Mestres da
Hospitalidade

AÇÕES E EVENTOS PERSONALIZADOS

CONFIRA
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Mas o objetivo principal, das tarifas Low Fare, Low Cost”, que era o de reduzir o valor dos bilhetes, não aconteceu. Muito pelo contrário, os bilhetes encareceram.
Ainda me lembro o dia em que o presidente da Gol anunciou, com toda pompa e circunstância, o lançamento das tarifas “Low Fare, Low Cost”, onde por meio da não prestação do serviço de A&B aos passageiros, os bilhetes teriam tarifas muito mais justas.

Passados alguns anos, ficou notório que isso foi um grande engodo. As tarifas não baixaram, o serviço continuou precário no que se refere ao A&B e instaurou-se a política da comercialização de A&B nos vôos. Sim, algumas companhias aéreas aderiram, outras não.

Mas o objetivo principal, que era o de reduzir o valor dos bilhetes, nada mudou. Muito pelo contrário, os bilhetes encareceram.

Com a nova política de bagagens, onde cada cidadão tem que contribuir com um valor não inferior a R$. 40,00 (pagamento antecipado para despacho de bagagem) ou de R$. 100,00 por volume despachado (sim, você paga por volume de 23kg, e não por uma carga de 23kg), as coisas chegaram ao fundo do poço.

Alguns dias atrás, viajei para os destinos de Porto Alegre e Recife. A mala de mão – até 10kg – permitida nas aeronaves, não tem um padrão. Ou melhor dizendo: cada funcionário entende padrão à sua maneira. Uns andam com aquele gabarito de mala para lá e para cá, buscando um desavisado para obrigá-lo a despachar a mala, mesmo tendo o peso e o tamanho estipulados, mas que ele cismou que tem que ir como carga pois os bagageiros internos estão lotados.

Viajando a Porto Alegre, check in feito e apenas a mala a ser identificada como bagagem de mão, me apresentei ao check in do Aeroporto Internacional André Franco Montoro e a atendente me perguntou: Fez o check in? Respondi afirmativamente e ela pediu que eu me direcionasse ao portão de embarque. Embarquei com a mala, sem qualquer questionamento.

Mas, ao voltar de Porto Alegre para São Paulo, e pela mesma cia. Aérea, um funcionário estava muito inquieto procurando malas para utilizar seu gabarito. Viajei com a mesma mala que fui de São Paulo a Porto Alegre e qual não foi a minha surpresa ao ser barrada para entrar com a mesma na aeronave, pois – segundo ele – estava fora dos padrões e eu só poderia entrar na aeronave com ela caso estivesse em conexão internacional. Aí é que eu não entendi mais nada mesmo…bagageiros vagos, espaço de sobra e tive que despachar a minha mala de bordo para atender às determinações dos padrões da cia. Aérea. Fiz uma reclamação nas redes sociais da empresa e, até o momento, não obtive qualquer resposta da AVIANCA.

Vamos para mais uma viagem…check in feito (antecipadamente pela internet) e ao chegar no aeroporto, estavam chamando meu vôo. Me identifiquei, o funcionário pediu que eu me dirigisse ao balcão para entrega da mala e ao apresentar os QR Codes de embarque, a atendente me informou que o comprovante da bagagem iria por mensagem, assim como o código do check in. Como hoje em dia há aplicativo para tudo, fiquei tranquila e despachei a referida bagagem.

“Gostaria de saber quem fez esse cálculo maravilhoso de R$. 75,00 por volume, por dia…e aproveito para perguntar onde é a loja que eles conseguem comprar roupas e lingeries por R$. 75,00″

Ao chegar em Recife, na esteira, percebi que minha mala não havia sido embarcada. E o maior pesadelo: não havia uma etiqueta de identificação…Aberto o processo de busca da mala na LATAM, me pediram que aguardasse a chegada da mesma. Esse foi apenas o início de um pesadelo. No dia seguinte, voltei ao aeroporto de Recife e a resposta foi: mala não localizada. E me informaram que eu teria uma ajuda de custo para compra de roupas, afinal de contas, tudo estava na mala. Primeiramente, a informação era de que teríamos o valor em dobro, pois as roupas – minhas e de meu marido estavam na mesma mala; posteriormente, a informação foi de que apenas um de nós receberia a indenização, pois a mesma é baseada no número de volumes perdidos. Ok. Achei que seria uma indenização justa, já que a responsabilidade de quem vende o despacho de malas é muito maior. Ledo engano…descobri que pagamos muito mais para despachar a bagagem, do que o valor da dita “indenização”. Está sentado? Pois é, a indenização pelos primeiros dois dias de sumiço da bagagem é de R$. 75,00 por dia, sendo que – após o 3º. Dia, você pode gastar até R$. 500,00 reais para repor o que foi perdido, descontando – obviamente – a afortunada indenização dos dias anteriores, e desde que as notas fiscais sejam apresentadas.

