Mestres da
Hospitalidade

AÇÕES E EVENTOS PERSONALIZADOS

CONFIRA
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Por Andréa Nakane

Sim… você pode até ter achado estranho…, mas o título em questão está correto e vem a celebrar a estação do ano no qual o frio domina, mesmo em um país tropical como o nosso.

Quando a abordagem é a temporada de inverno, geralmente quem quer ser mais radical, escolhe como destino turístico o sul do país, contando com as baixíssimas temperaturas para quem sabe apreciar uma pequena nevasca, que irá lhe proporcionar o contato com neve, que para registrar em fotos e na memória experencial.

Já aqueles que querem fugir do frio e são apaixonados pelo sol, investem no litoral nordestino para um cenário mais típico do Brasil, com direito a praia e calor, ainda não tão escaldante.

Porém quando deparamos com a oferta de um circuito que tem o frio um dos seus atrativos, sem exagero, no limite de curtir bem o que se é programado, pode soar como uma fantasia, mas é bem real.

Isso acontece na Paraíba, com o projeto Caminhos do Frio, que começou no último dia 03 de julho e irá até o dia 03 de setembro, reunindo 09 municípios do brejo paraibano, de forma ininterrupta.

Valorizando a identidade cultural nordestina de cada uma das regiões que integram esse projeto, o Caminhos do Frio, começou com o empreendedorismo gerido pelo SEBRAE/PB, inicialmente na região de Bananeiras e depois congregando mais municípios, tendo como objetivo atrair turistas, celebrar a cultura nordestina e intensificar a economia de cada cidade que promove a festividade.

Na edição de 2017 o circuito passa por Areia, Pilões, Serraria, Matinhas, Remígio, Alagoa Nova, Solânea, Alagoa Grande e Bananeiras, e em todo o seu traçado há uma oferta diversa de gastronomia, artesanato e intervenções culturais, demonstrando a força da economia criativa em sua tratativa colaborativa.

O começo foi em Areia, localizada a 42km de Campina Grande, com o slogan Frio, Cachaça e Arte tendo como ambiente principal a praça principal da cidade, com direito a coreto e igreja secular na paisagem cenograficamente verdadeira, sem nenhum tipo de alteração e explorando o clima bucólico e interiorano.

O evento na localidade explorou ao máximo sua produção artesanal de cachaça, destacando a de Jabuticaba e uma especialmente idealizada para o período, que foi batizada como “Puro Êxtase” – uma mistura de cachaça, amendoim, açúcar mascavo, catuaba e vinho. Muitos até comentaram seu poder afrodisíaco. Além disso, para quem não bebe nada, como eu, a gula foi nossa companheira constante passando pelos sabores quentes dos caldinhos, com destaque para o caldo verde e o de galinha, a comida de sustância com a carne de sol e seu delicioso acompanhamento de arroz de leite e o inhame cozido. Nas sobremesas, doces caseiros diversos e a já internacional tapioca doce, com destaque para a de rapadura aerada.

Muitos trabalhos de renda, crochê e de madeira sinalizavam o talento dos artesãos da localidade.

E shows gratuitos com personalidades da região – Chico Limeira e Lara Amélia – que levaram a todos, sem exceção, a arrastar os pés no mais autêntico e animado forró pé de serra, demonstrando o vigor de um dos ritmos mais típicos e encantadores de nossa riqueza musical.

A novidade desse ano no Circuito Caminhos do Frio está na oferta de um aplicativo específico com orientações completas aos visitantes para aproveitarem intensamente o período, além disso o site contém toda a rota –http://www.caminhosdofrio.com.

É uma experiência muito rica e de exaltação a brasilidade e sobretudo a simplicidade em fazer algo que remete a um tempo onde tudo tinha uma cadência mais vagarosa, onde as pessoas se conectavam com outras ao vivo e a cores e aproveitavam a vida, de forma singela, mas plena, com empatia e simpatia de ser somente feliz, mesmo que por uma única noite e isso, em Areia, foi entregue e certamente nas outras cidades participantes não será diferente.

Ainda dá tempo… já que o inverno ainda está no começo… e o inverno brasileiro, com temperaturas aprazíveis e o calor humano característico do nosso povo, por si só é uma atração imperdível, que aquece almas, corações e a própria economia.

Um dos trabalhos que mais tenho sido requisitada, principalmente por minha vertente acadêmica e também pelo vasto networking que construí ao longo de décadas de mercado, é a curadoria de conteúdo em eventos.

