Mestres da
Hospitalidade

AÇÕES E EVENTOS PERSONALIZADOS

CONFIRA
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por Andrea Nakane*

A primeira impressão geralmente é a que fica… ela pode ser substituída, sem dúvida, com muito afinco e gana de transformar algo negativo, em movimento positivo, em função da demonstração em agir para contornar ou efetivamente extinguir as percepções iniciais.

Sinceramente esperamos que tenhamos essa segunda chance, no que diz respeito aos primeiros passos da execução internacional da RIO 2016.

Amanhecemos o domingo, com críticas duras com relação às instalações da vila olímpica no Rio de Janeiro, espaço de hospedagem das 206 delegações que irão participar da 31º edição dos Jogos Olímpicos de Verão, no Rio de Janeiro.

A delegação Australiana, representante da nação que já recebeu uma edição dos jogos em 2000 e soube aproveitar de forma extraordinária a visibilidade gerada pelo evento, com elogios extremos a organização, nem chegou a ingressar no prédio reservado a ela, o B23, e decidiu buscar acomodações em hotéis da região. E fez questão de justificar tal ato por meio de um relatório extenso e publicado no site do Comitê Olímpico Australiano (AOC, na sigla em inglês) e também dirigido ao COI.

E tudo leva a crer que outras nações também assinem embaixo de tal constrangedor comunicado, como é o caso da Nova Zelândia e Grã Bretanha. Países como Estados Unidos, Holanda e Itália, não titubearam e estão arcando com as despesas para deixar em estado “habitável” para usar um termo bastante mencionado pelos atletas, as acomodações que lhes foram entregues.

Os dirigentes estão alegando que o fato é normal, que já ocorreu em outras edições passadas, e no máximo em 72 horas todas as pendências serão solucionadas.

Não é possível também ter uma autoridade máxima tentando ser um comediante sem talento e exaltando que “ irá trazer um canguru para deixar os australianos mais em casa

Realmente o que não é normal, é ter um equipamento inaugurado, já com 200 atletas ávidos para entrar no clima, e inúmeros problemas serem os grandes anfitriões do evento.

Foram mais de 07 anos de esforços, ou deveriam ter sido. Não é possível também ter uma autoridade máxima tentando ser um comediante sem talento e exaltando que “ irá trazer um canguru para deixar os australianos mais em casa.”, como externado pelo prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Paes.

Isso só demonstra a total imaturidade de nossos líderes e que realmente, não deveríamos estar tendo essa honra de sediar o maior evento esportivo do mundo.

Vamos falar muito menos e agir muito mais! Sabemos que o que iremos entregar é algo muito aquém de um padrão internacional, reconhecido mundialmente nas últimas edições, porém não precisamos mais holofotes negativos. Fazer o que deve ser feito… é algo simples… mas que para nossa cultura, parece ser uma missão quase impossível!

Sim… somos todos Rio 2016, mas não vamos assinar embaixo de incompetências e desajustes evidentes de falta de profissionalismo e dignidade.Os jogos não pediram para vir para cá… nós nos oferecemos… corremos atrás… nos comprometemos em oferecer nosso melhor… e mesmo com toda a crise do país… não é possível que isso seja o nosso melhor… só se for o melhor do pior!

Estamos só começando… ainda dá tempo de injetar seriedade e diminuir a vergonha nacional!

*Andrea Nakane é professora, empreendedora e diretora do Mestres da Hospitalidade

Sou carioca, legítima, da gema e da clara! Minha relação com a cidade é antiga, está registrada em minha certidão de nascimento e mesmo tendo a vida me levado para outros lugares, meu coração jamais saiu do RJ.

Se alguém indagar qual a minha primeira lovemark, sem pestanejar, irei responder que é a cidade maravilhosa, que em verso e prosa ficou conhecida mundo a fora.

Meu nível de envolvimento com o Rio de Janeiro ultrapassa a calorosa paixão, que é cega e não permite muitas vezes perceber o que é óbvio. Estou no patamar de puro e intenso amor, que me deixa livre e lúcida para admirar o que é belo e correto, sem gerar uma miopia torva, fato que mantém minha racionalidade e senso crítico de reconhecer que há falhas e vulnerabilidades, que maculam diariamente sua conspícua imagem e afeta o sorriso de seus nativos e visitantes.