Segurando a barra

Gostaria de saber quem fez esse cálculo maravilhoso de R$. 75,00 por volume, por dia…e aproveito para perguntar onde é a loja que eles conseguem comprar roupas e lingeries por R$. 75,00. Lembrando que meu marido também teve as roupas extraviadas na mesma mala…

No 2º. Dia de extravio, a funcionária da cia. aérea me pediu para que eu ligasse no SAC, informasse o ocorrido e, quem sabe, eles poderiam agilizar o processo. Fiz isso, na maior inocência…o funcionário, mais grosso impossível, me respondeu que a cia. Aérea tinha até 7 dias para localizar a minha bagagem e que aquele canal não servia para esse tipo de reclamação. O padrão do atendimento do moço, realmente, superou as minhas expectativas de acolhimento, já que estava rindo e brincando com as situações de outras pessoas e com o fone aberto.

Se eu já estava enfurecida com o extravio da bagagem, com essa resposta do “gentil” atendente, a minha vontade era de fazer um escândalo. Mas, fui segurando a barra…

Depois de 3 dias perdidos (não podia viajar, não podia sair e ainda estava constrangida de ter que ir diariamente ao aeroporto suplicar pela indenização), a mala apareceu na madrugada de 5ª. Feira para 6ª. Feira. Para garantir que ela estaria verdadeiramente em minhas mãos, aguardei o desembarque de todas as bagagens e saí do aeroporto por volta das duas horas da manhã.

Resumo da ópera: você paga para que sua mala seja embarcada. A cia. aérea extravia a sua mala e te dá uma indenização que não paga um conjunto de lingerie. Ah, já ia me esquecendo: você também paga pelos lanches na aeronave. E o discurso era de que a tarifa para quem não transportasse a bagagem como carga seria muito mais barata, tipo a história do “low fare, low cost”. As passagens estão mais caras, hoje não lhe fornecem nem um lacre para a sua bagagem ou etiquetas de frágil, a mão-de-obra totalmente sem capacitação, o serviço a desejar e nós, pobres passageiros, caindo – mais uma vez – no engodo das cias. Aéreas.

*Shirley Salazar é leitora do DIÁRIO DO TURISMO, e Diretora da Mestres da Hospitalidade

Veja matéria publicada na revista O Concierge, edição de Outubro de 2017, referente a Segurança em Eventos.

Acesse: https://issuu.com/oconciergepb/docs/revista_o_concierge_01_outubro_de_2, páginas 43 e 44.

Boa leitura!

A maior festa popular do Brasil, aguardada por muitos, já chegou marcando, mais uma vez, de forma triste sua passagem.

No fim de semana que antecede a festa de Momo, na capital de São Paulo, foi constatado o óbito de um jovem rapaz por ter recebido uma descarga elétrica , a princípio,  oriunda de um poste de sinalização pública, que também estava sendo utilizado para o posicionamento de câmeras de monitoramento, provisoriamente instaladas nesse local.

Essa ação é uma exigência da prefeitura de São Paulo, que gerou farta documentação orientativa para o processo de concorrência da empresa que seria responsável pela organização do Carnaval de Rua, que a cada ano cresce vertiginosamente na cidade e tem atraído milhões de foliões, muitos até já do exterior.

A empresa ganhadora da licitação, a Dream Factory, tem know how comprovado de estar a frente de mega produções e a GWA Systems, empresa terceirizada para coordenar o monitoramento de CFTV, composta de mais de 150 câmeras extras, adicionadas ao sistema já existente da prefeitura, também possui em seu portfólio grandes eventos.

A atitude simplória de retirar todas as câmeras instaladas após a ocorrência, por determinação da prefeitura, não é a solução mais assertiva, até porque fragiliza ainda mais a segurança da multidão.

O que é certo, e deveria ser a conduta implementada, é justamente uma criteriosa auditoria na operação para que a mesma atingisse o grau máximo de eficiência e eficácia e pudesse cumprir seu papel de relevância no monitoramento desse acontecimento especial.

Abortar esse planejamento não trará mais segurança, pelo contrário.

Infelizmente, nos últimos anos, as edições carnavalescas estão sendo marcadas por tragédias vinculadas ao amadorismo com que o item segurança vem sendo tratado.

Não deu para aprender, ainda? Quantas mortes ainda serão necessárias, para que a excelência dos serviços de segurança sejam hegemônicas?

