Mestres da
Hospitalidade

AÇÕES E EVENTOS PERSONALIZADOS

CONFIRA
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foto iccabavO Instituto de Capacitação e Certificação da Associação Brasileira de Agências de Viagens (ICCABAV) reuniu nesta terça-feira (25) sua equipe de instrutores para a realização do Simpósio ICCABAV 2017, um encontro de profissionais do instituto voltado à troca de experiências, alinhamento de atividades e novos projetos.

A pauta do evento contou com vários temas estratégicos, entre eles o balanço de ações em 2016, período em que foram capacitados 9.351 profissionais em cursos presenciais, a distância e na Vila do Saber, e as atualizações nos cursos EaD, com o objetivo de fornecer um portfólio mais alinhado com as demandas do mercado.

A grande novidade do encontro foi a criação de grupos de trabalho ICCABAV, uma iniciativa que reunirá a inteligência e experiência dos instrutores em prol das agências de viagens associadas à ABAV. O grupo fará reuniões periódicas para a troca de ideias e geração de conteúdos, como artigos, entrevistas, eventos, que facilitarão as atividades das agências de viagens.

Durante o Simpósio também foi anunciada a expansão do portfólio de cursos presenciais e a inserção de outras soluções para o atendimento das necessidades das agências de viagens, como a oferta de consultoria e cursos in company. Além disso, foram apresentados sete novos instrutores que agora se juntam ao grupo de profissionais já atuantes em 2017. Esses profissionais vêm reforçar as iniciativas do ICCABAV em favor do aperfeiçoamento, ampliação de temáticas e novas áreas de atuação para os alunos. São eles Andréa Nakane, Charles Calmucci, Francisco de Canindé Gentil Vieira, Gervásio Tanabe, Luiz Del Vigna, Kelly Malheiros e Shirley Salazar.

Neste ano o grupo também terá uma participação diferenciada no Congresso ABAV de Turismo, inserido na Vila do Saber, durante a 45ª ABAV Expo Internacional de Turismo e 48º Encontro Comercial Braztoa. Os instrutores contribuirão, juntamente com a curadoria do evento, com a idealização e apresentação de palestras, fóruns e debates alinhados com os eixos temáticos que regem o espaço.

Os participantes foram recepcionados pelo vice-presidente de Capacitação e Certificação da ABAV Nacional, Antonio Azevedo, que deu as boas-vindas ao grupo e compartilhou seu apoio e suporte para as diversas atividades programadas em favor da promoção do instituto e da capacitação dos profissionais de turismo.

“A realização deste primeiro Simpósio é muito importante para o ICCABAV, pois nos permite ter um contato mais próximo com nossos instrutores e receber o feedback de suas experiências na capacitação dos profissionais. Para este ano temos diversos projetos e contamos com a participação do grupo para o desenvolvimento de materiais que irão agregar ao dia a dia do nossos associados”, afirma Azevedo.

Conheça os sete novos instrutores do ICCABAV:

Andréa Nakane

Comunicóloga (RP), com registro no Conselho Profissional de Relações Públicas, com especializações em Marketing. Educação do Ensino Superior, EAD e em Administração e Organização de Eventos, atua no mercado há mais de 24 anos com vivência expressiva na hotelaria, turismo e eventos corporativos. Leciona em cursos técnicos, graduação modular e pós-graduação (latu sensu e MBA) de instituições de renome nacional. Autora do livro Técnicas de Organização de Eventos (esgotado) e Segurança em Eventos: Não dá para Ficar Sem!. Mestre em Hospitalidade e Doutoranda em Comunicação Social.

Charles Calmucci

Formado em Ciências Políticas e Relações Internacionais, ambas pela Universidad Católica de Córdoba – Argentina. Conteudista e palestrante com marcada atuação no trade.

Francisco de Canindé Gentil Vieira

Turismólogo da primeira turma da Universidade Anhembi Morumbi, com mestrado em Educação. Atua no mercado de agenciamento, operadora turística e organização de eventos há mais de 44 anos. Participa do grupo de pesquisa sobre Negócios da Hospitalidade. Co-autor do livro “Hospitalidade: Turismo e Estratégias Segmentadas”, da editora Cengage Learning, indicado para o prêmio Jabuti 2011, na categoria Turismo e Hospitalidade.

