Mestres da
Hospitalidade

AÇÕES E EVENTOS PERSONALIZADOS

CONFIRA
featured_p_img

Entre tantas entidades que quase nada fazem pelo segmento que representam,
há inúmeros bons exemplos que merecem ser conhecidos e divulgados

A União Brasileira dos Promotores de Feiras (UBRAFE) promoveu nessa última semana, no WTC Events Center, o lançamento do Calendário das Principais Feiras de Negócios do Brasil 2018.

Esse primoroso trabalho, permite que todos os elos dessa importante cadeia produtiva da economia, tenham com antecedência informações das 183 principais feiras que acontecerão no país no ano que vem.

São dados preciosos para formatar concretos planejamentos de prospecção e atuação e além da versão impressa, o calendário foi lançado novamente em uma versão “pocket” e também está disponível através de um aplicativo para celular, convergindo em diversas mídias para facilitar seu acesso.

Ao chegar a sua 29ª edição, o calendário demonstra todo o seu vigor ao expor com precisão e veracidade os números do setor com 32 mil empresas expositoras, 3,5 milhões de visitantes e que serão responsáveis por ocupar cerca de 2 milhões de m² de área nos centros de exposições.

O presidente executivo da UBRAFE, o incansável, Armando Arruda Pereira de Campos Mello, declarou que “O calendário é um referencial importante não somente para que recebamos visitantes e expositores, mas para estimularmos este nosso setor continuamente.”

Na tarde-noite do lançamento do calendário, a UBRAFE promoveu o painel “Perspectivas do Setor de Feiras: Visão Brasil e Mundo” que contou com apresentações de David Dubois, CEO e Presidente do IAEE e Nick Dugdale-Moore, Gerente de Desenvolvimento de Negócios da UFI. Ambos reforçaram a grandeza do setor globalmente, afirmando que o mesmo chega a ter crescimento superior a própria economia mundial, que deve crescer cerca de 3 a 3,5 por cento, sendo que o setor de feiras tem previsão de números no patamar dos 4 por cento.

A relevância do evento ainda chegou a ser demonstrada pela participação do próprio Presidente da EMBRATUR, Vinícius Lummertz, que explanou sobre os desafios do novo modelo de gestão da instituição e o ganho para o trade turístico.

2018 já começou!

O Rock in Rio começou oficialmente na última sexta-feira, dia 15 de setembro, mas a intensidade das reflexões que podemos extrair para colaborar com a nossa contínua busca de qualidade em nossos eventos é gigantesca.

Considerado como o mais emblemático festival de música do Brasil e por que não dizer do mundo na atualidade, o Rock in Rio, que este ano completa 32 anos, também figura-se como um dos mais exitosos planejamento de megaeventos, que considera inúmeros aspectos paralelos e que acabam se tornando essenciais para ampliar toda a engrenagem econômica e social do projeto.
Afinal já foram mais de 7,5 milhões de pessoas que já foram impactadas diretamente com o evento, participando em 17 edições do festival, que não pretende ser finalizado, já que o próprio idealizador Roberto Medina, já sinalizou o interesse de fincar sua bandeira em outros territórios, já que sua marca é global, há muito tempo.

O primeiro susto da edição 2017 foi o cancelamento, anunciado às vésperas da abertura, de uma das headliners do festival, a cantora Lady Gaga, em função de intensa dores, decorrentes da fibromialgia que acomete a artista.

Um rápido esquema de comunicação e gestão de crises foi colocado em prática, com iniciativas desde o reembolso de quem desistisse de ir ao evento neste dia e o anúncio da atração substituta, na verdade, um show extra da banda carismática de Adam Levine, o Marron 5, já com o passaporte carimbado para o evento e que já estava no Brasil, em turnê por outras cidades.

Problema resolvido? Claro que não!

O impacto desse tipo de imprevisto em qualquer tipo de evento pode ser financeiramente uma tragédia, sobretudo se não estiver segurado, com uma completa apólice.