O brilho da festa da alegria e diversão fica ofuscado e demonstra mais uma vez que o jeitinho brasileiro permissivo e doentio ainda reina entre nós e nos torna reféns de uma performance irresponsável, no qual os atores não estão integrados e cada um tem uma posição divergente, o que demonstra total falta de gestão… continuando assim… só podemos aguardar ao próximo acidente.

Em matéria intitulada “O Estado da Indústria de Eventos e Turismo no Brasil – 2018″, publicada na Revista dos Eventos, onde Andréa Nakane integrou o seleto grupo de 42 experts, profissionais com grande experiência que, certamente, representam o pensamento da Indústria, Sérgio Junqueira admitiu que a primeira preocupação do estudo, realizado pela terceira vez pelo Portal Eventos, foi quanto ao ocorrido em 2017. Ressaltou, ainda, que são bastante distintas algumas opiniões sobre o ano que recém findou, e isso não desmerece em nada qualquer das ponderações.

Abaixo, disponibilizamos o recorte das respostas de nossa diretora, com suas opiniões:

Quanto às perspectivas da indústria de eventos para o biênio 2018/2019, Andréa Nakane afirmou que “Os eventos continuarão a ser considerados como veículos de comunicação dirigida de grande impacto pois podem gerar relacionamentos, propiciar experiências e conhecimentos, além de reverberar posteriormente a sua realização por meio de conteúdos gerados no mesmo, o que amplia sua força e até mesmo amplitude de target. Razão pela qual permanecerá como item de maior reserva de receitas mais importantes no budget das empresas, tanto como promotoras como patrocinadoras”.

Quanto a uma possível mudança em um aspecto da indústria de eventos e turismo, Andréa Nakane afirmou que gostaria de ver ” A reformulação da dinâmica do associativismo. Há inúmeras entidades no mercado, que se fragmentou no tempo e no espaço, o que enfraquece as reais pressões e projetos uníssonos. Isso não só fragiliza, mas acaba também depondo negativamente, já que o próprio mercado representativo não se une. A prática de cada um olhando para o seu umbigo, infelizmente impera”.

Respondendo à pergunta sobre o que mais gosta na indústria de eventos, Andréa Nakane respondeu: Seu dinamismo e aderência completa com as necessidades e desejos da sociedade.

Quanto ao maior problema da indústria de eventos: Ausência de políticas públicas que tenham realmente o foco no segmento de eventos. Em muitos casos é sempre um apêndice. Não há realmente a compreensão de sua força e expressividade.

Quanto ao desafio mais significativo acredita irá enfrentar nos próximos anos: Concorrência desqualificada. O amadorismo ainda apresenta seus tentáculos firmados no segmento. Muitos colegas se auto intitulam mestres no assunto, sem efetivamente apresentar vivências práticas. Integram o grupo que só fica apontando o dedo, mas colocar a mão na massa passa longe. O famoso ditado “separar o joio do trigo” deverá ser aclamado.

Quanto à pergunta sobre se Profissionais de eventos devem prestar atenção extra para as questões sociais, sustentabilidade, segurança etc.?, Andréa foi direta: Não diria “prestar atenção extra”. Esses atributos há muito já deveriam ter sido incorporados na cultura dos OPCs, mas, infelizmente, o que presenciamos no mercado ainda são procedimentos isolados, muitos dos quais são inseridos parcialmente, como um elemento de modismo. As narrativas organizacionais acabam por serem muito divergentes do que se quer pregar e moldar como imagem. Por isso, deveriam de uma vez por todas estarem acoplados ao processo de planejamento e gestão, ficando livres de serem itens diretamente atingidos pelos savings orçamentários.

Quanto a próxima grande sacada em eventos, Andréa Nakane acredita no uso dos eventos como fontes geradoras de conteúdo, antes, durante e depois dos mesmos. E para isso equipes multidisciplinares, lideradas por comunicólogos, sociólogos e influenciadores digitais estarão em voga.

Sob o ponto de vista de inovações tecnológicas que irão impactar a indústria nos próximos anos: A realidade ampliada – sem dúvida alguma – deverá ser acoplada e mais utilizada. O grande desafio é justamente como fazer isso de forma coerente e alinhada com o projeto do evento. Inserir a tecnologia simplesmente como item de modernidade não trará benefício algum e em muitos casos já está até tornando-se enfadonho para o público. Seu uso deve ser estrategicamente elaborado para otimizar seus recursos e impactos na audiência.