Gervásio Tanabe

Pós-graduado em Administração Empresarial pela UFF, com mais de 25 anos de experiência na gestão de pessoas e negócios, na área comercial & marketing, adquirida em É diretor executivo da Abracorp – Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas. Atua também como palestrante, com portfolio de programas de qualificação e desenvolvimento empresarial, business coach, consultor independente de empresas e consultor partner da GLG Consulting.

Luiz Del Vigna

Viajante Profissional, diretor da Nomad Brasil e Técnico em Turismo pela Fundação Bradesco. Especialista em Turismo de Aventura com veículos fora de estrada 4×4 pela ABNT Certificadora. Dedica-se ao turismo desde 1977, tendo exercido várias atividades e trabalhado para grandes empresas como Bradesco Turismo, VASP, FLOT Viagens e Itapemirim Turismo. Organiza e opera viagens temáticas sobre vinhos, café, arte, história, literatura e cultura popular brasileira, mescladas ao ecoturismo e turismo de aventura. Também desenvolve cursos e consultorias técnicas em turismo com foco em qualificação de capital humano, desenvolvimento de produtos e aprimoramento de serviços. É sócio fundador e atual vice-presidente da Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura – Abeta.

Kelly Malheiros

Consultora Empresarial, educadora e palestrante. Mais de 120 mil pessoas treinadas em todo o Brasil.

Shirley Salazar

Bacharel em Turismo. Atua no segmento de eventos há mais de 30 anos. É docente em cursos de Tecnologia, Graduação e Pós-Graduação nos segmentos de Turismo, Hospitalidade, Gastronomia, Hotelaria e Eventos. É Mestre em Hospitalidade com especialização no segmento de feiras comerciais.

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Mais informações para a imprensa:

Fátima Gatoeiro
Supervisora de Comunicação / ABAV Nacional
Tel.: (11) 3155-3073
E-mail: fatima.gatoeiro@abav.com.br
Site: www.abav.com.br

O Instituto de Capacitação e Certificação da Associação Brasileira de Agências de Viagens (ICCABAV) reuniu na última terça-feira (25) sua equipe de instrutores para a realização do Simpósio ICCABAV 2017, um encontro de profissionais do instituto voltado à troca de experiências, alinhamento de atividades e novos projetos. A Mestres da Hospitalidade está presente com um trio fantástico: Andrea Nakane, Shirley Salazar e Francisco Vieira
Obrigada pela confiança e oportunidade Antonio J. M. Azevedo e Beatrice Borges

Um mercado só cresce com investimento em Educação Continuada e o ICCABAV cumpre com louvor esse papel para seus associados e o mercado turístico! #ICCABAV2017 #CapacitarparaserMelhor #EducaçãoContinuada #MestresemAção #AgenteDezéAgenteCapacitado #VemAprenderParaVenderMais #EquipeMilfoto iccabav

De vez enquanto, surgem modismos que logo passam a ser incorporados de forma uníssona em nosso dia-a-dia.

E a área de eventos não é exceção!

Infelizmente as novidades chegam e assolam o mercado, sem que ao menos os profissionais a frente dos projetos de eventos analisem com propriedade se realmente aquela conduta irá ganhar produtividade e/ou resultados promissores.

Vale introduzir o conceito para que se estabeleça a conexão com a modernidade, tentando transparecer algo contemporâneo, vinculado a estar antenado com o cenário atual, afinal em um mundo de relações líquidas, consideradas passageiras, essas condutas, também demonstram suas fragilidades e por que não dizer suas efemeridades.

Basta um fazer… e quase todos vão atrás… não de forma sensata e lúcida, mas sim envolto em uma áurea de inovação, mesma que seja requentada e até mesmo sem aderência alguma.

Vamos a um exemplo? Hoje, muito se fala em disrupção e pior que abordam de forma equivocada.

Para começar: “disruption”, em inglês, termo que vem sendo errôneamente traduzido por “disrupção” ou “disruptura”, já que o verbo em português é “diruir” ou “derruir”, que significa “desmoronar” já demonstra que ouvimos e passamos adiante, sem efetivamente termos noção clara de seu emprego.