E nesse caso, a seguradora Chubb, uma das maiores do mundo e que há muito tem uma divisão de entretenimento em seu portfólio e que é a seguradora do Rock in Rio 2017, já começou com muito trabalho, aliás bem antes do que se imagina.

“Os riscos associados com grandes eventos em lugares abertos normalmente são analisados por meio de uma equipe de engenheiros especializados no setor. Esses profissionais estão sempre contribuindo com o gerenciamento de riscos de feiras, congressos, shows, exposições, eventos esportivos e outros tipos de acontecimentos a fim de garantir a oferta de uma apólice de seguro com uma atraente relação entre custos e benefícios”, declara a responsável pela área de seguros de Entretenimento da Chubb, Juliana Santos.

Infelizmente no Brasil, a cultura de contratação de seguros para eventos ainda não é uma realidade, porém, com leis que estão entrando em vigor no país, poderão modificar esse quadro, com a obrigatoriedade da contratação de pelo menos o seguro de responsabilidade civil… já é um início.

Outro assunto que ganhou nossa atenção foi relacionado a fiscalização sanitária realizada na cidade do Rock referente aos serviços de A&B.

No intuito de ampliar cada vez mais sua entrega de experiências, a edição de 2017 do Rock in Rio, projetou uma novidade: o Gourmet Square, uma super praça de alimentação, que tem até ar condicionado e chefs badalados como Roberta Sudbrack e foi esse estabelecimento comandando por ela que ganhou projeção na abertura, mas não pelo sabor do cardápio em si.

A Vigilância Sanitária municipal, multou a Sudbrack Gastronomia– com base em legislação nacional (lei 7.889 de 23 de novembro de 1989) – após técnicos encontrarem alimentos que não possuíam registro para comercialização dentro do município do Rio de Janeiro, o Serviço de Inspeção Federal -SIF.

Portanto, os 160 kg de alimentos irregulares encontrados no estabelecimento da chef no Rock In Rio, foram impedidos de serem comercializados. Já os 850 kg de alimentos encontrados no local de estoque, que fica localizado fora da área do evento que seria usado para abastecer o estande, foram lacrados para impedir a comercialização e cabe, agora, ao Ministério Público, para que seja definida a destinação desses alimentos, já que entraram de forma ilegal no município.

Cabe ressaltar que o estabelecimento não foi proibido de comercializar produtos nos próximos dias de evento, desde que adquira produtos adequadamente registrados. Porém a chef Roberta Sudbrack decidiu finalizar sua participação no Rock in Rio 2017, demonstrando sua contrariedade pela ação, que a mesma, considerou autoritária e por meio de suas mídias sociais, declarou:

“Todos os itens apreendidos foram inspecionados pelos órgãos sanitários dos seus Estados. O motivo? Faltava 1 carimbo, um selo, uma coisa qualquer. Estou fechando a minha operação no Rock in Rio porque a minha ética, o meu profissionalismo e as minhas convicções não me permitem ver uma cena dessas.”

Vale ressaltar que é atribuição da Vigilância Sanitária o gerenciamento do risco sanitário em eventos de massa, haja vista o risco potencial para a saúde dos frequentadores. As ações iniciam-se antes do evento, por meio da elaboração de plano operacional e de ações educativas junto aos prestadores de serviços.

Outros casos similares também ocorreram em outros PDVs na Cidade do Rock, demonstrando que a fiscalização não irá descansar e que pretende cumprir o que é lei.

Errado? Não é… Falta conhecimento, maior zelo e sua correta aplicação, afinal, leis existem… mas como a fiscalização não existe ou é falha, ou até mesmo, corruptiva. Temos que cumprir o que está estabelecido como norma.

E nos eventos, principalmente no Brasil, conhecida por ser a terra do jeitinho e da gambiarra… por incrível que possa parecer, não estamos tão acostumados com essa efetiva ação, porém, temos que ter isso como aprendizado e rever alguns pensamentos, procedimentos e práticas, afinal, o que queremos é sempre que nossos projetos sejam um sucesso, sempre com muita segurança e bem estar geral!