Recordo, que desde 1992, sempre fui engajada ativamente em participar de ações em busca de captar uma edição olímpica para o país, de forma mais orientada, para o Rio de Janeiro. A partir da Rio 92, considerado o maior evento do século passado, por conseguir reunir uma gama de chefes de estados, até então nunca vista na história mundial, ficamos, como diria minha filha “ nos achando”, pois o acontecimento especial transcorreu de forma plena, coroado de êxitos.

Tentamos para 2004, 2008 e 2012… até que aperfeiçoando projetos, alinhando estratégicas e parcerias internas e externas e tendo a liderança de um gestor, que admiro muito desde a minha época de atleta de volleyball confederada , o Carlos Arthur Nuzman, a nação, então integrante do famoso grupo de emergentes BRICS, conquistou, a honra para sediar a 31º edição dos jogos olímpicos, na cidade do Rio de Janeiro.

Confesso que não pude conter as lágrimas e deixei a emoção aflorar, afinal, o maior evento seria realizado em terras verde-amarelo, na cidade dona do meu coração.

Era uma oportunidade de ouro, tínhamos tempo para um planejamento primoroso e ganharíamos a maior projeção que um destino poderia almejar. Independente da fama negativa de país corrupto e do jeitinho brasileiro perverso de levar vantagens sobretudo e todos, tinha esperanças que isso seria superado…afinal nada é intransponível.

Passaram-se 07 anos… o mundo não mudou tanto, e a situação do Brasil… também não mudou!

Eu me enganei, me iludi, me frustrei… o país manteve-se blindado por dirigentes ilusionistas que mascararam um cenário surreal. A marolinha transformou-se em um tsunami avassalador, que infelizmente varreu as condições econômicas , gerando instabilidades sociais e emocionais na nação. Isso para nem comentar sobre a situação política vexatória, que expos o Brasil em uma posição de zombaria e déscredito mundial

Hoje, muitos cobram o meu apoio a RIO 2016, até por que muitos que nunca levantaram a bandeira do Rio, por oportunismo, assim o fazem agora!

Porém não vou ser poliana e muito menos hipócrita em crer de forma abnegada, que tudo está na mais perfeita ordem de gestão. As falhas já eminentes são de um nível amadorístico inigualável, os legados que teremos serão de um impacto abissal, um possível revival do que ocorreu em Atenas/Grécia, pós 2004.

Obras desastrosas de mobilidade, faturamentos estratosféricos, licitações sem base profissional, segurança sendo tratada de forma pouco rigorosa, hospitalidade interna aos colaboradores pífia, entre outras ações, me incomodam, me desagradam e me fizeram declinar de inúmeros convites de trabalho – remunerados e voluntários.

Mas, não é por isso que sou menos RIO, pelo contrário, minha criticidade, fundamentada em plataformas sólidas de mais de 25 anos de expertise em eventos, me permitem estar mais próxima dessa dura realidade, não pontualmente, mas muito antes desse conturbado período.

Não sou só Rio2016, sempre fui Rio e espero, do fundo do meu âmago que, mesmo com todo o cenário caliginoso possamos ter um registro de jogos olímpicos que cumpram o seu papel de fomentador de uma cultura de paz e quem sabe tragam no espírito do olimpismo, lições para que possamos transformar nossa realidade em algo realmente mais justo, transparente e bonito, não só por natureza, mas também, prioritariamente, de ordem humana.

Que os Deuses do Olimpo e todos os seres divinos de todas as crenças possam estar conosco! Vamos precisar… e muito!

A ansiedade com a chegada da realização de um evento, sempre foi considerada muito normal, no meio dos Organizadores Profissionais de Eventos (OPCs).

Porém na atualidade brasileira, podemos caracterizar esse momento como de grande temor, não só pelo trade de eventos, mas para todos os brasileiros com algum tipo de acessibilidade às informações relacionadas a organização da XXXI dos jogos olímpicos, conhecida como Rio 2016.

A emoção eufórica e de puro êxtase em tornar-se a primeira cidade do território sul-americano a sediar as Olímpiadas, oriunda em 2009, deu lugar a uma emoção nervosa, com doses extremas de constrangimentos e uma estima, que nem se pode considerar baixa, pois está mais rasteira, que chinelo desgastado.

O endividamento público local, de ambas as esferas (municipais, estaduais e federais), é por todos reconhecido, atravessando as fronteiras tupiniquins e expondo mundialmente a nação fragilizada, desgovernada e com futuro incerto.