Quanto às novas competências que devem ser aprendidas pelos profissionais de eventos: O profissional de eventos deverá agregar ao seu perfil de competências sólidos conhecimentos de Relações Públicas, pois seu trabalho está relacionado com a imagem e reputação de marcas, assim como entender a nova lógica de gestão de conteúdo, já que os eventos são fontes brutas para o brand content. Compliance cada vez mais também será exigido, deixando muito claras as relações envolvidas também na cadeia de fornecedores quando nos perfis de convidados e clientes.

 

É uma dádiva podermos viver em um país com uma miscigenação tão impressionante, que a princípio representa uma verdadeira integração de povos e costumes, nos livrando de conflitos armados e repulsas preconceituosas tão evidentes.

Diferentemente da questão cultural, a configuração econômica da nossa nação, acabou direcionando maior concentração de oportunidades e negócios na região sudeste, o que logo transformou o eixo São Paulo-RJ em paraísos da prosperidade outrora, e que até hoje, apesar de todas as crises, continua tendo papel de supra relevância na vida de todos os brasileiros.

Porém, essa exacerbação tem momentos tão desproporcionais que chegam a criar um comportamento de inferioridade, que muitas vezes aceitamos sem pestanejar.

No segmento de formação profissional na área de eventos, temos um bom exemplo de tamanho poder dessa linha de pensamento que durante mais de 400 anos foi maciçamente incorporada pela sociedade brasileira.

A proliferação de cursos de organização de eventos no país é impressionante. Aquela velha comparação que sempre faço, até o início da década de 90, sobretudo com a entrada de vez do país na rota dos eventos internacionais, nosso setor era o patinho feio da fábula. Lembra?

Até que os negócios expandiram-se e os eventos transformaram-se simbolicamente na figura de um lindo cisne, e dessa forma, atraiu uma série de interessados em serem os “pais da bela espécime”

A necessidade de sair de vez do limbo do amadorismo foi vital para o surgimento de diversas formas de aprendizado, incluindo cursos de nível superior.

Porém nessa onda, muitos interessados, agora, na “galinha dos ovos de ouro”, começaram a explorar o mercado, não de forma responsável e realmente idônea.

Muitos desses ditos experts na área começaram a vender seus cursos se autoproclamando The Best, o mais renomado de SP, o maior do Brasil, entre outras falsas titulações, para diversas regiões do país.

Alguns até com conteúdo, outros um engodo só!

Mas bastava dizer que era do eixo SP-RJ e tudo tornava-se lindo, pois diversas cidades viam isso como a principal referência para um bom investimento em sua carreira.

E o contrário não era recíproco… se algum curso era divulgado em São Paulo ou no Rio, com facilitadores do Nordeste ou do Norte… a boca torta e a desconfiança logo surgiam.

Isso perdurou durante muito tempo… e em diversos momentos ainda é hegemônico.

Mas na atualidade com mentes mais abertas, percebemos que é tão importante essa troca de experiências. E sim, existe inúmeros projetos de grande sucesso no Centro Oeste, no Sul, no Norte e no Nordeste do país que merecem ser conhecidos e utilizados como benchmarking.

Uma referência bem bacana diz respeito ao curso pioneiro do SEBRAE Paraíba, intitulado de Formação de Empreendedores em Eventos

Já tendo na bagagem a tradição de 12 anos, o curso agora tornou-se uma prática que está sendo disseminada em outras praças, como Campina Grande e Cuiabá. E já ensaia conquistar novos territórios.

Ao todo já foram qualificados mais de 250 profissionais, em 200 horas/aula, totalizando 10 módulos, com uma turma por ano e com duração de seis meses.

Vejam que empoderamento regional, um curso nordestino que ganhou atenção e mereceu ser replicado em outras localidades. Não, não é um curso originário de Sampa ou do Rio… isso não seria comum.

A receita de sucesso desse projeto inclui um time de lideranças abnegado e apaixonado pelo setor de eventos, que escuta o mercado e tem humildade e muita seriedade na elaboração de um conteúdo rico, formação de uma equipe multidisciplinar e brasileira – do Oiapoque ao Chuí – e a possibilidade de ser hands on ao término da vivência.

Isso é tão empolgante… nossa própria nação, conhecendo mais e trabalhando com o melhor de cada um, de forma não retalhada, mas completamente inclusiva.

É um novo tempo… e para quem é da área de Eventos, e também da Educação, é impossível não deixar uma lágrima escorrer e emocionar-se com a nossa competência repleta de brasilidades, no plural e não no singular!

“Os abraços foram feitos para expressar o que as palavras deixam a desejar.” Anne Frank

 por Andrea Nakane

Sem dúvida alguma a escolha do tema abraço para celebrar o início do ano no Rio de Janeiro tem uma simbologia muito além da valorização de suas peculiaridades cantadas em verso e prosa pela canção de Gilberto Gil, intitulada de Aquele Abraço.