Seu uso começou no berço da inventividade, o Vale do Silício, nos Estados Unidos e sua associação é justamente com “ruptura”, mas, em uma outra tradução mais assertiva seria “ruína” ou “derrubada”, já que dirupção é uma ruptura feita à força. Traz noção de colapso, de descontinuidade, de desorganização e de deslocamento.

Já começamos a entender que seu uso na área de eventos é no mínimo encarado com cautela… tendo em vista que desorganização é tudo que não podemos abraçar majestosamente!

Há eventos que não estão atrelados a inovações… que o tradicional é que deve reinar, sem nenhuma neurose. São eventos clássicos, que seguem determinados padrões e são exitosos por isso! E porque teima-se em criar condições para a tão famosa disruptura se a mesma não encontra acolhimento no seio de determinados públicos-alvos e conceitos? É só para ficar na moda? Para manter-se em uma pseudo popularidade?

Não… em mercados onde o amadorismo não reina, isso não acontece!

Esse fato só demonstra o amadorismo que temos ainda predominante, onde o que um faz, rapidamente se torna alvo de cópias, na maioria das vezes, capengas e monstruosas ao extremo.

Não seja mais um “Maria vai com as Outras”… seja autêntico… seja coerente… seja profissional!

Não use algo só para estar na “vibe”. Use com consciência de que é o melhor para seu projeto, pelos valores que irão ser agregados e não por algo que será mais um… sem nexo e sem liga, mas estará no meio de todos.

Usar as novidades demanda pensamento estratégico e sagacidade e não pode ser algo tratado de forma tão leviana e desproposital.

Por mais autenticidade e competência no mercado de eventos… esse deveria ser nosso mantra… e não só … disruptura por disruptura!

Para refletirmos!

Por Andréa Nakane

A queda de 8,7% nas receitas do mercado brasileiro relativo a viagens corporativas no ano de 2016, já era esperada e foi anunciada, no segundo dia do Lacte 12, que está ocorrendo no Grand Hyatt São Paulo e termina no próximo dia 24 de março.
O número faz parte do estudo intitulado como Indicador de Viagens Corporativas (IVC) que possibilita avaliar o desempenho, o comportamento e as perspectivas do mercado brasileiro neste setor.
A pesquisa tem como metodologia a soma dos valores das receitas das empresas que compõem as Atividades Características do Turismo – ACTs, ajustadas pelos coeficientes calculados pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (IPEA). São oito tópicos avaliados: alojamento; alimentação; agências de viagem; transporte aéreo; transporte terrestre; transporte aquaviário; aluguel de transporte; e cultura e lazer.
O tradicional nome também foi alterado de IEVC para IVC, conforme às recomendações da World Tourism Organization (UNTWO), agência especializada do setor da Organização das Nações Unidas (ONU) que inspirou as alterações estruturais das coletas de dados.
Segundo o estudo, as receitas mesmo com a queda chegaram a totalizar R$ 78,1 bilhões em comparação aos R$ 85,5 bilhões de 2015, números que são bastante similares ao índices de 2011.

Dos 150 profissionais da indústria entrevistados, 32% registraram aumento em suas receitas, fator gerado principalmente pelo aumento do número de clientes (69% dos casos), do valor médio no número de transações (31%), do lançamento de novos produtos e serviços (25%) e do aumento do número de transações com os clientes (19%). Por outro lado, 42% registraram redução no volume de suas receitas, fator estimulado principalmente pela redução do número de clientes (48%) e redução no número de transações com eles (48%).

A pesquisa ainda salientou que os gastos com viagens corporativas aumentou 35% para os entrevistados, o que se explica devido ao aumento no número de viagens para mapeamento e identificação de novos ou potenciais clientes (46% dos casos) e aumento do gasto médio por viagem (42%).
Em 2016 também foi registrada uma queda na participação das receitas do transporte aéreo. Dos 109,5 milhões de passageiros transportados em voos domésticos e internacionais em 2016, cerca de 60% tinham como motivo principal a realização de negócios.

O IVC 2016 é promovido pela Associação Latino Americana de Gestores de Eventos e Viagens Corporativas (Alagev) e foi coordenado pela GFK, especializada em pesquisa de mercado, em parceria com o consultor Mauricio Emboaba Moreira.

Engajamento no trabalho é o compromisso emocional que o colaborador tem com a organização e seus objetivos.”