E estamos só no começo… vamos aprender mais?

Quem é profissional da área de eventos tem uma criticidade elevada e por isso mesmo quando promotores decidem investir na realização de projetos destinados a esse público, o grau de exigência sempre será muito mais criterioso e impecável.

Esse grupo multidisciplinar, reúne profissionais de áreas como comunicação, administração, marketing, turismo e hotelaria – fontes dinâmicas da atividade de eventos – que acabaram por formar o perfil do OPC – Organizador Profissional de Eventos. Mas somente na década de 90, o mercado se conscientizou da latente prerrogativa de criar cursos específicos, visando atender ao boom da atividade. Hoje, há inúmeras opções de cursos, alguns até de qualidade duvidosa, além de projetos de pesquisas acadêmicas e a oferta de disciplinas específicas em cursos de graduação.

Tal comportamento do mercado é resultante da elevada exigência profissional do setor, em decadência do amadorismo, tendo em vista a sua relevância na economia nacional e mesmo mundial.

E por isso mesmo a Educação Continuada tem na área de eventos campo fértil para tornar-se uma exigência da atividade.

Uma das maneiras bem eficientes e eficazes de promover tal competência é justamente participar de eventos da sua área, elaborados para atender as suas necessidades e principalmente expectativas de aprendizado e troca de experiências.

Um novo evento para nosso segmento está despontando, o EVENTE-SE.

Em sua primeira edição, a iniciativa acontecerá nos dias 02 e 03 de setembro, das 08h às 18h, e tem sua programação diversificada com palestras, workshops e mesas de bate-papos com colegas profissionais do segmento dos eventos escolhidos a dedo, sob coordenação de Tico Marcondes e Fernando Rabello.

O EVENTE-SE nasceu com o propósito de aproximar pessoas que atuam em diversos segmentos do mercado de eventos com um grupo interessado no aprendizado do tema em um momento único de diálogo, compartilhamento de experiências e empirismo.

E como primeira quebra de paradigma o evento será realizado durante um fim de semana, proporcionando mais facilidades para quem tem durante a semana a agenda lotada de compromissos e responsabilidades.

Todas as iniciativas são muito bem-vindas e merecem ser prestigiadas. Vamos conferir?

Ficha Técnica

Datas: 02 e 03 de setembro de 2017

Horário: das 08h às 18h

Local: Novotel Jaraguá São Paulo

Rua Martins Fontes, 41 – Centro – São Paulo – SP

(Próximo das estações Anhangabaú e República do metrô)

Inscrições: https://cursoeventese.eventbrite.com.br

*Venda na Bilheteria: Se houver venda de ingresso no dia do evento, essa se limitará a

disponibilidade das salas, respeitando a segurança e conforto dos presentes.

Estacionamento no local.

abacaxi

Jogos Olímpicos: Um Espetáculo cuja a Viabilidade Precisa se Reinventar

Quando surgiu a 776 a.C, os jogos olímpicos da antiguidade, tinham sua esfera evocada na religião, e servia como uma espécie de pacto para que animosidades e adversidades territoriais e de poder expostas em batalhas violentas, tivessem uma trégua e todos, sem exceção e desculpas, prestassem suas deferências aos Deuses do Olimpo, liderados por Zeus.

Quando o Império Romano ganha projeção e a hegemonia continental, os jogos entram no que chamamos em eventos de estágio de dormência e ficam nessa situação até o início do século XX, quando o Barão de Coubertin, ávido em contribuir para construir uma cultura de paz mundial, resgata os pilares competitivos do evento grego e os adapta em uma versão internacional, não mais restrita a uma única nação, e que pudessem promover desafios esportivos, direcionando essa “batalha do bem” em uma tentativa de amenizar a situação de intolerâncias e guerras, que vislumbravam-se nos horizontes da nova ordem global industrial.