Falta investimento em tudo, até no básico, o que coloca em alerta o Comitê Olímpico Internacional, que apresenta relatórios dizendo estar muito satisfeito com todas as premissas de compromissos, até então entregues e que busca sempre, com sua visão Poliana, demonstrar tranquilidade e continuar em frente, já que a escolha feita não possui outra alternativa. Apesar de não ser descartada totalmente essa hipótese…

Endemias, que se tornaram pandemias, hospitais de gestão pública, em estado total de calamidade, segurança pública atingindo alarmantes índices de descontrole, não há verba para sua modernização, as UPPs sendo abandonadas ou reintegradas aos antigos comandos marginais, e isso, sem falar na falta de verba para pagamentos de salários de servidores. Dá para imaginar o sufoco dos prestadores de serviços e fornecedores, que carregam a incógnita de receberem ou não pelos trabalhos que serão executados.

Obras entregues, que caem e até matam, demonstrando o amadorismo e irresponsabilidade nas suas tratativas contratuais e estruturais.

Vistos liberados, facções terroristas por aí, pronunciamento oficial de estado de calamidade pública governamental, tiros ali, balas perdidas acolá, e quando não, são facadas ou estupros coletivos.

Esse cenário assustador, fruto do imbróglio incompetente de gestores egocêntricos e sem valores humanos, é o que temos a oferecer as mais de 206 nações, que estarão em solo nacional e que a partir do dia cinco de agosto iniciarão as competições, por medalhas em suas respectivas modalidades esportivas.

Ao Brasil já cabe receber a medalha da vergonha, da desonra e da pena global, conquistada ao longo dos últimos anos e que nos remete a uma única certeza: o país de grandezas e potencialidades singulares, até tentou, gingou, fez fita, mas tropeçou, cambaleou, foi nocauteado e agora, de joelhos, sem direito a uma prorrogação, lacrimeja por sua performance pífia, desfocada e sangrando no coração e alma de seus mais de 200 milhões, implora por mais respeito, zelo e dignidade.

Nossa nação precisa ser acarinhada, acolhida e necessita de pessoas fichas limpas, com ideias e ideais, que extrapolem o individualismo vil, baderneiro e retrógrado, que possibilitem seu renascimento, assim como uma fênix, segundo o próprio mito grego.

Não será fácil, mas é possível, até por que a delegação dos falsários e marginais que assolam o poder e conduziram o país nesse estágio terminal, não pode ter tanto poder quanto todo o povo guerreiro, que tenta manter o Brasil ainda respirando, apesar de estar também ferido, apático e quase inerte.

O que acontecerá nos próximos 47 dias, infelizmente não é uma incógnita, mas assusta, ainda mais, com as possibilidades de maior estrago, com golpes ainda mais duros e que podem ser fatais.

Nessa hora, precisamos realmente contar com toda a miscigenação de crenças que o Brasil tem e pedir não só que o Cristo Redentor estenda sobre nós seus braços, mas que todos os outros santos, entidades divinas e seres do mundo espiritual estejam, mais que nunca, entre nós… pois iremos precisar de todas as bênçãos possíveis e impossíveis.

O atual momento do mercado corporativo está sendo anunciado como uma fase singular em toda a história das relações trabalhistas, e que certamente não será mais vislumbrado em nenhum outro período da humanidade, já que o mesmo está configurado no agrupamento de cinco gerações e toda sua extraordinária diversidade de competências e é lógico, também de vulnerabilidades.

As gerações tradicionalistas, baby boomers, X, Y e Z estão atuando no mercado, lado-a-lado e com isso há a formação de equipes transgeracionais, que a princípio, poderiam ser consideradas imbatíveis, já que mesclam um rol de habilidades e atitudes correlacionadas aos seus perfis, demonstrando toda a pluralidade convergente possível de formação.

Mas o que está sendo presenciado não é bem isso… muitos ambientes corporativos estão tendo uma série de problemas, justamente por não conseguirem extrair toda essa potencialidade e estão tendo que lidar com situações de conflitos e pouco entrosamento entre esses grupos.

Sem dúvida, trata-se de um cenário que não adianta olhar para trás, já que não há referências históricas e que cada organização deve buscar seu posicionamento, conforme a sua própria cultura e foco em gestão do capital humano.

Porém é fato, que algumas já estão colhendo frutos muito doces dessa nova ordem, alicerçada pelo poder das equipes Transgeracionais.