A situação econômica, política e social do Rio de Janeiro comove a todos que sempre enxergaram seu território como um verdadeiro oásis, com passagens memoráveis e de grande repercussão no cenário nacional desde a época colonial.

O carioca que sempre teve orgulho de sua malemolência e sempre expressou sua vaidade pelas incontáveis belezas de sua abençoada natureza, hoje, está mais cabisbaixo, mas continua recebendo todos, sem exceção, de braços abertos.

É verdade que o número de turistas estrangeiros diminuiu bem… se não há pesquisas divulgadas sobre isso, basta caminhar pelos famosos atrativos turísticos, que será possível perceber que a torre de babel idiomática diminui drasticamente. É notório, que os turistas lá de fora estão evitando ou escolhendo outros destinos com menos problemas que os nossos.

Os turistas nacionais continuam com todo vigor, muitos pela primeira vez, realizando o sonho de conhecer a cidade maravilhosa e sua fama de purgatório da beleza e do caos, como diria Fernandinha Abreu.

Até mesmo a estação do ano, que mais tem a cara do Rio de Janeiro, o Verão, esse ano, está diferente. Muita nebulosidade, chuvas e o sol, guerreiro, luta para avançar a cada dia, para iluminar os territórios mais amados por cariocas e turistas, as praias, as famosas, com garotas e garotos de Ipanema e não tão famosas, como a da Macumba, verdadeiro paraíso, ainda pouco disputado.

A cada ano, independente de suas mazelas, o Rio de Janeiro prolifera modismo Brasil à fora e à dentro também…

Esse ano, o vídeo clipe tão polêmico e vulgar da cantora, Anitta, elevada meteoricamente como a nova pop star mundial, filmado no Vidigal, ganhou o mundo e com ele o seu hit-chiclete, Vai, Malandra.

Trouxe consigo algo que há muito ganhou as lajes suburbanas, o biquíni de fita isolante, para deixar marquinhas no corpo, que evidenciam a sensualidade das mulheres, bronzeadas com muito urucum, que voltou com corda total, para desespero dos dermatologistas.

Além disso, está promovendo um calendário de eventos, de Janeiro a Janeiro, para aumentar a autoestima da população e também para intensificar o fluxo turístico, por meio de produções de grandes espetáculos, com muita diversidade e exaltação ao melhor da cultura local e internacional.

Novas modas

Ainda é cedo para disser se esse projeto irá bombar, o primeiro, logo, após o Réveillon, apesar da produção impecável, acabou sofrendo com a chuva e ficou abaixo da estimativa inicial.

A dupla mais que perfeita, Biscoito Globo e o chá Mate Leão, continuam seu reinado, já demonstrando ser vitalício. Mas o Gim é a bebida da estação, estando agora até mesmo nas cartas dos famosos botequins espalhados por toda a cidade, enaltecendo simplicidade e fartura nas doses e porções.

Ah, essas porções continuam saborosas e nada nutricionalmente corretas, com destaque para o bolinho de aipim com camarão, as tradicionais coxinhas de galinha e mesmo com o suadouro que dá, sorver um caldinho de feijão, antes de cair com tudo em uma completa Feijoada, tendo ao entorno uma autêntica roda de samba… uh… nos remete ao Olimpo estando no Rio de Janeiro! Ah… e nessa constelação de sabores, foi concedido passe para a abobrinha e berinjela, ingredientes que caíram no gosto das figuras fitness e nem das tão fitness que descobriram seus poderes saudáveis.

E cá eu estou de novo, em rápida visita, podendo comer pizza com ketchup, sem ninguém me olhar atravessado

Na moda, a tribo praiana escolheu a bolsa de palha como acessório hyper. Modelos menores, ovalados e até mesmo tingidos sem química são sensações que saem da praia para o cinema e para o teatro, demonstrando sua versatilidade, afinal, estamos no Rio de Janeiro e essa pegada naturalmente despojada é total demonstração do “carioca way of life”

E o Carnaval? Com seu prefeito doente do pé e para muitos da cabeça também, terá como desafio buscar novas formas de financiamento. Uma visita aos barracões já sinaliza uma ostentação pobre, ou seja, trabalhar fingindo ser algo, mas que na verdade não é. Malandramente como bom carioca, as agremiações já alinharam o discurso e em época de consciência ecológica, teremos uma das mais sustentáveis edições de momo da história fluminense. Conhecedores da capacidade dos gestores da criatividade das agremiações, sabemos que não teremos decepções.

