de convidar uma bateria de escola de samba para ficar passiva, sem tocar nada, em um esquenta de Carnaval.

Enfim, diante de tantas expectativas com relação ao novo ano, a máxima antiga que o Turismo no Brasil continua sendo tratado com desdém e total desconhecimento de sua grandeza econômica e social. O quadro permanece inalterado, como se fosse algo já perpetuado, enraizado na ignorância pública.

E para o trade turístico, só nos resta, continuar tirando água de pedra, sem contar com o famigerado apoio dos gestores da massa governamental, que em muitos casos até atrapalham a extenuante tarefa!!!

Enfim… que venha 2017, mas já pensando em 2019…. Será que então teremos esperanças em um novo quadro político para o Turismo Nacional?

Vamos aguardar, sacodindo como sempre a poeira e transpirando para que nosso setor não desça ainda mais ladeira abaixo da mediocridade de nossos governantes.

Por Andrea Nakane

Impossível não “chover no molhado”, mas é fato notório que o ano de 2016 não foi um marco no universo dos eventos brasileiros, mesmo sediando um dos maiores eventos mundiais, os Jogos Olímpicos.

Os savings, velhos conhecidos dos profissionais da área, intensificaram sua hegemonia para que projetos efetivamente fossem concretizados. Era isso ou nada! A adaptação e flexibilidade formaram a dupla da vez e quem demorou a acolhe-lás sentiu na pele e no seu fluxo de caixa uma queda acentuada.

Momentos assim acabam impulsionando uma onda de nostalgia… olhando o passado com certa inveja… afinal caímos posição no ranking da ICCA, temos visto cada vez um menor número de participantes em feiras e outros eventos de negócios. E há ainda àqueles que insistem em modelos de organização e planejamento de eventos ultrapassados, enquanto outros, pegaram carona em um odisséia tão high tech, que transformaram seus eventos em uma espécie de ambiente de ficção científica, repleto de efeitos especiais, que acabam por mascarar ou até mesmo minimizar toda sutileza e beleza do high touch.

Em uma sociedade líquida, onde quase nada se perpetua e quase tudo se descarta, os eventos não ficaram à margem dessa conjuntura.

Olhando assim… podemos até pensar… nossa que turbilhão… como foi difícil… agora, é a hora de respirar de forma menos ofegante e mais fluida.

Ledo engano… as projeções para 2017 não são otimistas… há pesquisas que demonstram que o segmento irá ter leve aquecimento… mas nada compensador a retomada anterior.

É hora de muito crowdsourcing, de evidenciar a força do coletivo, não de uma forma nada su generis… é o mega, é o grande, o médio, o pequeno, o micro… enfim, todos com o poder de suas vozes é que podem fazer a diferença e segurar as rédeas para ousar mais, de forma segura e estável.

2017 não será fácil, mas já temos experiências anteriores e nesse ardor, acumulamos resiliência, nos fortalecemos em encontrar o bom em vez do melhor, àqueles que investiram em sua educação continuada terão já uma largada diferenciada, com mais ritmo e soluções mais criativas, equilibrando, emoção e razão.

2016 ficará para trás, enquanto 2017 nos dará a oportunidade de um recomeço, ainda nada glorioso, mas necessário para chegar mais à frente, enxergando que nada será como antes, mas que será conforme o que semearmos… independente do terreno que temos para arar… afinal, terra é vida… e tendo os componentes e fertilizantes adequados ou possíveis, poderemos nos surpreender e acompanhar uma colheita de muita fartura e abundância.

Vamos aproveitar as festas de final de ano e agradecer o que passou… mesmo não sendo algo fantástico… e atrair boas vibrações para a jornada que breve começará e que logo também se encerrará… pois esse é o ciclo que nos emana e nos faz evoluir!

Um Natal de muita Fé e um Ano Novo de trabalho e desruptura, repleto da magia do encontrar o outro por meio da realização dos eventos!