O êxito foi imediato e durante décadas, ser sede de uma edição olímpica, já antecipava uma verdadeira disputa acirrada, que demandava investir em campanhas de candidatura, que não só convencessem os membros do Comitê Olímpico Internacional (COI), mas como todo o mundo, que seriam o local ideal para ser anfitrião desse acontecimento especial, que movimenta milhões de dólares em cada edição, traz projeções internacionais e tem o poder transformador de fazer com que obras de melhoria da qualidade urbana saíam do papel e fiquem como legado posteriormente a passagem do evento.

Porém, fazer a festa tem se tornado um grande martírio financeiro para quem torna-se sede desse que é considerado um dos maiores eventos do mundo. Simplesmente a conta não fecha, o déficit é impressionante e não há imagem e reputação, valores imensuráveis, que consigam fortalecer o discurso de Retorno sobre o investimento (ROI). Exemplos tristes podem ser dados por meio das experiências de Atenas (2004) e Rio de Janeiro (2016).

Juntar esportes e entretenimento, há muito tem fomentado grandes resultados. A simbiose dos segmentos até gerou uma nomenclatura específica, o SportsEntertainment e tem na famosa teoria de Debord, a Sociedade do Espetáculo, alicerces para configurar-se como uma perfeita combinação de emoções a ser consumida como um produto de lazer, com uma veia mercantilista de vultuosos rendimentos.

Mas o fato é que nesse cenário, basicamente, quem lucra é só o promotor do evento, por meio de cotas vultuosas de patrocínios e merchandisings e direitos de transmissão. Sua contrapartida é mínima e seu tilintar na caixa registradora é máximo.

Percebe-se, então, que é um paradoxal negócio e isso tem feito, cada vez mais que o interesse em receber uma edição olímpica torne-se menos atrativo para um país, já que o mesmo terá que arcar – praticamente sozinho – com todo o pesado investimento, sem garantia nenhuma de retorno.

Acompanhamos isso, recentemente com a escolha, ou melhor, o anúncio das próximas cidades sedes de 2024 e 2028.

Apenas duas cidades foram postulantes na disputa final… alguns locais, inclusive, desistiram antes, pois por meio de uma audiência pública interna, ao ouvir sua população, decidiram que os investimentos demandados deveriam ser utilizados em outras necessidades, consideradas prioritárias para a qualidade de vida de seus habitantes.

E como o COI sabe, que cada vez mais será um esforço brutal conseguir quem pague sua conta, acabou presenteando cada uma das “guerreiras cidades” com uma edição: Paris vai sediar Olimpíada de 2024; Los Angeles sediará em 2028.

Tanto a capital francesa, quanto a cidade dos Estados Unidos sediarão, dessa forma, a terceira edição de uma Olimpíada. Los Angeles foi a palco dos Jogos em 1932 e 1984, enquanto Paris ficou com o mérito em 1900 e 1924.

Eram outros tempos, outros comportamentos globais e o terrorismo implacável não rondava de forma sorrateira os quatro cantos do mundo, mas com especial alvo os países aliados contra sua existência.

Se o orçamento olímpico já é estratosférico, necessitando formatar um plano de viabilidade financeira disciplinado, sustentável e ético, e que a questão da segurança, cada vez mais torna-se preocupação em limites magnos, dá para imaginar a responsabilidade das comissões organizadoras francesas e norte-americanas.

Bom, o COI resolveu seu problema… agora o abacaxi está em outras mãos! Mas antes temos 2020, que pode ser a última edição olímpica que realmente chegou ao primeiro lugar no pódio por competências próprias e não por falta de adversários.

Por Andréa Nakane

Sim… você pode até ter achado estranho…, mas o título em questão está correto e vem a celebrar a estação do ano no qual o frio domina, mesmo em um país tropical como o nosso.

Quando a abordagem é a temporada de inverno, geralmente quem quer ser mais radical, escolhe como destino turístico o sul do país, contando com as baixíssimas temperaturas para quem sabe apreciar uma pequena nevasca, que irá lhe proporcionar o contato com neve, que para registrar em fotos e na memória experencial.

Já aqueles que querem fugir do frio e são apaixonados pelo sol, investem no litoral nordestino para um cenário mais típico do Brasil, com direito a praia e calor, ainda não tão escaldante.