Afinal como prega uma das mais amadas e admiradas escolas de samba, a Acadêmicos do Salgueiro, o Rio de Janeiro, não é melhor, nem pior, apenas um destino diferente… que quem o conhece não o esquece jamais, apesar dos pesares.

E cá eu estou de novo, em rápida visita, podendo comer pizza com ketchup, sem ninguém me olhar atravessado, demonstrando todo o meu amor pela cidade, que carrego no coração, na alma e na carteira de identidade, torcendo para que em 2018, o RJ, assim como o mito de Fênix, renasça das cinzas e continue nos proporcionando momentos e prazeres incomparáveis, afinal o Rio de Janeiro, continua Lindo, apesar de tudo e de muitos… e para ele deixo meu terno Abraço!

O ano já começou e as ideias fervilham, ainda mais, quando nosso setor começa com a realização de um importante evento.

Trata-se do PCMA CONVENING LEADERS LIVE que está sendo realizado em NASHVILLE, nos Estados Unidos, reunindo colegas de todo o mundo, presencialmente ou virtualmente, para debaterem temas que irão nos inspirar nos próximos anos ou àqueles conteúdos que nos instigam a continuar buscando soluções mais assertivas.

Um dos temas que foi abordado pelo key note speaker, Greg Bogue, foi justamente essa busca de gerar mais engajamento com o público de um evento.

Muitos acreditam que ofertar um APP do evento e prover uma série de enquetes é uma das apostas mais exitosas. Porém, o fato é que é talvez a solução mais convencional na atualidade, mas que isoladamente não ganha simpatia e muito menos engajamento.

A palavra-ação mencionada durante mais de uma hora da explanação de Greg Bogue foi justamente a paixão que o evento deve demonstrar para sua audiência, sedimentada nos valores da comunidade criada para vivenciá-lo. E isso é preciso estar presente em todos os momentos.

Digamos que seja a cultura organizacional do evento que precisa estar disponível e refletida em cada ação, em cada detalhe, desde um simples lay out, estrategicamente pensado, até aos Relações Públicas escolhidos para tornarem o evento conhecido e comentado via mídias sociais.

O palestrante Bogue, que é bem conhecido na América do Norte, por seu trabalho junto ao trade, sentenciou que é ‘…preciso ampliar a voz do evento, ou seja, após formatar sua personalidade, é preciso dar lhe voz de forma que todos possam ser impactados.”

E aí o evento ganha dinamismo e movimento atingindo diretamente a audiência.

Por aqui no Brasil, temos presenciado uma gama de eventos mornos, “sem sal”, mecânicos demais… nós até participamos por uma questão de obrigatoriedade, mas acabamos na mesma sintonia, que não gera vínculo e logo depois seu fim, literalmente, cortamos qualquer tipo de aliança que poderia ser reforçada para futuras ações.

Só por que um evento ofereceu determinada ação, o outro vai e copia de forma figurada, sem moldá-lo conforme sua identidade, tornando algo fake, sem emoção e às vezes até sem nexo algum. A falta de autenticidade é latente sobretudo pela falta de zelo, de cuidado em identificar qual é seu estilo, o que você quer realmente transmitir para seu público. Fato que transforma o evento em mais um … sem brilho, sem particularidades, sem veracidade.

A paixão então sucumbe… nem se é dada a chance desse sentimento aflorar.

Nós, profissionais de eventos, temos que rever nosso conceito de paixão… e dessa forma introduzir esse sentimento em nossos eventos, afinal, trabalhamos com máquinas e tecnologia, mas somos humanos e conectados por emoções e essas, abstratas ou não, devem estar presentes em todos os momentos de um evento, caso contrário teremos atingido o patamar da tecnicidade.

A empatia promove retorno imediato…, mas a mesma tem que ser genuína e não simplesmente uma palavra da moda!

Vamos deixar que a Paixão realmente nos mova!

Vital para a economia brasileira, o mercado de eventos sofre com o amadorismo e a insensibilidade dos gestores

 

No Brasil ainda prevalece a cultura reativa e não preventiva com relação a segurança, ou seja, primeiro espera-se acontecer algo para só depois tomar alguma providência, o que poderá ser tarde. A constatação é de Andrea Nakane, sócia-diretora da Mestres da Hospitalidade, cujo expertise é em inteligência estrategista em eventos corporativos, cerimonial e protocolo capacitação do talento humano na área da hospitalidade.