A empresa DMV Digital, focada em marketing digital, inspirou-se no filme Um Senhor Estagiário, com Robert de Niro e Anne Hathaway e criou uma posição intitulada Estagiário Sênior.

A história da não ficção começou quando uma das diretoras da empresa, Mariana Molina convidou seu pai, proprietário do negócio, para assistir o filme em questão em um fim de semana e o insight surgiu. Logo na segunda-feira, já trataram de lançar a oportunidade – via rede social – anunciando uma vaga especial para uma pessoa aposentada, que tivesse em vez de um curriculum vitae, anos de experiência de vida.

A história da não ficção começou quando uma das diretoras da empresa, Mariana Molina convidou seu pai, proprietário do negócio, para assistir o filme em questão em um fim de semana e o insight surgiu

A quantidade de e-mails e cartas – sim elas, ainda existem – superou todas as expectativas e após um processo rápido de seleção, unindo todos os demais colaboradores da empresa, já contavam em seu quadro funcional com um senhor de mais de 65 anos dando conta do recado da posição ofertada. Inclusive, o mesmo, não perdeu tempo e contribuiu excepcionalmente, com a organização dos processos internos, algo que ainda estava em fase embrionária na empresa, e que após a chegada do novo estagiário deslanchou, sobretudo em função de sua vivência acumulada em outros cargos em sua trajetória profissional.

Outra história real é o olhar visionário da Freeway Viagens e Turismo, que está há mais de 33 anos no mercado, proporcionando pacotes de aventuras e experiências diferenciadas e que sempre buscou investir no Turismo Transgeracional, que é justamente aquele vivenciado junto, por todas as faixas etárias, sem exclusão alguma.

Essa atitude foi trabalhada inicialmente, pelo seu sócio-fundador, Edgar Werblowsky, que enxergou nesse contexto um ambiente propício para o desenvolvimento de laços mais fortes entre filhos, pais, avós e tios, muitas vezes tão fragilizados pelo cotidiano separatista em função de afazeres e responsabilidades distintas de cada um.

Edgar ressalta que “ sua empresa acredita no poder adicionador de cada faixa etária numa viagem, sempre buscando ressaltar as características contributivas de cada viajante, independentemente da idade“.

Ele ainda reforça que “ a técnica utilizada procura sempre -primeiramente – criar um ambiente confortável e psicologicamente seguro para cada participante, estimulando o diálogo entre pessoas desconhecidas para, a partir daí, estimular o melhor de cada viajante para o grupo.”

Está mais que na hora de todos criarem juntos as melhores condições de performance. E está mais que provado, que a união de todos faz muita diferença. Sobretudo se essa união for tão rica de conhecimentos, expertises de diferentes gerações, que trazem consigo muita sabedoria.

Cada qual oriunda de seu tempo, com pilares que se fortalecem quando agrupados a outros, transformando algo isolado em uma força, além do limite imaginável, valorizando cada um, em seu distinto e legítimo momento de vida.

Pura demonstração que a diversidade é palavra de ordem nessa nova sociedade global em construção, com lugares para todos, sem exceção nenhuma, sobretudo de idade. Esse é o poder Transgeracional em ação!

*Andrea Nakane é professora, empreendedora e diretora do Mestres da Hospitalidade

A meta, ou melhor, o sonho de quase todo Organizador Profissional de Eventos (OPC) é que seu acontecimento especial extrapole a percepção de sua organização como satisfatória, que tenha atendido as expectativas do grupo e ganhe o coração das pessoas.

O vínculo almejado vai além da razão, estimula a emoção, que gera uma conexão mais profunda, vinculada a sentimentos mais duradouros de admiração, lealdade, compromisso e que são enlaçados por Amor.

Todo esse conceito fundamenta-se nos estudos do executivo de comunicação Kevin Roberts, apresentado em um livro lançado em 2004, intitulado Lovemarks. Muito Além das Marcas.

O autor faz referência a compreensão que o relacionamento alcançado com os clientes supere esse estágio e os tornem verdadeiros fãs, que se apropriam da marca em questão, já que a mesma lhe representa e/ou inspira sua aliança.

No universo de eventos já são muitas as Lovemarks conhecidas que acabam também se tornando estudos de caso, como benchmarking, para que possam extrair verdadeiros ensinamentos para uma construção própria.