Já está mais que na hora de que a segurança em eventos seja a protagonista e não algo renegado, que fique em segundo plano ou sequer apareça

por Andrea Nakane*

Uma das maiores festas populares do mundo, o Carnaval brasileiro, em 2017, foi marcado por incidentes e acidentes que comprometeram toda a imagem nacional e internacional de fantasia e alegria típicas dessa celebração.

A maior vitrine do espetáculo carnavalesco centrada no Sambódromo do Rio de Janeiro vivenciou, nas duas noites dos desfiles das escolas de samba do grupo de elite, situações gravíssimas que culminaram em dezenas de feridos, alguns em estado grave, decorrentes de alegorias descontroladas, motorista sem a menor experiência na condução dos mesmos e estruturas mau projetadas, que despencaram, além de uma liderança insensível pós-fatalidades.

A grandeza do evento traz inúmeras variáveis de segurança que precisam ser controladas para não abalar todo o planejamento realizado de forma profissional.

Porém há alguns quesitos que clamam por providências: a crise econômica – sem dúvida alguma – atingiu a gestão das escolas de samba, que já há algum tempo estão tendo que otimizar escassos recursos, o que as orientou de forma muito mais intensa reutilizar materiais e estruturas, que não são eternos, diga-se de passagem. O ego exacerbado dos gestores da criatividade em impactar suas apresentações com carros cada vez maiores, repletos de efeitos especiais e com muitos componentes em exibição neles, estão seguindo determinações de cálculos de capacidade de carga, ou na base da gambiarra ou jeitinho brasileiro estão burlando tudo e todos?

Outra questão que precisa de uma reflexão atenciosa: Será mesmo que nessas circunstâncias trágicas, o show tem que continuar?

Um dos mais nobres sentimentos humanos, considerados para muitos como a palavra da década, é a empatia.

Será que é possível continuar pulando, dançando, cantando e extravasando a alegria de Momo tendo ao seu lado vítimas sendo socorridas?

Será que é possível continuar pulando, dançando, cantando e extravasando a alegria de Momo tendo ao seu lado vítimas sendo socorridas?

O regulamento da Liga Independente das Escolas de Samba do RJ (LIESA-RJ) não permite a interrupção do desfile nessas situações. O que vimos então foram socorristas com severas dificuldades no atendimento aos feridos e até mesmo as ambulâncias tendo barreiras humanas para acessar os locais do acidente.

Isso é Surreal! É uma prova da banalização do valor da vida humana. A solidariedade cedeu lugar a insensatez da luxúria.

Em época de relações líquidas, como diria Bauman, temos também a Compaixão Líquida, que se esvai priorizando o consumo e sua teia, típico da Sociedade do Espetáculo, segundo Debourd.

Sem dúvida alguma a precariedade, o amadorismo e a insensibilidade dos gestores não podem tornar-se os destaques da festa.

Já está mais que na hora de que a segurança em eventos seja a protagonista e não algo renegado, que fique em segundo plano ou sequer apareça.

O momento é de oferecer toda solidariedade as vítimas e apurar com rigor os acontecimentos dramáticos, mapear as vulnerabilidades, fomentar novas atitudes e implantar realmente uma nova cultura preventiva, e não reativa, na qual a Segurança realmente seja hour-concours e integrante insubstituível do Carnaval nos quatro cantos do país, já que vimos ocorrências diversas do Oiapoque ao Chuí, como multidões desamparadas com ausência de disciplina, comércio ilegal de alimentos e bebidas, trios impactados pelo choque com as redes elétricas, depredações de patrimônios públicos e privados… isso sem falar na ausência de educação, mas isso é para outro post…

Segurança em Eventos. Não dá para Ficar Sem!

Isso não é uma pergunta é uma afirmação de quem labuta na área há mais de 25 anos e que já presenciou e coordenou inúmeros projetos, demonstrando que é possível sim, basta ser responsável e querer! Não há enredo e nem quesito mais importante que a vida das pessoas… e isso não deveria ser uma fantasia!

Andréa Nakane é professora da UMESP, Relações Públicas e autora do livro Segurança em Eventos. Não dá para Ficar Sem!