Porém quando deparamos com a oferta de um circuito que tem o frio um dos seus atrativos, sem exagero, no limite de curtir bem o que se é programado, pode soar como uma fantasia, mas é bem real.

Isso acontece na Paraíba, com o projeto Caminhos do Frio, que começou no último dia 03 de julho e irá até o dia 03 de setembro, reunindo 09 municípios do brejo paraibano, de forma ininterrupta.

Valorizando a identidade cultural nordestina de cada uma das regiões que integram esse projeto, o Caminhos do Frio, começou com o empreendedorismo gerido pelo SEBRAE/PB, inicialmente na região de Bananeiras e depois congregando mais municípios, tendo como objetivo atrair turistas, celebrar a cultura nordestina e intensificar a economia de cada cidade que promove a festividade.

Na edição de 2017 o circuito passa por Areia, Pilões, Serraria, Matinhas, Remígio, Alagoa Nova, Solânea, Alagoa Grande e Bananeiras, e em todo o seu traçado há uma oferta diversa de gastronomia, artesanato e intervenções culturais, demonstrando a força da economia criativa em sua tratativa colaborativa.

O começo foi em Areia, localizada a 42km de Campina Grande, com o slogan Frio, Cachaça e Arte tendo como ambiente principal a praça principal da cidade, com direito a coreto e igreja secular na paisagem cenograficamente verdadeira, sem nenhum tipo de alteração e explorando o clima bucólico e interiorano.

O evento na localidade explorou ao máximo sua produção artesanal de cachaça, destacando a de Jabuticaba e uma especialmente idealizada para o período, que foi batizada como “Puro Êxtase” – uma mistura de cachaça, amendoim, açúcar mascavo, catuaba e vinho. Muitos até comentaram seu poder afrodisíaco. Além disso, para quem não bebe nada, como eu, a gula foi nossa companheira constante passando pelos sabores quentes dos caldinhos, com destaque para o caldo verde e o de galinha, a comida de sustância com a carne de sol e seu delicioso acompanhamento de arroz de leite e o inhame cozido. Nas sobremesas, doces caseiros diversos e a já internacional tapioca doce, com destaque para a de rapadura aerada.

Muitos trabalhos de renda, crochê e de madeira sinalizavam o talento dos artesãos da localidade.

E shows gratuitos com personalidades da região – Chico Limeira e Lara Amélia – que levaram a todos, sem exceção, a arrastar os pés no mais autêntico e animado forró pé de serra, demonstrando o vigor de um dos ritmos mais típicos e encantadores de nossa riqueza musical.

A novidade desse ano no Circuito Caminhos do Frio está na oferta de um aplicativo específico com orientações completas aos visitantes para aproveitarem intensamente o período, além disso o site contém toda a rota –http://www.caminhosdofrio.com.

É uma experiência muito rica e de exaltação a brasilidade e sobretudo a simplicidade em fazer algo que remete a um tempo onde tudo tinha uma cadência mais vagarosa, onde as pessoas se conectavam com outras ao vivo e a cores e aproveitavam a vida, de forma singela, mas plena, com empatia e simpatia de ser somente feliz, mesmo que por uma única noite e isso, em Areia, foi entregue e certamente nas outras cidades participantes não será diferente.

Ainda dá tempo… já que o inverno ainda está no começo… e o inverno brasileiro, com temperaturas aprazíveis e o calor humano característico do nosso povo, por si só é uma atração imperdível, que aquece almas, corações e a própria economia.

Um dos trabalhos que mais tenho sido requisitada, principalmente por minha vertente acadêmica e também pelo vasto networking que construí ao longo de décadas de mercado, é a curadoria de conteúdo em eventos.

Porém essa nova abordagem laboral ainda deixa muita gente com pontos de interrogação na cabeça, pois tem como primeira imagem fixa a sua versão atrelada ao mundo das artes plásticas, e não ao universo de eventos.