As Lovemarks de Eventos permitem uma sustentabilidade econômica maior e geralmente possuem um rol de atratividade mais emblemática de patrocinadores e apoiadores, que vislumbrem a oportunidade em questão de criar um co-branding – associação de marcas –tendo como a deferência mais impactante uma Lovemark, que acaba sendo uma fonte propulsora de mais energia para as que estão ao seu redor, e que buscam justamente esse resultado, no intuito de vincular suas identidades com valores e emoções bem definidos de uma marca amada.

As Lovemarks em eventos tornam-se marcas de grandeza territorial, além de sua origem, instigando uma verdadeira “glocalização” – pensar globalmente e agir localmente. Exemplos como Rock in Rio, Tomorrowland, TEDx E Lollapaloza, detém essa especificidade de atender a uma comunidade de fãs, que não estão ou às vezes não querem deslocar-se até um determinado destino para usufruir suas experiências com sua paixão e conforme as condições mercadológicas e financeiras seja possível a previsão de sua realização em diversas localidades mundo à fora. Fato que também aumentará sua lucratividade.

Há também a intensa utilização dos próprios eventos como meios de comunicação dirigida que fomentem o contato dos fãs com suas Lovemarks, já que os mesmos configuram-se instrumentais de aproximação, de experimentação e de total sinergia com as marcas.

Todos esses pensamentos nos induzem a refletir mais, já que como profissionais da área, precisamos ter uma visão não só pragmática, em colocar em prática o criterioso planejamento realizado para atingir a perfeição do ponto de vista dos participantes/clientes secundários, mas também um comportamento visionário de estabelecer uma alma, uma personificação tangível, que alcançará valores intangíveis, que fortalecerão e tornarão nossos eventos ainda mais únicos e desejados.

Um trabalho extra, que ainda não se tornou um hábito, mas que deveria ser considerado, não só como uma estratégia, mas sim como uma ação mais humana, autêntica e que colabore efetivamente com a felicidade do coletivo, afinal entre tantos objetivos dos eventos, mesmo que implícitos, está o bem estar das pessoas.

Por mais Eventos Lovemarks eu assino embaixo, e você?

O país com 292 eventos internacionais registrados no Ranking da ICCA – International Congress Convention Association, passou a ocupar em 2015 o 11º lugar entre os países / destinos que recebem eventos internacionais.

Nas primeiras posições estão os Estados Unidos em primeiro lugar com 925 eventos, seguido da Alemanha (667), Inglaterra (582), Espanha (572), França (522), Itália (504), Japão (355), China (333), Holanda (333) e Canadá (308).

Depois de vários anos entre os 10 primeiros países, o Brasil segue atrás desse grupo, com 292 eventos, contabilizando cerca de 16 eventos abaixo do Canadá, que completa o grupo dos Top Ten.

E no ranking das cidades com maior número de eventos, São Paulo e Rio de Janeiro que disputam a hegemonia no Brasil, não conseguiram estar entre as 20 com maior número de eventos.Berlim lidera esse ranking das cidades com 195 eventos e Beijing e Budapeste fecham as 20 com 95 eventos.

Antes de enaltecer nossas belezas e virtudes é preciso investir em uma comunicação pública uníssona, transparente, mobilizadora e persuasiva.

Hoje com todo o noticiário nacional e internacional referendando as instabilidades econômicas, políticas e sociais vivenciadas pela nação, sua imagem que já não era tão favoravelmente positiva, na mente da população mundial, deteriorou-se, tornou-se ainda mais vulnerável, ampliando estereótipo no imaginário coletivo internacional.

Essa colocação na edição da ICCA 2015 é um reflexo desse ciclo, que já se arrasta há alguns anos e que parametriza dificuldades, cujas consequências tendem a ser avassaladoras no contexto de um mundo que vive, respira e aspira imagens e símbolos referenciais.

Investir em promoção de imagem internacional agora é totalmente inadequado e nada sagaz.

Antes de enaltecer nossas belezas e virtudes é preciso investir em uma comunicação pública uníssona, transparente, mobilizadora e persuasiva.

A abordagem deve ser focada em uma gestão de crise e que já deveria ter toda uma concepção de um vasto e estratégico plano de ações, repleto de iniciativas informativas, formativas e apaziguadoras.
É isso é para ontem…caso contrário os prejuízos serão latentes e seu efeito culminará em uma repulsa objetiva do país como destino sede de eventos e para o turismo de lazer.