A 89º edição da premiação do Oscar – uma das mais importantes festas mundiais da arte cinematográfica – será lembrada para sempre, não por sua cerimônia luxuosa, seu fotografado tapete vermelho e/ou seus premiados talentos, mas sim pelos grandiosos deslizes que teve seu cume com o anúncio de melhor filme para um… quando na verdade, não era esse o laureado.

Surreal? Não … verossímil… pois foi exatamente o que ocorreu quando os veteranos Warren Beatty e Faye Dunaway, estrelas do clássico “Bonnie e Clyde – Uma Rajada de Balas” (1967), anunciaram que o vencedor era “La La Land”, mas o premiado foi “Moonlight”. E isso na categoria mais aguardada do evento.

Constrangido ao extremo, Warren Beatty e Faye Dunaway afirmou que se confundiu ao ler o nome “Emma Stone”, em vez do nome de um filme, fato que ocorreu porque estaria com o envelope errado nas mãos –o que indicaria o vencedor de melhor atriz, em vez do de melhor filme. A atriz Emma Stone afirmou que o envelope com seu nome estava sob sua tutela o tempo todo, já que a mesma já tinha recebido o anúncio e sua estatueta anteriormente.

Se tivessem lido melhor…. teriam identificado que a categoria não estava de acordo com seu pronunciamento… mas isso também é exigir em demasia… cada um tem que fazer a sua parte…

O mistério foi solucionado horas depois em um comunicado objetivo divulgado pela PricewaterhouseCoopers, empresa de auditoria responsável pela confecção dos envelopes para leitura dos vencedores.

“Pedimos sinceras desculpas a ‘Moonlight’, ‘La La Land’, Warren Beaty, Faye Dunaway e aos espectadores do Oscar pelo erro que foi cometido durante o anúncio de melhor filme. Os apresentadores receberam por engano o envelope da categoria errada e, quando descoberto, o erro foi imediatamente corrigido. Estamos investigando como isso pode ter acontecido e sentimos profundamente pelo ocorrido”, diz o texto, que agradeceu “aos indicados, à Academia, à [rede de TV] ABC e [ao apresentador] Jimmy Kimmel pela maneira como lidaram com a situação”.

Tal gafe não foi a primeira em períodos recentes em grandes eventos, tendo reanimado na memória mundial com relação a penúltima edição do Miss Universo quando o anúncio da mais bela foi feito e a candidata da Colômbia recebeu sua coroa e faixa… porém o MC Steve Harvey anunciou equivocadamente a segunda colocada como vencedora do concurso, o profissional, que é também um comediante, viveu um verdadeiro drama e retificou que na verdade não foi a colombiana e sim a representante da filipina Pia Alonzo Wurtzbach a detentora do título. Saia e Calça Justas que entraram na história do concurso de beleza.

Mas, a cerimônia do Oscar de 2017 ainda conseguiu gerar ainda mais perplexidade com outro “mico” fenomenal: o evento usou a foto de uma produtora, viva, durante o segmento In Memorian, que homenageia os profissionais do ramo falecidos no ano anterior.

Janet Patterson, uma figurinista australiana indicada quatro vezes ao Oscar (por “O Piano”, “Retratos de Uma Mulher”, “Oscar e Lucinda” e “O Brilho de Uma Paixão”), morreu em outubro de 2016.

Seu nome e seu cargo no momento da homenagem estavam corretos, mas a foto usada era, na verdade, da produtora australiana Jan Chapman, que teve que se desdobrar para rapidamente avisar a familiares e amigos que ela estava bem e ainda por aqui.

Ora… por mais que saibamos que errar faz parte da história de cada um de nós… há momentos que isso torna-se inconcebível.

São meses e meses de planejamento, uma grande equipe dedicada a prover e executar com maestria ações que gerem a plena sinergia com o sucesso final, milhões e milhões de dólares para que nada falte ao processo… e ao final ter esse tipo de resultado. Chega a ser imperdoável.

Não… em eventos…principalmente desse porte, isso não pode se quer ser cogitado. Isso só demonstra que por pretensão e arrogância, os pequenos detalhes estão sendo deixados de escanteio… que algo simples como checar e rechecar envelopes, que inclusive há prestadores de serviços contratados somente para isso, estão sendo negligenciados.

Isso pode ser um sinal que o amadorismo, como uma espécie de erva daninha, não só cresceu, mas se consolidou no âmago dos eventos e que vem ganhando cada vez mais espaço, proliferando-se de maneira sorrateira e muito dolosa ao brilho dos projetos.