Na atualidade, independente de qual seja a tipologia de eventos, a busca pelo conhecimento, pelo aprendizado e sobretudo pela experiência em deparar-se com algo novo, útil e interessante, vem sendo considerada o estratagema para o sucesso do projeto.

Ficou muito óbvio convidar aqueles que são a referência em seu segmento ou então convidar aquele que virou o que chamamos de forma sarcástica de “arroz de festa”, pois está em todas as programações dos eventos de sua área, o que em algum momento pode até gerar uma certa credibilidade, mas ao ter sua participação analisada de forma mais aprofundada, soa como algo “requentado” ou simplesmente concebe uma sensação de pleno “dejà-vu”.

É preciso pensar de forma muito sagaz a construção do temário, seus sub-temas e quem serão os atores que irão concretizar a performance de transmissão e o que mais queremos, de encantamento de seu público. E esse é uma das principais tarefas de um curador dedicado ao conteúdo em evento.

O line up de um festival é o termômetro que irá medir o interesse e a empolgação de seu público alvo. O mesmo pensamento está vinculado aos demais eventos, tendo a programação de conteúdo o seu ápice de atratividade, muitas vezes sendo essa particularidade o atributo de decisão final em participar ou não de determinado acontecimento especial.

Muita pesquisa, muita averiguação, muitos contatos, muitas horas frente as mídias sociais, depurando materiais e checando informações, pois em época de pós-verdades, é muito comprometedor a falta de integridade de muitos que no alto de suas vaidades e por que não dizer desonestidade, já que lhes auto-premiam, se outorgam títulos e vivências imaginárias, na tentativa de se projetarem e terem seus quinze minutos de fama.

Esses se esquecem que não há nada mais sólido e nobre que a autenticidade de valores e que é exatamente isso somado a sua bagagem de conhecimentos e sabedoria que irão seduzir a plateia, que vislumbrará em sua exposição uma referência, uma inspiração e até mesmo esperança de galgar uma trajetória similar.

Portanto, esse papel, que agora torna-se mais vital nos eventos, demanda um senso de comprometimento e responsabilidade de grande vulto e que ao ser entregue em mãos erradas pode ser categórico para o fracasso de um evento.

Conhecimento é o único investimento que ninguém tira da gente, ele não é tão perene, como falam, mas assertivamente, necessita ser atualizado periodicamente e mais uma vez os eventos, com seu papel catalisador e comunicativo, permite acesso e uma entrega dirigida, cuidadosamente planejada, tornando-se, hoje, uma das mais grandiosas riquezas oriundas de sua realização, e que faz com quem eu e você tenhamos o famoso AIDA ( Atenção-Interesse-Desejo-Ação) estimulado a participar de um evento.

A curadoria de conteúdo em eventos processa atitude empática em pensar no outro e em seu crescimento atrelado a uma satisfação de ter aprendido algo a mais … afinal estamos aqui para aprender sempre!

foto iccabavO Instituto de Capacitação e Certificação da Associação Brasileira de Agências de Viagens (ICCABAV) reuniu nesta terça-feira (25) sua equipe de instrutores para a realização do Simpósio ICCABAV 2017, um encontro de profissionais do instituto voltado à troca de experiências, alinhamento de atividades e novos projetos.

A pauta do evento contou com vários temas estratégicos, entre eles o balanço de ações em 2016, período em que foram capacitados 9.351 profissionais em cursos presenciais, a distância e na Vila do Saber, e as atualizações nos cursos EaD, com o objetivo de fornecer um portfólio mais alinhado com as demandas do mercado.

A grande novidade do encontro foi a criação de grupos de trabalho ICCABAV, uma iniciativa que reunirá a inteligência e experiência dos instrutores em prol das agências de viagens associadas à ABAV. O grupo fará reuniões periódicas para a troca de ideias e geração de conteúdos, como artigos, entrevistas, eventos, que facilitarão as atividades das agências de viagens.