E mais. Essa queda nos fará retroceder a níveis elementares do desenvolvimento turístico nacional.
Fica então mais um alerta: progredir sempre, estagnar às vezes, retroceder jamais. Vamos ao trabalho, com foco e determinação!

Andrea Nakane é professora, empreendedora e diretora do Mestres da Hospitalidade

Hoje com todo o noticiário nacional e internacional referendando as instabilidades econômicas, políticas e sociais vivenciadas pela nação, sua imagem que já não era tão favoravelmente positiva, na mente da população mundial, deteriorou-se, tornou-se ainda mais vulnerável, ampliando estereótipo no imaginário coletivo internacional.

Cerca de 80 dias apenas nos separam da ação de sediar a XXXI dos jogos olímpicos de verão, e assim, o Brasil terá ainda mais projeção de suas condições, nada admiráveis e muitas até mesmo inseridas em um cenário caótico, incompreendido localmente e quiça no exterior.

Com todas as especificidades há uma narrativa assustadora sendo construída e que será multiplicada exponencialmente..

Mesmo com alterações no quadro político, que sugere modificações também de ordem econômica, situação gera insegurança, baixa estima e descrença.

Para todos os envolvidos, seja brasileiro ou não, o país, que pelo ranking da International Congress and Convention Association (ICCA), na edição passada referente ao ano de 2014, configurou-se entre os Top Ten de nações que mais recebem eventos internacionais, no 10º lugar, tem seu posicionamento ameaçado, fato que comprometerá os esforços de captações futuras.

A própria colocação na edição que está para ser divulgada a qualquer momento, tende a ser um reflexo desse ciclo, que já se arrasta há alguns anos e que parametriza dificuldades, cujas consequências tendem a ser avassaladoras no contexto de um mundo que vive, respira e aspira imagens e símbolos referenciais.

Investir em promoção de imagem internacional agora é totalmente inadequado e nada sagaz.

Antes de enaltecer nossas belezas e virtudes é preciso investir em uma comunicação pública uníssona, transparente, mobilizadora e persuasiva.

A abordagem deve ser focada em uma gestão de crise e que já deveria ter toda uma concepção de um vasto e estratégico plano de ações, repleto de iniciativas informativas, formativas e apaziguadoras.

É isso é para ontem…caso contrário os prejuízos serão latentes e seu efeito culminará em uma repulsa objetiva do país como destino sede de eventos e para o turismo de lazer.

E mais. Essa queda nos fará retroceder a níveis elementares do desenvolvimento turístico nacional.

Fica então mais um alerta: progredir sempre, estagnar às vezes, retroceder jamais.

O clima do país realmente não está festivo, mas com a aproximação dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, a partir do próximo dia 5 de agosto, tenta-se despertar o espírito alegre e acolhedor do povo.

A chegada da chama olímpica – mesmo com seus apagões momentâneos – demonstrou que o povo está indo para as ruas, mesmo com todo o desânimo, em função da crise política mais grave de sua história recente.

Os Ministérios da Cultura e dos Esportes, ainda em incógnita se irão permanecer ou se fundir, anunciaram na semana passada investimentos na grandeza de R$ 85 milhões para promover uma programação diversificada paralela as performances olímpicas, com o intuito de ganhar mais projeção internacional, com a pluralidade e gingado da música e danças locais.

O governo federal promete a participação de cerca de 10.000 artistas, incluindo também talentos nas artes plásticas e ritos religiosos.

Entre tantas atrações, uma que promete tornar-se a mais comentada e concorrida é composta pelas sessões musicais, comandadas por pianistas brasileiros, em plena pedra do Arpoador, que por si só tornou-se uma das paisagens mais emblemáticas do RJ, com direito a saudação do nascer e do por do sol.

Além disso, verdadeiras micaretas irão literalmente pipocar pela cidade oferecendo um gostinho de Carnaval aos visitantes olímpicos.

Juntar esportes e entretenimento há muito tem fomentado grandes resultados. A simbiose dos segmentos até gerou uma nomenclatura específica, o Sports Entertainment e tem na famosa teoria de Debord, a Sociedade do Espetáculo, alicerces para configurar-se como uma perfeita combinação de emoções a ser consumida como um produto de lazer, com uma veia mercantilista de vultuosos rendimentos.

A questão é, justamente, o inadequado momento para tantas celebrações não autênticas, já que é notório aos olhos do mundo, o difícil momento que o país atravessa.