Porém essa nova abordagem laboral ainda deixa muita gente com pontos de interrogação na cabeça, pois tem como primeira imagem fixa a sua versão atrelada ao mundo das artes plásticas, e não ao universo de eventos.

Na atualidade, independente de qual seja a tipologia de eventos, a busca pelo conhecimento, pelo aprendizado e sobretudo pela experiência em deparar-se com algo novo, útil e interessante, vem sendo considerada o estratagema para o sucesso do projeto.

Ficou muito óbvio convidar aqueles que são a referência em seu segmento ou então convidar aquele que virou o que chamamos de forma sarcástica de “arroz de festa”, pois está em todas as programações dos eventos de sua área, o que em algum momento pode até gerar uma certa credibilidade, mas ao ter sua participação analisada de forma mais aprofundada, soa como algo “requentado” ou simplesmente concebe uma sensação de pleno “dejà-vu”.

É preciso pensar de forma muito sagaz a construção do temário, seus sub-temas e quem serão os atores que irão concretizar a performance de transmissão e o que mais queremos, de encantamento de seu público. E esse é uma das principais tarefas de um curador dedicado ao conteúdo em evento.

O line up de um festival é o termômetro que irá medir o interesse e a empolgação de seu público alvo. O mesmo pensamento está vinculado aos demais eventos, tendo a programação de conteúdo o seu ápice de atratividade, muitas vezes sendo essa particularidade o atributo de decisão final em participar ou não de determinado acontecimento especial.

Muita pesquisa, muita averiguação, muitos contatos, muitas horas frente as mídias sociais, depurando materiais e checando informações, pois em época de pós-verdades, é muito comprometedor a falta de integridade de muitos que no alto de suas vaidades e por que não dizer desonestidade, já que lhes auto-premiam, se outorgam títulos e vivências imaginárias, na tentativa de se projetarem e terem seus quinze minutos de fama.

Esses se esquecem que não há nada mais sólido e nobre que a autenticidade de valores e que é exatamente isso somado a sua bagagem de conhecimentos e sabedoria que irão seduzir a plateia, que vislumbrará em sua exposição uma referência, uma inspiração e até mesmo esperança de galgar uma trajetória similar.

Portanto, esse papel, que agora torna-se mais vital nos eventos, demanda um senso de comprometimento e responsabilidade de grande vulto e que ao ser entregue em mãos erradas pode ser categórico para o fracasso de um evento.

Conhecimento é o único investimento que ninguém tira da gente, ele não é tão perene, como falam, mas assertivamente, necessita ser atualizado periodicamente e mais uma vez os eventos, com seu papel catalisador e comunicativo, permite acesso e uma entrega dirigida, cuidadosamente planejada, tornando-se, hoje, uma das mais grandiosas riquezas oriundas de sua realização, e que faz com quem eu e você tenhamos o famoso AIDA ( Atenção-Interesse-Desejo-Ação) estimulado a participar de um evento.

A curadoria de conteúdo em eventos processa atitude empática em pensar no outro e em seu crescimento atrelado a uma satisfação de ter aprendido algo a mais … afinal estamos aqui para aprender sempre!

foto iccabavO Instituto de Capacitação e Certificação da Associação Brasileira de Agências de Viagens (ICCABAV) reuniu nesta terça-feira (25) sua equipe de instrutores para a realização do Simpósio ICCABAV 2017, um encontro de profissionais do instituto voltado à troca de experiências, alinhamento de atividades e novos projetos.

A pauta do evento contou com vários temas estratégicos, entre eles o balanço de ações em 2016, período em que foram capacitados 9.351 profissionais em cursos presenciais, a distância e na Vila do Saber, e as atualizações nos cursos EaD, com o objetivo de fornecer um portfólio mais alinhado com as demandas do mercado.

A grande novidade do encontro foi a criação de grupos de trabalho ICCABAV, uma iniciativa que reunirá a inteligência e experiência dos instrutores em prol das agências de viagens associadas à ABAV. O grupo fará reuniões periódicas para a troca de ideias e geração de conteúdos, como artigos, entrevistas, eventos, que facilitarão as atividades das agências de viagens.

Durante o Simpósio também foi anunciada a expansão do portfólio de cursos presenciais e a inserção de outras soluções para o atendimento das necessidades das agências de viagens, como a oferta de consultoria e cursos in company. Além disso, foram apresentados sete novos instrutores que agora se juntam ao grupo de profissionais já atuantes em 2017. Esses profissionais vêm reforçar as iniciativas do ICCABAV em favor do aperfeiçoamento, ampliação de temáticas e novas áreas de atuação para os alunos. São eles Andréa Nakane, Charles Calmucci, Francisco de Canindé Gentil Vieira, Gervásio Tanabe, Luiz Del Vigna, Kelly Malheiros e Shirley Salazar.