Há outros que até digam que tudo não passa de uma bem esquematizada estratégia de promoção, no melhor estilo, falem mal, mas falem de mim… porém essa teoria, de tão banal que é, tende a ser descartada, já que credibilidade e reputação são valores, na atualidade tão preciosos, que nem o melhor Relações Públicas, conseguirá gerenciar as perdas e fragilidades que assolaram uma marca, o que poderá até mesmo leva-la, gradativamente, a ser desprezada e, em algum momento, até mesmo, ser adormecida, esquecida, já que em tempos de relações efêmeras… nem o tradicional se sustenta frente a tantas maculações.

Se isso acontece nos States… o que não deve acontecer em outros rincões? Ai, meus sais… que cenário nada cinematográfico que estamos vivendo no universo dos eventos… dá muito medo!!!

O Carnaval começa no próximo sábado, isso no calendário oficial, já que há pelo menos duas semanas o clima de festividade já alçou os quatro cantos do país.

Muita gente faz cara feia, buscando entender de onde os foliões tiram tanta animação frente ao quadro recessivo e de grande pesar do rumo futuro do Brasil.

Ora… é só olhar que esse tipo de festividade é uma espécie de catarse. Na atualidade percebe-se, ainda que de forma retraída, uma espécie de retomada da parceria festividade com a fantasia, como uma propulsora cultural, geradora de uma reflexão focada, muito além do ritmo alucinante de trabalho, que absorve e muitas vezes aniquila a percepção de outros valores e até mesmo da própria convivência social, que no seu dia-a-dia, por ser imposta, não permite a identificação de comunhões e autenticidade de encontros não determinados.

A festa de Momo está vinculada ao lazer, que tem uma atribuição de ser um direito de todos os indivíduos, instigando também uma produção cultural própria. Deve, portanto, ser vislumbrado como algo não só normal, mas sim, essencial para o bem viver e conviver de todos os membros de uma sociedade.

Um dos maiores estudiosos do tema, Felipe Ferreira associa o Carnaval como o período do ano no qual a vida “vira ao avesso” e tudo é permitido em busca do êxtase, como uma forma de acumular contentamento e alegria, que seriam ceifadas ao longo dos quarenta dias posteriores até a chegada da Páscoa. É a festa profana, que não é sagrada, mas tem na religiosidade um vínculo de aceitação, geradora de reciprocidade, que tem no discurso de permissividade de sua existência pela Igreja, uma exigência a um comportamento irretocável pós sua realização, propiciando assim uma convivência, até que harmônica.

Não deixe a melodia carnavalesca ser inundada pelos detritos. Lembrem-se do exemplo que os japoneses deram na Copa do MundoTM da FIFA, em 2014

O que não pode ser considerado como integrante pleno dessa festa é a falta de civilidade, sobretudo com relação ao lixo.

O consumo de água mineral e outras bebidas, além de embalagens de alimentos e balas, são aflorados e os foliões teimam em deixar seus resíduos por onde passam, contribuindo para que os detritos se acumulem, o que pode gerar acidentes com quedas, cortes e outras situações.

É possível brincar e ser consciente… É possível demonstrar sua gentileza para com os outros e para com a sua própria cidade, não jogando lixo no chão. Guardando consigo, até o encontro com coletores apropriados.

Não há gestão pública de limpeza urbana que dê conta de tanta sujeira. É preciso que cada um de nós faça a sua parte. Não é cafona ser decente, ser educado. Pelo contrário, é sinal de pura nobreza!

Não deixe a melodia carnavalesca ser inundada pelos detritos. Lembrem-se do exemplo que os japoneses deram na Copa do MundoTM da FIFA, em 2014, quando ao término das partidas de futebol que acompanhavam, retiravam de suas mochilas sacos plásticos, para retirarem não só o lixo gerado por si, mas até o dos outros… isso só fez com que sua educação e civilidade fossem referências para o mundo.

Que tal nos fantasiarmos de japoneses nesse Carnaval? Se não com vestimentas e acessórios, pelo menos nessa atitude de gentileza para consigo e com todos.

Não espere o outro. Comece você mesmo a levar esse estandarte no seu bloco. Participe dessa corrente e seja destaque.