Paris, após os atentados terroristas do ano passado, presenciou uma queda de 11% no número de visitantes, entre janeiro e outubro de 2016 e de imediato por reconhecer o valor do turismo para a economia do destino, já tratou de lançar 59 medidas, apresentadas pela prefeitura da Cidade Luz, no intuito de aumentar o número de visitantes em 2% ao ano e gerar um turismo “sustentável” a longo prazo, além de relançá-lo de forma conjuntural.

Batizado de “Esquema de desenvolvimento turístico 2017-2022”, o plano estratégico será proposto ao plenário da Prefeitura de Paris em novembro e já com previsão para início no primeiro trimestre do próximo ano.

Entre as táticas previstas no planejamento estratégico, que contou com a união do governo francês de ambas as esferas públicas e grandes comerciantes, estão uma melhor iluminação dos atrativos, um novo grande centro de recepção na Torre Eiffel e a promoção dos bairros menos turísticos, inclusive com a oficialização da futura “cidade da Gastronomia”, Rungis.

Os eventos também estão na mira do plano e a prefeitura mobiliza-se para realizar um grande acontecimento especial esportivo e intensificar as captações de congressos técnicos e científicos.

Com todo o abalo sofrido, Paris continua sendo o primeiro destino turístico do mundo e provavelmente terminará o ano de 2016 com cerca de 23,5 milhões de visitantes, que geram quase 524 mil empregos, só na região parisiense, que insere na economia local cerca de 40 bilhões de euros, segundo o responsável de Turismo da Prefeitura, Jean-François Martins.

E enquanto isso, em terras tupiniquins… continuamos a deslizar no amadorismo com que o segmento é tratado pela maioria dos gestores públicos e a apatia de ações que são realizadas na promoção turística do mosaico de ofertas disponíveis.

Entra governante, sai governante e o Turismo continua sendo alvo de manobras políticas de apadrinhamentos e manipulações orçamentárias, que com uma visão turva e irresponsável não colaboram – em nada – na valorização do setor, pelo contrário, só achincalham com nomeações esdruxulas e inábeis, transformando pastas, federais, estaduais e municipais em picadeiros de descasos e ultrajes.

A iniciativa privada até tenta, mas não consegue avançar, na falta de uma legitimidade uníssona e envolta em uma disputa vaidosa de falsos poderes, cuja a voz, mal é ouvida, ou se quer prestigiada, como relevante.

É impossível ficar calada frente a divulgação francesa. É um sentimento que mistura vergonha com inveja. Mas ao mesmo tempo é um regozijo de que é possível quando há pessoas responsáveis, altruísta e sobretudo comprometidas com o Turismo.

Lá foi assim… será que um dia também teremos esse protagonismo?

A esperança permanece…

Andrea Nakane é educadora, empreendedora e diretora do Mestres da Hospitalidade

Os eventos da atualidade preconizam a realização de ações de cunho de responsabilidade social com o objetivo de fomentar uma imagem contemporânea, que expressa preocupação, mas também uma atitude de fazer algo com relação à temática escolhida, vislumbrando ampliar na coletividade a reflexão e adesão a outras práticas colaborativas.

Porém, há espaços para uma maior participação das empresas organizadoras de eventos, não só como mentoras e executoras de projetos para seus contratantes, mas no investimento de atividades próprias, atemporais e de maior profundidade a cerca de resultados e boas práticas.

Há um ledo engano que ressalta ser preciso ter uma grande estrutura para movimentar experiências de responsabilidade social. Como na cadeia produtiva de eventos há diversos players é possível buscar aglutinar tais competências em prol de uma causa e/ou projeto específico em parceria.

Uma andorinha só não faz Verão, porém inúmeras tem a capacidade de revoar e reverberar com maior altivez e impacto no cenário que estão inseridas.

Para exemplificar tal dinâmica está o caso da microempresa Bolinhas Coloridas, que atua com locação de brinquedos, decoração de festas e barracas de A&B (algodão doce, pipoca, crepes, pizzas, fritas, etc.) e lidera uma ação social própria de promover mensalmente em um abrigo de menores carentes, uma completa festa de aniversário para aqueles que antes nem se quer comemoravam.

O projeto – batizado de Festa Infantil Solidária – identifica quem são os aniversariantes do mês, indaga a eles qual(is) tema(s) de sua preferência e no dia agendado com a administração promovem uma grande festa com direito à tudo, inclusive presentes que são solicitados e lembrancinhas para toda a garotada.