Neste ano o grupo também terá uma participação diferenciada no Congresso ABAV de Turismo, inserido na Vila do Saber, durante a 45ª ABAV Expo Internacional de Turismo e 48º Encontro Comercial Braztoa. Os instrutores contribuirão, juntamente com a curadoria do evento, com a idealização e apresentação de palestras, fóruns e debates alinhados com os eixos temáticos que regem o espaço.

Os participantes foram recepcionados pelo vice-presidente de Capacitação e Certificação da ABAV Nacional, Antonio Azevedo, que deu as boas-vindas ao grupo e compartilhou seu apoio e suporte para as diversas atividades programadas em favor da promoção do instituto e da capacitação dos profissionais de turismo.

“A realização deste primeiro Simpósio é muito importante para o ICCABAV, pois nos permite ter um contato mais próximo com nossos instrutores e receber o feedback de suas experiências na capacitação dos profissionais. Para este ano temos diversos projetos e contamos com a participação do grupo para o desenvolvimento de materiais que irão agregar ao dia a dia do nossos associados”, afirma Azevedo.

Conheça os sete novos instrutores do ICCABAV:

Andréa Nakane

Comunicóloga (RP), com registro no Conselho Profissional de Relações Públicas, com especializações em Marketing. Educação do Ensino Superior, EAD e em Administração e Organização de Eventos, atua no mercado há mais de 24 anos com vivência expressiva na hotelaria, turismo e eventos corporativos. Leciona em cursos técnicos, graduação modular e pós-graduação (latu sensu e MBA) de instituições de renome nacional. Autora do livro Técnicas de Organização de Eventos (esgotado) e Segurança em Eventos: Não dá para Ficar Sem!. Mestre em Hospitalidade e Doutoranda em Comunicação Social.

Charles Calmucci

Formado em Ciências Políticas e Relações Internacionais, ambas pela Universidad Católica de Córdoba – Argentina. Conteudista e palestrante com marcada atuação no trade.

Francisco de Canindé Gentil Vieira

Turismólogo da primeira turma da Universidade Anhembi Morumbi, com mestrado em Educação. Atua no mercado de agenciamento, operadora turística e organização de eventos há mais de 44 anos. Participa do grupo de pesquisa sobre Negócios da Hospitalidade. Co-autor do livro “Hospitalidade: Turismo e Estratégias Segmentadas”, da editora Cengage Learning, indicado para o prêmio Jabuti 2011, na categoria Turismo e Hospitalidade.

Gervásio Tanabe

Pós-graduado em Administração Empresarial pela UFF, com mais de 25 anos de experiência na gestão de pessoas e negócios, na área comercial & marketing, adquirida em É diretor executivo da Abracorp – Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas. Atua também como palestrante, com portfolio de programas de qualificação e desenvolvimento empresarial, business coach, consultor independente de empresas e consultor partner da GLG Consulting.

Luiz Del Vigna

Viajante Profissional, diretor da Nomad Brasil e Técnico em Turismo pela Fundação Bradesco. Especialista em Turismo de Aventura com veículos fora de estrada 4×4 pela ABNT Certificadora. Dedica-se ao turismo desde 1977, tendo exercido várias atividades e trabalhado para grandes empresas como Bradesco Turismo, VASP, FLOT Viagens e Itapemirim Turismo. Organiza e opera viagens temáticas sobre vinhos, café, arte, história, literatura e cultura popular brasileira, mescladas ao ecoturismo e turismo de aventura. Também desenvolve cursos e consultorias técnicas em turismo com foco em qualificação de capital humano, desenvolvimento de produtos e aprimoramento de serviços. É sócio fundador e atual vice-presidente da Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura – Abeta.

Kelly Malheiros

Consultora Empresarial, educadora e palestrante. Mais de 120 mil pessoas treinadas em todo o Brasil.

Shirley Salazar

Bacharel em Turismo. Atua no segmento de eventos há mais de 30 anos. É docente em cursos de Tecnologia, Graduação e Pós-Graduação nos segmentos de Turismo, Hospitalidade, Gastronomia, Hotelaria e Eventos. É Mestre em Hospitalidade com especialização no segmento de feiras comerciais.