Durante o Simpósio também foi anunciada a expansão do portfólio de cursos presenciais e a inserção de outras soluções para o atendimento das necessidades das agências de viagens, como a oferta de consultoria e cursos in company. Além disso, foram apresentados sete novos instrutores que agora se juntam ao grupo de profissionais já atuantes em 2017. Esses profissionais vêm reforçar as iniciativas do ICCABAV em favor do aperfeiçoamento, ampliação de temáticas e novas áreas de atuação para os alunos. São eles Andréa Nakane, Charles Calmucci, Francisco de Canindé Gentil Vieira, Gervásio Tanabe, Luiz Del Vigna, Kelly Malheiros e Shirley Salazar.

Neste ano o grupo também terá uma participação diferenciada no Congresso ABAV de Turismo, inserido na Vila do Saber, durante a 45ª ABAV Expo Internacional de Turismo e 48º Encontro Comercial Braztoa. Os instrutores contribuirão, juntamente com a curadoria do evento, com a idealização e apresentação de palestras, fóruns e debates alinhados com os eixos temáticos que regem o espaço.

Os participantes foram recepcionados pelo vice-presidente de Capacitação e Certificação da ABAV Nacional, Antonio Azevedo, que deu as boas-vindas ao grupo e compartilhou seu apoio e suporte para as diversas atividades programadas em favor da promoção do instituto e da capacitação dos profissionais de turismo.

“A realização deste primeiro Simpósio é muito importante para o ICCABAV, pois nos permite ter um contato mais próximo com nossos instrutores e receber o feedback de suas experiências na capacitação dos profissionais. Para este ano temos diversos projetos e contamos com a participação do grupo para o desenvolvimento de materiais que irão agregar ao dia a dia do nossos associados”, afirma Azevedo.

Conheça os sete novos instrutores do ICCABAV:

Andréa Nakane

Comunicóloga (RP), com registro no Conselho Profissional de Relações Públicas, com especializações em Marketing. Educação do Ensino Superior, EAD e em Administração e Organização de Eventos, atua no mercado há mais de 24 anos com vivência expressiva na hotelaria, turismo e eventos corporativos. Leciona em cursos técnicos, graduação modular e pós-graduação (latu sensu e MBA) de instituições de renome nacional. Autora do livro Técnicas de Organização de Eventos (esgotado) e Segurança em Eventos: Não dá para Ficar Sem!. Mestre em Hospitalidade e Doutoranda em Comunicação Social.

Charles Calmucci

Formado em Ciências Políticas e Relações Internacionais, ambas pela Universidad Católica de Córdoba – Argentina. Conteudista e palestrante com marcada atuação no trade.

Francisco de Canindé Gentil Vieira

Turismólogo da primeira turma da Universidade Anhembi Morumbi, com mestrado em Educação. Atua no mercado de agenciamento, operadora turística e organização de eventos há mais de 44 anos. Participa do grupo de pesquisa sobre Negócios da Hospitalidade. Co-autor do livro “Hospitalidade: Turismo e Estratégias Segmentadas”, da editora Cengage Learning, indicado para o prêmio Jabuti 2011, na categoria Turismo e Hospitalidade.

Gervásio Tanabe

Pós-graduado em Administração Empresarial pela UFF, com mais de 25 anos de experiência na gestão de pessoas e negócios, na área comercial & marketing, adquirida em É diretor executivo da Abracorp – Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas. Atua também como palestrante, com portfolio de programas de qualificação e desenvolvimento empresarial, business coach, consultor independente de empresas e consultor partner da GLG Consulting.

Luiz Del Vigna

Viajante Profissional, diretor da Nomad Brasil e Técnico em Turismo pela Fundação Bradesco. Especialista em Turismo de Aventura com veículos fora de estrada 4×4 pela ABNT Certificadora. Dedica-se ao turismo desde 1977, tendo exercido várias atividades e trabalhado para grandes empresas como Bradesco Turismo, VASP, FLOT Viagens e Itapemirim Turismo. Organiza e opera viagens temáticas sobre vinhos, café, arte, história, literatura e cultura popular brasileira, mescladas ao ecoturismo e turismo de aventura. Também desenvolve cursos e consultorias técnicas em turismo com foco em qualificação de capital humano, desenvolvimento de produtos e aprimoramento de serviços. É sócio fundador e atual vice-presidente da Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura – Abeta.