A questão é, justamente, o inadequado momento para tantas celebrações não autênticas, já que é notório aos olhos do mundo, o difícil momento que o país atravessa.

Além disso, com os cofres públicos já tão esvaziados, o montante que será investido poderá ser considerado ainda mais uma afronta e desrespeito a nação.

Fazer festa demanda investimentos, mas chega uma hora que não dá para oferecer o melhor e nesse caso, o menos já será muito bom.

Aliás, a maior riqueza do país, está naturalmente presente no DNA de cada brasileiro e que precisa ser estimulado para receber todos de braços abertos, pois esse sim, de forma muito simples, com uma caixinha de fósforo e uma mesa para batucar, consegue extrair um som genuinamente nosso, que a todos encanta!

E não podemos esquecer do cenário incomparável que fomos brindado com tantas belezas naturais. Isso já naturalmente evoca um êxtase de deslumbramento. Mas é preciso que a segurança esteja reforçada… e parece que isso não está sendo considerado a prioridade… Boa parte desse valor que foi anunciado poderia ser empregado para ampliar o trabalho da Segurança, sem perder a ideia de demonstrar nossa cultura pulsante.

Não temos uma grandiosa equipe de voluntários trabalhando nos jogos olímpicos RIO 2016? Por que os artistas de todas as esferas também não podem entrar nesse rol? Afinal também estarão trabalhando a sua imagem e certamente plantando sementes que poderão ser colhidas em rendimentos futuros.

Se todos cooperarem realmente, poderemos fazer bonito, com menos dinheiro, afinal já estamos operando no vermelho há algum tempo e não podemos continuar a aumentar irresponsavelmente o endividamento público.

Há hora de ganhar, mas também há hora de oferecer!

Está mais que na hora das autoridades públicas serem gentis e mais competentes no uso do nosso próprio e sacrificado dinheiro!

* Andrea Nakane é professora, empreendedora e diretora do Mestres da Hospitalidade

Agora, sábado, 30 de abril, celebra-se o dia do profissional de Eventos, e sem dúvida alguma, é um momento mais que adequado para lembrar desse ser que viabiliza que sonhos e ideias abstratas transformem-se em realizações e momentos memoráveis para seus clientes, sejam eles, primários (os que nos contratam) ou secundários (composto pelos públicos alvos almejados).

É sempre relevante em um momento de festividade enaltecermos todas as vitórias, até então conquistadas, reforçando cada transpiração e determinação existentes no passado que nos possibilitou tantos méritos e aprendizados. Porém, nesse cenário também é vital que possamos vislumbrar um horizonte mais à frente e refletirmos sobre os próximos passos para que tenhamos sempre muito a comemorar e não a lamentar.

Nossa atividade – sim não é uma profissão regulamentada – tem ainda uma grande batalha contra os curiosos e oportunistas, que acabam ingressando no mercado e maculam a imagem séria e comprometida da maioria dos que realmente tem expertise, vivência e acima de tudo paixão pelo seu ofício.

Os profissionais de áreas como comunicação, administração, marketing, turismo e hotelaria – fontes multidisciplinares da atividade de eventos – formaram o perfil do OPC – Organizador Profissional de Eventos. Mas somente na década de 90, o mercado se conscientizou da latente prerrogativa de criar cursos específicos, visando atender ao boom da atividade. Hoje, há inúmeras opções de cursos, além de projetos de pesquisa acadêmica e a oferta de disciplinas específicas em cursos de graduação. Só não se qualifica, quem realmente não quer!

Entidades representativas do setor, hoje até que existem, talvez em um número até demasiado, mas precisam ser ainda mais proativas no que diz respeito a liderar debates nacionais para fomentar práticas profissionais uníssonas e éticas, sem permitir concorrências desmedidas e fraudulentas.

Precisam organizar eventos para quem é do ramo, de forma excepcional e garantir que os key note speakers sejam realmente fonte de inspiração e não somente reconhecidos por integrar quadros diretivos ou associativos. Devem pensar fora da caixa, como assim exige o próprio mercado de eventos.

Devem buscar maior reconhecimento da opinião pública, interagir plenamente com a sociedade e seus membros. Precisamos ser notícias de interesse e não somente ocuparmos as manchetes em função de alguma gravidade, falcatrua ou tragédia.

Todos juntos podemos muito mais!