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Mais informações para a imprensa:

Fátima Gatoeiro
Supervisora de Comunicação / ABAV Nacional
Tel.: (11) 3155-3073
E-mail: fatima.gatoeiro@abav.com.br
Site: www.abav.com.br

O Instituto de Capacitação e Certificação da Associação Brasileira de Agências de Viagens (ICCABAV) reuniu na última terça-feira (25) sua equipe de instrutores para a realização do Simpósio ICCABAV 2017, um encontro de profissionais do instituto voltado à troca de experiências, alinhamento de atividades e novos projetos. A Mestres da Hospitalidade está presente com um trio fantástico: Andrea Nakane, Shirley Salazar e Francisco Vieira
Obrigada pela confiança e oportunidade Antonio J. M. Azevedo e Beatrice Borges

Um mercado só cresce com investimento em Educação Continuada e o ICCABAV cumpre com louvor esse papel para seus associados e o mercado turístico! #ICCABAV2017 #CapacitarparaserMelhor #EducaçãoContinuada #MestresemAção #AgenteDezéAgenteCapacitado #VemAprenderParaVenderMais #EquipeMilfoto iccabav

De vez enquanto, surgem modismos que logo passam a ser incorporados de forma uníssona em nosso dia-a-dia.

E a área de eventos não é exceção!

Infelizmente as novidades chegam e assolam o mercado, sem que ao menos os profissionais a frente dos projetos de eventos analisem com propriedade se realmente aquela conduta irá ganhar produtividade e/ou resultados promissores.

Vale introduzir o conceito para que se estabeleça a conexão com a modernidade, tentando transparecer algo contemporâneo, vinculado a estar antenado com o cenário atual, afinal em um mundo de relações líquidas, consideradas passageiras, essas condutas, também demonstram suas fragilidades e por que não dizer suas efemeridades.

Basta um fazer… e quase todos vão atrás… não de forma sensata e lúcida, mas sim envolto em uma áurea de inovação, mesma que seja requentada e até mesmo sem aderência alguma.

Vamos a um exemplo? Hoje, muito se fala em disrupção e pior que abordam de forma equivocada.

Para começar: “disruption”, em inglês, termo que vem sendo errôneamente traduzido por “disrupção” ou “disruptura”, já que o verbo em português é “diruir” ou “derruir”, que significa “desmoronar” já demonstra que ouvimos e passamos adiante, sem efetivamente termos noção clara de seu emprego.

Seu uso começou no berço da inventividade, o Vale do Silício, nos Estados Unidos e sua associação é justamente com “ruptura”, mas, em uma outra tradução mais assertiva seria “ruína” ou “derrubada”, já que dirupção é uma ruptura feita à força. Traz noção de colapso, de descontinuidade, de desorganização e de deslocamento.

Já começamos a entender que seu uso na área de eventos é no mínimo encarado com cautela… tendo em vista que desorganização é tudo que não podemos abraçar majestosamente!

Há eventos que não estão atrelados a inovações… que o tradicional é que deve reinar, sem nenhuma neurose. São eventos clássicos, que seguem determinados padrões e são exitosos por isso! E porque teima-se em criar condições para a tão famosa disruptura se a mesma não encontra acolhimento no seio de determinados públicos-alvos e conceitos? É só para ficar na moda? Para manter-se em uma pseudo popularidade?

Não… em mercados onde o amadorismo não reina, isso não acontece!

Esse fato só demonstra o amadorismo que temos ainda predominante, onde o que um faz, rapidamente se torna alvo de cópias, na maioria das vezes, capengas e monstruosas ao extremo.

Não seja mais um “Maria vai com as Outras”… seja autêntico… seja coerente… seja profissional!

Não use algo só para estar na “vibe”. Use com consciência de que é o melhor para seu projeto, pelos valores que irão ser agregados e não por algo que será mais um… sem nexo e sem liga, mas estará no meio de todos.

Usar as novidades demanda pensamento estratégico e sagacidade e não pode ser algo tratado de forma tão leviana e desproposital.

Por mais autenticidade e competência no mercado de eventos… esse deveria ser nosso mantra… e não só … disruptura por disruptura!

Para refletirmos!