Com formação multidisciplinar, Andréa que também é autora da obra “Segurança em eventos – não dá para ficar sem!”, diz que muitas pessoas têm a percepção de que segurança é gasto e baseiam-se em históricos, tais como:  anteriormente eu apliquei verba na segurança e não precisei. Facilmente, elas se esquecem de fatalidades que poderiam ter sido evitadas como a ocorrida na boate Kiss, em 2013, em Santa Maria (RS), que registrou 242 mortos, “devido ao uso irracional de sinalizadores por integrantes de uma banda que se apresentava no local”, relembra. Neste sentido, Andréa questiona a falta é de uma fiscalização honesta, criteriosa e reforça há necessidade de maior conscientização no que diz respeito à segurança por parte dos organizadores profissionais de eventos. “Precisamos de profissionais comprometidos, proativos, com engajamento, não só com uma boa formação, mas sobretudo dotados de boa gestão de pessoas”, salienta.

Especificamente regendo a segurança privada e a orgânica há uma legislação – que mesmo obsoleta – rege o mercado, já que a classifica como uma profissão, demandando formação específica. De acordo com Andréa, está em tramitação no Congresso um projeto de lei para atualizar carga horária e conteúdo, entre outros atributos, visando melhorar a qualificação dos vigilantes. “Porém é imprescindível que esse grupo contratado também tenha treinamento específico sobre o evento, o que faz toda a diferença”, acredita. Ela também aponta questões até então pouco disseminadas e que hoje devem fazer pauta da segurança, tais como: atos terroristas, violência urbana e uso descontrolado de entorpecentes, entre outros.

No que se refere à legislação de segurança contra incêndio e pânico, eventos públicos, como espetáculos, feiras e assemelhados deverão ser regularizados, previamente, junto ao Corpo de Bombeiros. Em casos de adaptações no interior da edificação, essas devem ser acompanhadas por um responsável técnico, sendo obrigatória a emissão de documento de responsabilidade técnica (ART). Sobre o assunto, Andréa sugere uma análise do Decreto Estadual nº 56.819, de 2011, que dispõe sobre o Regulamento de Segurança contra Incêndio e Áreas de Risco do Estado de São Paulo e que revogou o Decreto Estadual nº 46.076/01. Já a Instrução Técnica nº 21/11 é a atual norma que estabelece os critérios para proteção por meio de extintores de incêndio. Todo evento temporário a ser realizado no Estado de São Paulo deve atender aos critérios estabelecidos na IT nº 01/2011. Ressalta-se que os eventos estão enquadrados como “atividades temporárias”, definidos na Instrução Técnica nº 01/2011.

A executiva evidencia que com a realização da Copa do Mundo no Brasil, alguns poucos legados se estabeleceram no universo dos eventos, como os Centro Integrado de Controle (CICs) que identifica a importância de ter todos os órgãos – relacionados ao acompanhamento do evento – estarem dispostos estrategicamente em um único espaço (realizando trocas e informações em tempo real, na busca de soluções e/ou realinhamento da organização) e dotado de apoio técnico e tático de monitoramento, por meios de canais de imagens e/ou outros meios de informação. “Essa iniciativa é um fomento da gestão pública e que não é utilizada somente para eventos, mas sim para toda a administração de um território, município ou região. Quando esse conceito se insere em eventos temos o Event Control Center (ECC), termo em inglês e que no Brasil recebeu o nome de Centro Integrado de Comando de Evento (CICE)”, descreve.

O CICE pode ser considerado o coração do evento, pois ele irá gerenciar por meio de representantes dos domínios presentes para a execução do planejamento previsto de todo o acontecimento especial, tendo a comunicação estabelecida diretamente entre esses diversos agentes, que propiciam agilidade na tomada de decisões e repasse de orientações diretamente das áreas envolvidas que, reunidas em um único espaço, integram-se e tornam-se uma única célula colaborativa, afinal, um evento se faz com os esforços de todos. O CICE tem como objetivo agilizar as soluções necessárias para que a política de riscos seja implantada de forma adequada e eficiente, garantindo um ambiente seguro e de bem-estar, por meio de medidas proativas e reativas. Esse modelo é adaptável a qualquer categoria, área de interesse, tipologia e dimensão do público.

 

 

Já ouvi muito de pessoas que se dizem “cultas” e com grande expertise em eventos que a contratação de uma equipe de Cerimonial é desperdício de investimento. Talvez por isso mesmo, as solenidades e acontecimentos especiais nos últimos tempos , em número cada vez maior, tendem a tornar-se um magnífico show de horrores, com gafes absurdas e “saia justas” nada efêmeras.

É preciso esclarecer que o profissional que detém o conhecimento e a verdadeira vocação do Cerimonial tem como prerrogativa os esforços para pensar e elaborar em conjunto com o organizador do evento todo o roteiro que irá propiciar adequação, fluidez e sensação de contentamento a todos os participantes. Há um pensamento estratégico, minucioso, de grande sensibilidade e que evoca muita dedicação e experiência para atingir o ápice do sucesso.