Uma pessoa, duas… até fazem algum estardalhaço… mas é preciso mais… é preciso pensar no Brasil, em suas 27 unidades federativas que o compõem. É um movimento que deve ser em espaço geográfico múltiplo, que deve começar sim, com cada um de nós, buscando sempre por meio de seu trabalho digno honrar a atividade que tem o poder de conectar pessoas, compartilhar conhecimentos e aflorar emoções. Essa é uma atividade nobre. E somente os nobres podem no dia de hoje serem parabenizados, pois constroem no dia-a-dia esse extraordinário universo dos eventos.

Vamos juntos, sempre, enaltecer e orgulhosamente bater no peito e iluminar nossa alma, dizendo: Sou Organizador Profissional de Eventos e sem a minha atividade certamente a vida de todos nós seria muito enfadonha, triste e sem graça!

Ainda bem que existimos e nossa passagem aqui não está sendo em vão!

Uma das mais antigas e conhecidas tipologias de eventos que acompanham a humanidade desde a idade média, as feiras comerciais, tem agora no século XXI desafios que estão promovendo transformações em seus modelos de negócios, no intuito de continuar viabilizando sua consolidação e potencializar os investimentos de toda a cadeia.
Essa nova ordem não está relacionada somente a conjuntura de uma crise econômica, em escala global, mas sim em um atendimento mais estratégico que estabeleça maior sinergia entre todos os principais players – desde os promotores, organizadores, expositores, prestadores de serviços e é lógico, o público-alvo- e suas metas.
O princípio pode até parecer muito racional, mas a sacada da vez é justamente estabelecer essas alianças múltiplas, o que outrora, não era uma realidade dominante.
É fato que, as feiras, nos últimos anos tem diminuído de tamanho, na envergadura de 25% a 30%. Porém com espaços menores, a otimização do uso do metro quadrado é muito maior, exigindo total estudo de aproveitamento espacial e sobretudo de toda a operação para a sua montagem e desmontagem.
Os próprios expositores repensaram suas ações e iniciativas durante os dias de visitação e estão muito mais high profile, com muito mais objetividade e com uma arquitetura de estandes que lhe permita oferecer uma extensão de seu negócio, de forma mais intimista, menos faraônica, com investimentos mais plenos em capital humano, para receber e acolher clientes, consumidores e públicos afins.
Em vez de projetos megalomaníacos, que em muitos casos até gerava intimidação no atendimento aos visitantes, a área livre está sendo condicionada a receber construções muito mais sustentáveis, com a utilização de materiais mais leves e econômicos, que também tenham em sua composição, elementos menos agressivos ao meio ambiente, prática que começa a ser almejada pela sociedade.
Na atualidade é meramente impossível não trabalhar com a oferta de conteúdos educacionais paralelos a realização de uma feira. A sede de aprender e renovar conhecimentos está muito aquecida nos públicos, seja em ambientes corporativos, científicos ou até mesmo como base para a busca de mais qualidade de vida e hedonismo e essa demanda tem sido cada vez mais suprida com a contratação de curadores de temas para a elaboração de uma grade diversificada, que não será apenas mais um complemento, mas sim uma fonte de atração para os visitantes.
Outra especificidade que vem ganhando espaço no mercado de feiras é justamente a segmentação. Cada vez mais busca-se priorizar nichos inseridos em macro ambientes. E nesse movimento, a regionalização também demonstra ser algo mais dirigido, proporcionando maior acessibilidade de público, que não precisará ter elevados investimentos de deslocamentos a outro território geográfico e suas necessidades de hospedagem, alimentação, transfers, etc.
No aspecto da regionalização há uma abrangência maior na possibilidade de pequenos e médios empresários participarem e a movimentação econômica gerada por esses empreendedores tem cada vez mais superado as melhores expectativas.
As feiras estão se reinventando, adequando-se aos novos tempos, as novas tecnologias, mas sempre mantendo em sua essência o contato humano, caracterizado pelas negociações face to face, que cria ou revitaliza relacionamentos do cotidiano, possibilita o encontro real da oferta e da demanda, de forma muito transparente e efetiva.
Feiras simbolizam trocas comerciais e também emocionais, afinal vendemos produtos, serviços e soluções, tendo como foco o desejo e necessidades das pessoas, que, apesar de todo o evolucionismo high tech, ainda são controladas por um coração, que pulsa em busca de sua realização em todas as esferas.

Andréa Nakane é professora universitária da Metodista de São Paulo e diretora da Mestres da Hospitalidade . www.mestresdahospitalidade.com.br