Por Andréa Nakane

A queda de 8,7% nas receitas do mercado brasileiro relativo a viagens corporativas no ano de 2016, já era esperada e foi anunciada, no segundo dia do Lacte 12, que está ocorrendo no Grand Hyatt São Paulo e termina no próximo dia 24 de março.
O número faz parte do estudo intitulado como Indicador de Viagens Corporativas (IVC) que possibilita avaliar o desempenho, o comportamento e as perspectivas do mercado brasileiro neste setor.
A pesquisa tem como metodologia a soma dos valores das receitas das empresas que compõem as Atividades Características do Turismo – ACTs, ajustadas pelos coeficientes calculados pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (IPEA). São oito tópicos avaliados: alojamento; alimentação; agências de viagem; transporte aéreo; transporte terrestre; transporte aquaviário; aluguel de transporte; e cultura e lazer.
O tradicional nome também foi alterado de IEVC para IVC, conforme às recomendações da World Tourism Organization (UNTWO), agência especializada do setor da Organização das Nações Unidas (ONU) que inspirou as alterações estruturais das coletas de dados.
Segundo o estudo, as receitas mesmo com a queda chegaram a totalizar R$ 78,1 bilhões em comparação aos R$ 85,5 bilhões de 2015, números que são bastante similares ao índices de 2011.

Dos 150 profissionais da indústria entrevistados, 32% registraram aumento em suas receitas, fator gerado principalmente pelo aumento do número de clientes (69% dos casos), do valor médio no número de transações (31%), do lançamento de novos produtos e serviços (25%) e do aumento do número de transações com os clientes (19%). Por outro lado, 42% registraram redução no volume de suas receitas, fator estimulado principalmente pela redução do número de clientes (48%) e redução no número de transações com eles (48%).

A pesquisa ainda salientou que os gastos com viagens corporativas aumentou 35% para os entrevistados, o que se explica devido ao aumento no número de viagens para mapeamento e identificação de novos ou potenciais clientes (46% dos casos) e aumento do gasto médio por viagem (42%).
Em 2016 também foi registrada uma queda na participação das receitas do transporte aéreo. Dos 109,5 milhões de passageiros transportados em voos domésticos e internacionais em 2016, cerca de 60% tinham como motivo principal a realização de negócios.

O IVC 2016 é promovido pela Associação Latino Americana de Gestores de Eventos e Viagens Corporativas (Alagev) e foi coordenado pela GFK, especializada em pesquisa de mercado, em parceria com o consultor Mauricio Emboaba Moreira.

Engajamento no trabalho é o compromisso emocional que o colaborador tem com a organização e seus objetivos.”

Já está mais que na hora de que a segurança em eventos seja a protagonista e não algo renegado, que fique em segundo plano ou sequer apareça

por Andrea Nakane*

Uma das maiores festas populares do mundo, o Carnaval brasileiro, em 2017, foi marcado por incidentes e acidentes que comprometeram toda a imagem nacional e internacional de fantasia e alegria típicas dessa celebração.

A maior vitrine do espetáculo carnavalesco centrada no Sambódromo do Rio de Janeiro vivenciou, nas duas noites dos desfiles das escolas de samba do grupo de elite, situações gravíssimas que culminaram em dezenas de feridos, alguns em estado grave, decorrentes de alegorias descontroladas, motorista sem a menor experiência na condução dos mesmos e estruturas mau projetadas, que despencaram, além de uma liderança insensível pós-fatalidades.

A grandeza do evento traz inúmeras variáveis de segurança que precisam ser controladas para não abalar todo o planejamento realizado de forma profissional.

Porém há alguns quesitos que clamam por providências: a crise econômica – sem dúvida alguma – atingiu a gestão das escolas de samba, que já há algum tempo estão tendo que otimizar escassos recursos, o que as orientou de forma muito mais intensa reutilizar materiais e estruturas, que não são eternos, diga-se de passagem. O ego exacerbado dos gestores da criatividade em impactar suas apresentações com carros cada vez maiores, repletos de efeitos especiais e com muitos componentes em exibição neles, estão seguindo determinações de cálculos de capacidade de carga, ou na base da gambiarra ou jeitinho brasileiro estão burlando tudo e todos?

Outra questão que precisa de uma reflexão atenciosa: Será mesmo que nessas circunstâncias trágicas, o show tem que continuar?

Um dos mais nobres sentimentos humanos, considerados para muitos como a palavra da década, é a empatia.

Será que é possível continuar pulando, dançando, cantando e extravasando a alegria de Momo tendo ao seu lado vítimas sendo socorridas?

Será que é possível continuar pulando, dançando, cantando e extravasando a alegria de Momo tendo ao seu lado vítimas sendo socorridas?

O regulamento da Liga Independente das Escolas de Samba do RJ (LIESA-RJ) não permite a interrupção do desfile nessas situações. O que vimos então foram socorristas com severas dificuldades no atendimento aos feridos e até mesmo as ambulâncias tendo barreiras humanas para acessar os locais do acidente.

Isso é Surreal! É uma prova da banalização do valor da vida humana. A solidariedade cedeu lugar a insensatez da luxúria.