O Cerimonialista detém um vasto conjunto de informações e orientações referentes ao Protocolo, regido por normas e leis, que não são feitas para “Inglês ver”, mas para serem colocadas em prática, com respeito e lisura.

Outro escalonado erro, é acreditar que a presença de um Cerimonialista só deve ser demandada quando há na lista de convidados autoridades dos Três Poderes. Ledo engano, em todos os demais eventos é latente sua participação, já que estamos envolvendo relações humanas, nas quais vaidades, interesses, egos, representatividade e pompa estão em ebulição e precisam ter uma tratativa condizente a não macular toda a imagem do evento.

Outra situação estapafúrdia, mas frequente, é pensar que Cerimonialista e Mestre de Cerimônias são palavras e tem funções homônimas. O Mestre de Cerimônias irá conduzir o evento, realizando a leitura do roteiro já elaborado anteriormente pelo Cerimonialista, com o aval do organizador de evento e cliente primário. Ele não irá ter outro papel, a não ser que tenha esse expertise também, o que é raro!

Nesse caso, cada vez mais vale o sentido de cada um estar em seu quadrado, tendo ciência que ocupando com maestria sua área, estará contribuindo para o êxito do evento. Quando cada um quer colocar o pé no quadrado do outro… os resultados, quase sempre, são pífios.

Ah… e não dá nem para deixar de comentar a bagunça que fazem – quando com a ausência de um Cerimonialista – tem que ordenar bandeiras… Ai, é um Deus nos Acuda!!! Mas isso é conteúdo para outra reflexão…

Que em 2018 tenhamos mais conhecimentos e saibamos respeitar com humildade e gratidão, o “pedaço de cada um”. Unindo esforços com profissionalismo e altivez podemos e vamos chegar muito mais longe!

Boas Festas!!!

Reveillon-2018
(Imagem arquivo DT)

Cargos de confiança são entregues a gestores incompetentes, sem noção técnica e que parecem estar muito mais atentos na deliberações polêmicas de recursos financeiros para seus “redutos eleitorais

 
por Andrea Nakane*

 

Mais um ano se passou e muitos comemoram conquistas, progressos e sucessos.

Porém quem pertence ao trade turístico tupiniquim, não tem o que celebrar, a não ser ter vivenciado, de forma resiliente, um ano difícil, de contenções e limitações, com resultados pífios frente a potência representativa em todo o Brasil, que parece estar adormecida profundamente em berço esplêndido, vivendo só de aparências conquistadas outrora.

A recuperação econômica do país começa a dar sinais, fraquíssimos esboços, de vitalidade. A área de serviços tem liderado esse avanço, porém o turismo parece na paúra da estagnação deprimente.

As políticas públicas que teimam em vigorar são vinculadas ao estilo “para inglês ver”, demonstrando sua total sinergia com a “politicagem” barata e inescrupulosa que reinam de forma hegemônica no país.

Cargos relevantes, de confiança e liderança, são entregues a gestores incompetentes, sem noção técnica e que parecem estar muito mais atentos na deliberações polêmicas de recursos financeiros para seus “redutos eleitorais”, para a construção de pontes, barreiras, pavimentações próximas de seus empreendimentos particulares, enfim, ações, que tem sim, sua importância, como pilares de infraestrutura, mas que acabam desiquilibrando a necessidade de fomentar pensamentos e iniciativas estratégicas, que realmente tragam impulsos e vigor ao mercado turístico.

Entra ano e saí ano, e nós, profissionais do setor, continuamos a renovar as esperanças de presenciar transformações e resoluções conspícuas e reais, afinal sabemos de nossas riquezas patrimoniais, sejam imateriais ou materiais, mas isso, por si só não basta no atual cenário competitivo.

Imagem craquelada

A mobilização por investimentos comprometidos dignamente para a qualificação profissional, a construção de um plano de relações públicas na recuperação da imagem turística brasileira – sim nossa imagem há muito está craquelada, entre outros projetos precisam ser analisados e geridos com transparência e responsabilidade.

Pressupostos apresentados, tenhamos, nós, verdadeiros protagonistas do turismo brasileiros, um horizonte mais generoso em 2018, que acolha nossos anseios e expectativas e que a esperança renovada nos possibilite continuar exercendo um lobby legal e virtuoso, em prol do que acreditamos e amamos, afinal, em nosso exército do bem há muito mais guerreiros e heróis do dia-a-dia, que figurantes bajuladores, transitórios e egocêntricos, sem eira e nem beira.

Que em 2018, esses encontrem seu caminho, se possível a mil anos luz do Turismo Nacional.

Que venha 2018!