A empresária Bete Cristian Dias, da empresa Bolinhas Coloridas, conta que cada festa é uma emoção diferente e que se não contasse com o apoio de uma corrente do bem de doadores não seria possível esmeirar-se tanto para conseguir um resultado primoroso e feliz!

Ela lidera o movimento, mas a participação de todos é fundamental.

Muitas vezes pode assemelhar-se há algo simples, pequeno, porém de resultados plenos. Se todos contribuírem com uma singela parcela, ao final teremos – sem dúvida alguma – um mundo mais justo e pleno.

E você, OPC, o que anda fazendo nesse sentido?

Texto escrito por Andréa Nakane

Volunturismo, um mix de viagem de férias acopladas a um intenso intercâmbio cultural

Um novo estilo de viagem está ganhando escala por todo o mundo. Trata-se do volunturismo, um mix de viagem de férias acopladas a um intenso intercâmbio cultural com trabalho voluntário comunitário.

Inicialmente com maior adesão nos Estados Unidos e Europa, o volunturismo também ganhou adeptos no Brasil, fomentando vivências diferenciadas e muito ricas no que diz respeito a verdadeiras transformações de ambas as partes: quem faz e que recebe, demonstrando sua total sintonia com a teoria da dádiva, de Marcel Mauss, que enfatiza o tripé, dar, receber e retribuir, gerando um ciclo virtuoso de solidariedade, aprendizado e humanidade.

Com esse novo segmento, ainda em desenvolvimento, segundo a TRAM – Tourism Research and Marketing – circularam em 2015 cerca de 2 bilhões de dólares e já chegou a atingir 1, 6 milhões de turistas voluntários, geralmente mulheres entre 20 e 25 anos.

Porém não há faixa etária para sua realização, sendo possível até mesmo vivenciar essa experiência em família, com crianças e idosos, o que torna a atividade ainda mais emocionante.

As ações envolvidas são diversas, desde como o ensinar idiomas, contar histórias, organizar uma biblioteca, ajudar na construção de casas, enfim, são múltiplas as possibilidades de fazer o bem a quem precisa.

A futura RP, Samara Muniz, relatou que a experiência que viveu em agosto passado na África do Sul, foi algo transformador em sua vida.

As ações envolvidas são diversas, desde como o ensinar idiomas, contar histórias, organizar uma biblioteca, ajudar na construção de casas, enfim, são múltiplas as possibilidades de fazer o bem a quem precisa

“Vivenciar de perto uma realidade oposta da minha e ver o quanto as pessoas que você ajuda são gratas, é inexplicável. A ajuda aos meus olhos é simplória quando você sente tamanho amor.” afirma Samara.

Ela sempre questionou por que não conhecer um novo lugar, ao mesmo tempo, que pudesse oferecer algo em troca, de valor inestimável na vida de outras pessoas, que precisam tanto de assistência e acabou encontrando a sinergia perfeita com a prática do volunturismo.

Mas quem pensa que essas ações estejam vinculadas somente a experiências internacionais, está enganado.

Outra colega, também futura RP, Débora Mioto, deve a chance de realizar o volunturismo por meio de um projeto missionário de sua igreja – Metodista do Brasil – e esteve no município de Eldorado, SP.

“Acredito que o Volunturismo é uma ótima oportunidade para o crescimento do ser humano, pois é uma atividade que permite um contato mais próximo com uma dura realidade enfrentada por diversas famílias em nosso país e levar um pouco de esperança e alegria para essas pessoas e ao mesmo tempo também tive o privilégio de conhecer novos pontos turísticos que fazem parte da história do Estado de São Paulo, como a Caverna do Diabo que possui uma grande diversidade de fauna e flora”, testemunhou Débora.

Quem praticou o volunturismo promete repetir a dose, reafirmando ser totalmente possível, unir o útil ao agradável e voltar com a bagagem emocional repleta de aprendizados e com excesso de amor ao próximo!

Conheça mais o volunturismo e junte-se a essa corrente do bem contemporânea!