Em época de relações líquidas, como diria Bauman, temos também a Compaixão Líquida, que se esvai priorizando o consumo e sua teia, típico da Sociedade do Espetáculo, segundo Debourd.

Sem dúvida alguma a precariedade, o amadorismo e a insensibilidade dos gestores não podem tornar-se os destaques da festa.

Já está mais que na hora de que a segurança em eventos seja a protagonista e não algo renegado, que fique em segundo plano ou sequer apareça.

O momento é de oferecer toda solidariedade as vítimas e apurar com rigor os acontecimentos dramáticos, mapear as vulnerabilidades, fomentar novas atitudes e implantar realmente uma nova cultura preventiva, e não reativa, na qual a Segurança realmente seja hour-concours e integrante insubstituível do Carnaval nos quatro cantos do país, já que vimos ocorrências diversas do Oiapoque ao Chuí, como multidões desamparadas com ausência de disciplina, comércio ilegal de alimentos e bebidas, trios impactados pelo choque com as redes elétricas, depredações de patrimônios públicos e privados… isso sem falar na ausência de educação, mas isso é para outro post…

Segurança em Eventos. Não dá para Ficar Sem!

Isso não é uma pergunta é uma afirmação de quem labuta na área há mais de 25 anos e que já presenciou e coordenou inúmeros projetos, demonstrando que é possível sim, basta ser responsável e querer! Não há enredo e nem quesito mais importante que a vida das pessoas… e isso não deveria ser uma fantasia!

Andréa Nakane é professora da UMESP, Relações Públicas e autora do livro Segurança em Eventos. Não dá para Ficar Sem!

A 89º edição da premiação do Oscar – uma das mais importantes festas mundiais da arte cinematográfica – será lembrada para sempre, não por sua cerimônia luxuosa, seu fotografado tapete vermelho e/ou seus premiados talentos, mas sim pelos grandiosos deslizes que teve seu cume com o anúncio de melhor filme para um… quando na verdade, não era esse o laureado.

Surreal? Não … verossímil… pois foi exatamente o que ocorreu quando os veteranos Warren Beatty e Faye Dunaway, estrelas do clássico “Bonnie e Clyde – Uma Rajada de Balas” (1967), anunciaram que o vencedor era “La La Land”, mas o premiado foi “Moonlight”. E isso na categoria mais aguardada do evento.

Constrangido ao extremo, Warren Beatty e Faye Dunaway afirmou que se confundiu ao ler o nome “Emma Stone”, em vez do nome de um filme, fato que ocorreu porque estaria com o envelope errado nas mãos –o que indicaria o vencedor de melhor atriz, em vez do de melhor filme. A atriz Emma Stone afirmou que o envelope com seu nome estava sob sua tutela o tempo todo, já que a mesma já tinha recebido o anúncio e sua estatueta anteriormente.

Se tivessem lido melhor…. teriam identificado que a categoria não estava de acordo com seu pronunciamento… mas isso também é exigir em demasia… cada um tem que fazer a sua parte…

O mistério foi solucionado horas depois em um comunicado objetivo divulgado pela PricewaterhouseCoopers, empresa de auditoria responsável pela confecção dos envelopes para leitura dos vencedores.

“Pedimos sinceras desculpas a ‘Moonlight’, ‘La La Land’, Warren Beaty, Faye Dunaway e aos espectadores do Oscar pelo erro que foi cometido durante o anúncio de melhor filme. Os apresentadores receberam por engano o envelope da categoria errada e, quando descoberto, o erro foi imediatamente corrigido. Estamos investigando como isso pode ter acontecido e sentimos profundamente pelo ocorrido”, diz o texto, que agradeceu “aos indicados, à Academia, à [rede de TV] ABC e [ao apresentador] Jimmy Kimmel pela maneira como lidaram com a situação”.

Tal gafe não foi a primeira em períodos recentes em grandes eventos, tendo reanimado na memória mundial com relação a penúltima edição do Miss Universo quando o anúncio da mais bela foi feito e a candidata da Colômbia recebeu sua coroa e faixa… porém o MC Steve Harvey anunciou equivocadamente a segunda colocada como vencedora do concurso, o profissional, que é também um comediante, viveu um verdadeiro drama e retificou que na verdade não foi a colombiana e sim a representante da filipina Pia Alonzo Wurtzbach a detentora do título. Saia e Calça Justas que entraram na história do concurso de beleza.