Caia na Folia, sem deixar que o lixo caía junto no chão!

Viva o Carnaval com Responsabilidade!

É notório que regredimos aos tempos de barbárie… povos em conflitos, violência ao extremo, corrupção em doses hegemônicas, intolerância reinando no mundo real e no virtual… enfim, um cenário triste, desolador, que mina esperanças e que nos tornam pessoas, ainda mais frágeis e até mesmo reféns de nossa própria incapacidade de sermos mais humanos e solidários.

Por isso, quando chega um período de festividade como o Carnaval, principalmente no Brasil, vislumbra-se uma espécie de oásis passageiro, mas onde será possível extravasar momentaneamente nossas agruras, dar um tempo e buscar, por meio de um espírito mais alegre e leve, algum tipo de conforto e como um verdadeiro revigorante, para quem sabe continuar na labuta diária, reunindo forças para fomentar um novo alento transformador dessa história.

Mas o que assistimos no último fim de semana em São Paulo, em uma espécie de “esquenta” do Carnaval Paulistano, no Memorial da América Latina, zona oeste da cidade, nos assustou e serviu como uma sinalização, que será preciso muito zelo e investimento pesado na segurança dos eventos carnavalescos.

No caso do evento pré-carnavalesco de Sampa, os foliões que ficaram de fora da apresentação dos famosos blocos cariocas Sargento Pimenta e Bangalafumenga causaram tumulto no local do evento, por que queriam – a todo e qualquer custo – entrar para a folia gratuita.

Ora, o alvará expedido dizia claramente que a capacidade máxima do local planejado era de 10.000 pessoas. E por volta, das 16h, quando a lotação máxima foi atingida, os portões foram fechados. Foi aí, que o público ficou revoltado e deixou aflorar seus instintos mais rudimentares, não pensando mais e só agindo com a emoção de querer, por qualquer jeito, ingressar na festa. E por isso, parte desse público que foi barrada, tentou burlar a segurança e pular os portões. Alguns até conseguiram entrar no espaço.

Não há notícias de acidentes graves, mas, mesmo assim, pessoas passaram mal, ficaram com hematomas, depredações e geraram muito empurra-empurra, bate boca entre todos os presentes. Se nada pior aconteceu… certamente um milagre foi vivenciado.

Durante cerca de 40 minutos, quem estava dentro não conseguia sair, pois os portões estão fechados e a equipe de segurança não permitia nenhum tipo de movimentação… às 17h os portões foram reabertos para saída e com algum controle para a entrada.

Os ânimos estão aflorados… muita gente com cabeça quente… atividades culturais gratuitas certamente serão alvos de grande interesse… não dá para não reforçar a segurança desses eventos.

O Carnaval do Brasil – do Oiapoque ao Chuí – continua sendo uma das festas populares mais conhecidas no mundo. É admirado e até mesmo uma atração internacional que movimenta milhões na nossa flagelada economia. Não podemos deixar que mais uma situação lamentável possa tirar seu brilho e macular sua reputação.

Que o aconteceu no Memorial da América Latina tenha servido como uma alerta a todos os organizadores e promotores de eventos de Momo e que o público, tenha mais consciência e respeito, afinal são as suas vidas que correm perigo… e isso não é fantasia de Carnaval.

Andréa Nakane

O motivo de tal degradação foi uma dívida de R$ 1,5 milhão contraída com a BR Distribuidora, referentes a ICMS (Imposto Sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços).

A notícia começou a circular na semana passada e para quem é do trade foi um desalento só: o Hotel Ariaú Towers transformou-se em ruínas em pleno coração da floresta amazônica.

O motivo de tal degradação foi uma dívida de R$ 1,5 milhão contraída com a BR Distribuidora, referentes a ICMS (Imposto Sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços). Um montante elevado, que mal administrado acabou por interromper a operação desse ícone da hotelaria nacional.

Sua estrutura- instalada nas margens do rio Ariaú, um afluente do Rio Negro – por si só já deixava todos os seus visitantes impactados pois era composta por cinco torres, de quatro a sete andares, 186 suítes – mais um alojamento com 40 apartamentos para colaboradores -, restaurantes com capacidade para até 200 pessoas, auditório com 400 lugares, um anfiteatro, um mini-auditório para 70 convidados, uma piscina média, um bar e um mini shopping.