Mas, a cerimônia do Oscar de 2017 ainda conseguiu gerar ainda mais perplexidade com outro “mico” fenomenal: o evento usou a foto de uma produtora, viva, durante o segmento In Memorian, que homenageia os profissionais do ramo falecidos no ano anterior.

Janet Patterson, uma figurinista australiana indicada quatro vezes ao Oscar (por “O Piano”, “Retratos de Uma Mulher”, “Oscar e Lucinda” e “O Brilho de Uma Paixão”), morreu em outubro de 2016.

Seu nome e seu cargo no momento da homenagem estavam corretos, mas a foto usada era, na verdade, da produtora australiana Jan Chapman, que teve que se desdobrar para rapidamente avisar a familiares e amigos que ela estava bem e ainda por aqui.

Ora… por mais que saibamos que errar faz parte da história de cada um de nós… há momentos que isso torna-se inconcebível.

São meses e meses de planejamento, uma grande equipe dedicada a prover e executar com maestria ações que gerem a plena sinergia com o sucesso final, milhões e milhões de dólares para que nada falte ao processo… e ao final ter esse tipo de resultado. Chega a ser imperdoável.

Não… em eventos…principalmente desse porte, isso não pode se quer ser cogitado. Isso só demonstra que por pretensão e arrogância, os pequenos detalhes estão sendo deixados de escanteio… que algo simples como checar e rechecar envelopes, que inclusive há prestadores de serviços contratados somente para isso, estão sendo negligenciados.

Isso pode ser um sinal que o amadorismo, como uma espécie de erva daninha, não só cresceu, mas se consolidou no âmago dos eventos e que vem ganhando cada vez mais espaço, proliferando-se de maneira sorrateira e muito dolosa ao brilho dos projetos.

Há outros que até digam que tudo não passa de uma bem esquematizada estratégia de promoção, no melhor estilo, falem mal, mas falem de mim… porém essa teoria, de tão banal que é, tende a ser descartada, já que credibilidade e reputação são valores, na atualidade tão preciosos, que nem o melhor Relações Públicas, conseguirá gerenciar as perdas e fragilidades que assolaram uma marca, o que poderá até mesmo leva-la, gradativamente, a ser desprezada e, em algum momento, até mesmo, ser adormecida, esquecida, já que em tempos de relações efêmeras… nem o tradicional se sustenta frente a tantas maculações.

Se isso acontece nos States… o que não deve acontecer em outros rincões? Ai, meus sais… que cenário nada cinematográfico que estamos vivendo no universo dos eventos… dá muito medo!!!

O Carnaval começa no próximo sábado, isso no calendário oficial, já que há pelo menos duas semanas o clima de festividade já alçou os quatro cantos do país.

Muita gente faz cara feia, buscando entender de onde os foliões tiram tanta animação frente ao quadro recessivo e de grande pesar do rumo futuro do Brasil.

Ora… é só olhar que esse tipo de festividade é uma espécie de catarse. Na atualidade percebe-se, ainda que de forma retraída, uma espécie de retomada da parceria festividade com a fantasia, como uma propulsora cultural, geradora de uma reflexão focada, muito além do ritmo alucinante de trabalho, que absorve e muitas vezes aniquila a percepção de outros valores e até mesmo da própria convivência social, que no seu dia-a-dia, por ser imposta, não permite a identificação de comunhões e autenticidade de encontros não determinados.

A festa de Momo está vinculada ao lazer, que tem uma atribuição de ser um direito de todos os indivíduos, instigando também uma produção cultural própria. Deve, portanto, ser vislumbrado como algo não só normal, mas sim, essencial para o bem viver e conviver de todos os membros de uma sociedade.

Um dos maiores estudiosos do tema, Felipe Ferreira associa o Carnaval como o período do ano no qual a vida “vira ao avesso” e tudo é permitido em busca do êxtase, como uma forma de acumular contentamento e alegria, que seriam ceifadas ao longo dos quarenta dias posteriores até a chegada da Páscoa. É a festa profana, que não é sagrada, mas tem na religiosidade um vínculo de aceitação, geradora de reciprocidade, que tem no discurso de permissividade de sua existência pela Igreja, uma exigência a um comportamento irretocável pós sua realização, propiciando assim uma convivência, até que harmônica.

Não deixe a melodia carnavalesca ser inundada pelos detritos. Lembrem-se do exemplo que os japoneses deram na Copa do MundoTM da FIFA, em 2014

O que não pode ser considerado como integrante pleno dessa festa é a falta de civilidade, sobretudo com relação ao lixo.