Considerado durante muito tempo o mais famoso hotel de selva do país, localizado a 60 km de Manaus, o Hotel Ariaú Towers chegou a receber hóspedes de grande notoriedade, como o oceanógrafo Jacques Cousteau, o bilionário Bill Gates, o ex-presidente americano Jimmy Carter e o ator Leonardo Di Caprio, entre outros.

Em 2010 em uma ação inédita uma instituição de ensino superior em parceria com o governo do estado viabilizou por meio de tarifas acessíveis, um estudo do meio, conseguindo levar 50 jovens profissionais de Turismo para vivenciar os atrativos do hotel e seus arredores. Na época, como coordenadora de tal instituição, ficamos animados com a visão compartilhada, de que é preciso conhecer para preservar.

Tive o prazer de acompanhar o grupo e inclusive viajei em companhia de minha filha na época com quatro anos, que como todos ficou maravilhada com o contato tão próximo e magnânimo com a natureza. Foram quatro dias de muitos aprendizados, tendo a oportunidade diretamente de trocar ideais com as comunidades indígenas e nativas que há muito tinham compreendido a importância de aplicar o desenvolvimento sustentável para assim, usufruir de toda a riqueza da floresta, sem esquecer de preservá-la para as futuras gerações.

Pena que essas futuras gerações não poderão conhecer esse meio de hospedagem, que infelizmente, representa, hoje, a cara do Turismo no Brasil: No meio de tantas potencialidades encontra-se à deriva, por falta de políticas públicas, realmente compromissadas com o setor… torçamos para que o quadro não piore ainda mais…

Andréa Nakane

Entra gestão e sai gestão e a atividade continua sendo tratada como atributo de conchavos políticos para atender as coligações realizadas na base do toma lá dá cá

Acompanhando a posse de inúmeros novos mandatários municipais no primeiro dia do ano novo celebrado temos a convicção que para o Turismo quase ou nada mudará.

Entra gestão e sai gestão e a atividade continua sendo tratada como atributo de conchavos políticos para atender as coligações realizadas na base do toma lá dá cá, esquecendo-se completamente do caráter estratégico que a pasta deveria ter para otimizar o potencial econômico que poderia trazer em sua correta e responsável implementação.

Em época de violenta recessão, muitas secretarias de turismo estão sendo ceifadas… certamente muitas que por tanto tempo inoperantes – por estarem apenas sustentando um cabide de cargos e funções comissionadas sem comprometimento e compreensão da importância de suas atribuições – serão quase como um verdadeiro alívio.

Mas na gíria digital #SQN – só que não – muitas estâncias estarão abrindo mão de uma real possibilidade de atrair e extrair dividendos para suas cidades, já que o Turismo tem essa peculiaridade nata, de forma até muito mais rápida que outros setores.

O turismo doméstico, com o bolso do brasileiro meio vazio, tem sido a saída para não eliminar as férias e viagens que fazem um bem danado a mente e a alma das pessoas e tornaram-se item revigorante para a saúde e qualidade de vida humana.

O quadro permanece inalterado, como se fosse algo já perpetuado, enraizado na ignorância pública.

Alguns municípios estão adotando a prática de constituir conselhos de próceres para colaborarem de forma voluntária com o pensamento estratégico do turismo das localidades. Sem verbas será o mesmo de convidar uma bateria de escola de samba para ficar passiva, sem tocar nada, em um esquenta de Carnaval.

Enfim, diante de tantas expectativas com relação ao novo ano, a máxima antiga que o Turismo no Brasil continua sendo tratado com desdém e total desconhecimento de sua grandeza econômica e social. O quadro permanece inalterado, como se fosse algo já perpetuado, enraizado na ignorância pública.

E para o trade turístico, só nos resta, continuar tirando água de pedra, sem contar com o famigerado apoio dos gestores da massa governamental, que em muitos casos até atrapalham a extenuante tarefa!!!

Enfim… que venha 2017, mas já pensando em 2019…. Será que então teremos esperanças em um novo quadro político para o Turismo Nacional?

Vamos aguardar, sacodindo como sempre a poeira e transpirando para que nosso setor não desça ainda mais ladeira abaixo da mediocridade de nossos governantes.