O consumo de água mineral e outras bebidas, além de embalagens de alimentos e balas, são aflorados e os foliões teimam em deixar seus resíduos por onde passam, contribuindo para que os detritos se acumulem, o que pode gerar acidentes com quedas, cortes e outras situações.

É possível brincar e ser consciente… É possível demonstrar sua gentileza para com os outros e para com a sua própria cidade, não jogando lixo no chão. Guardando consigo, até o encontro com coletores apropriados.

Não há gestão pública de limpeza urbana que dê conta de tanta sujeira. É preciso que cada um de nós faça a sua parte. Não é cafona ser decente, ser educado. Pelo contrário, é sinal de pura nobreza!

Não deixe a melodia carnavalesca ser inundada pelos detritos. Lembrem-se do exemplo que os japoneses deram na Copa do MundoTM da FIFA, em 2014, quando ao término das partidas de futebol que acompanhavam, retiravam de suas mochilas sacos plásticos, para retirarem não só o lixo gerado por si, mas até o dos outros… isso só fez com que sua educação e civilidade fossem referências para o mundo.

Que tal nos fantasiarmos de japoneses nesse Carnaval? Se não com vestimentas e acessórios, pelo menos nessa atitude de gentileza para consigo e com todos.

Não espere o outro. Comece você mesmo a levar esse estandarte no seu bloco. Participe dessa corrente e seja destaque.

Caia na Folia, sem deixar que o lixo caía junto no chão!

Viva o Carnaval com Responsabilidade!

É notório que regredimos aos tempos de barbárie… povos em conflitos, violência ao extremo, corrupção em doses hegemônicas, intolerância reinando no mundo real e no virtual… enfim, um cenário triste, desolador, que mina esperanças e que nos tornam pessoas, ainda mais frágeis e até mesmo reféns de nossa própria incapacidade de sermos mais humanos e solidários.

Por isso, quando chega um período de festividade como o Carnaval, principalmente no Brasil, vislumbra-se uma espécie de oásis passageiro, mas onde será possível extravasar momentaneamente nossas agruras, dar um tempo e buscar, por meio de um espírito mais alegre e leve, algum tipo de conforto e como um verdadeiro revigorante, para quem sabe continuar na labuta diária, reunindo forças para fomentar um novo alento transformador dessa história.

Mas o que assistimos no último fim de semana em São Paulo, em uma espécie de “esquenta” do Carnaval Paulistano, no Memorial da América Latina, zona oeste da cidade, nos assustou e serviu como uma sinalização, que será preciso muito zelo e investimento pesado na segurança dos eventos carnavalescos.

No caso do evento pré-carnavalesco de Sampa, os foliões que ficaram de fora da apresentação dos famosos blocos cariocas Sargento Pimenta e Bangalafumenga causaram tumulto no local do evento, por que queriam – a todo e qualquer custo – entrar para a folia gratuita.

Ora, o alvará expedido dizia claramente que a capacidade máxima do local planejado era de 10.000 pessoas. E por volta, das 16h, quando a lotação máxima foi atingida, os portões foram fechados. Foi aí, que o público ficou revoltado e deixou aflorar seus instintos mais rudimentares, não pensando mais e só agindo com a emoção de querer, por qualquer jeito, ingressar na festa. E por isso, parte desse público que foi barrada, tentou burlar a segurança e pular os portões. Alguns até conseguiram entrar no espaço.

Não há notícias de acidentes graves, mas, mesmo assim, pessoas passaram mal, ficaram com hematomas, depredações e geraram muito empurra-empurra, bate boca entre todos os presentes. Se nada pior aconteceu… certamente um milagre foi vivenciado.

Durante cerca de 40 minutos, quem estava dentro não conseguia sair, pois os portões estão fechados e a equipe de segurança não permitia nenhum tipo de movimentação… às 17h os portões foram reabertos para saída e com algum controle para a entrada.

Os ânimos estão aflorados… muita gente com cabeça quente… atividades culturais gratuitas certamente serão alvos de grande interesse… não dá para não reforçar a segurança desses eventos.

O Carnaval do Brasil – do Oiapoque ao Chuí – continua sendo uma das festas populares mais conhecidas no mundo. É admirado e até mesmo uma atração internacional que movimenta milhões na nossa flagelada economia. Não podemos deixar que mais uma situação lamentável possa tirar seu brilho e macular sua reputação.

Que o aconteceu no Memorial da América Latina tenha servido como uma alerta a todos os organizadores e promotores de eventos de Momo e que o público, tenha mais consciência e respeito, afinal são as suas vidas que correm perigo… e isso não é fantasia de Carnaval.

Andréa Nakane