Kelly Malheiros

Consultora Empresarial, educadora e palestrante. Mais de 120 mil pessoas treinadas em todo o Brasil.

Shirley Salazar

Bacharel em Turismo. Atua no segmento de eventos há mais de 30 anos. É docente em cursos de Tecnologia, Graduação e Pós-Graduação nos segmentos de Turismo, Hospitalidade, Gastronomia, Hotelaria e Eventos. É Mestre em Hospitalidade com especialização no segmento de feiras comerciais.

press-release-abv_01

Mais informações para a imprensa:

Fátima Gatoeiro
Supervisora de Comunicação / ABAV Nacional
Tel.: (11) 3155-3073
E-mail: fatima.gatoeiro@abav.com.br
Site: www.abav.com.br

O Instituto de Capacitação e Certificação da Associação Brasileira de Agências de Viagens (ICCABAV) reuniu na última terça-feira (25) sua equipe de instrutores para a realização do Simpósio ICCABAV 2017, um encontro de profissionais do instituto voltado à troca de experiências, alinhamento de atividades e novos projetos. A Mestres da Hospitalidade está presente com um trio fantástico: Andrea Nakane, Shirley Salazar e Francisco Vieira
Obrigada pela confiança e oportunidade Antonio J. M. Azevedo e Beatrice Borges

Um mercado só cresce com investimento em Educação Continuada e o ICCABAV cumpre com louvor esse papel para seus associados e o mercado turístico! #ICCABAV2017 #CapacitarparaserMelhor #EducaçãoContinuada #MestresemAção #AgenteDezéAgenteCapacitado #VemAprenderParaVenderMais #EquipeMilfoto iccabav

De vez enquanto, surgem modismos que logo passam a ser incorporados de forma uníssona em nosso dia-a-dia.

E a área de eventos não é exceção!

Infelizmente as novidades chegam e assolam o mercado, sem que ao menos os profissionais a frente dos projetos de eventos analisem com propriedade se realmente aquela conduta irá ganhar produtividade e/ou resultados promissores.

Vale introduzir o conceito para que se estabeleça a conexão com a modernidade, tentando transparecer algo contemporâneo, vinculado a estar antenado com o cenário atual, afinal em um mundo de relações líquidas, consideradas passageiras, essas condutas, também demonstram suas fragilidades e por que não dizer suas efemeridades.

Basta um fazer… e quase todos vão atrás… não de forma sensata e lúcida, mas sim envolto em uma áurea de inovação, mesma que seja requentada e até mesmo sem aderência alguma.

Vamos a um exemplo? Hoje, muito se fala em disrupção e pior que abordam de forma equivocada.

Para começar: “disruption”, em inglês, termo que vem sendo errôneamente traduzido por “disrupção” ou “disruptura”, já que o verbo em português é “diruir” ou “derruir”, que significa “desmoronar” já demonstra que ouvimos e passamos adiante, sem efetivamente termos noção clara de seu emprego.

Seu uso começou no berço da inventividade, o Vale do Silício, nos Estados Unidos e sua associação é justamente com “ruptura”, mas, em uma outra tradução mais assertiva seria “ruína” ou “derrubada”, já que dirupção é uma ruptura feita à força. Traz noção de colapso, de descontinuidade, de desorganização e de deslocamento.

Já começamos a entender que seu uso na área de eventos é no mínimo encarado com cautela… tendo em vista que desorganização é tudo que não podemos abraçar majestosamente!

Há eventos que não estão atrelados a inovações… que o tradicional é que deve reinar, sem nenhuma neurose. São eventos clássicos, que seguem determinados padrões e são exitosos por isso! E porque teima-se em criar condições para a tão famosa disruptura se a mesma não encontra acolhimento no seio de determinados públicos-alvos e conceitos? É só para ficar na moda? Para manter-se em uma pseudo popularidade?

Não… em mercados onde o amadorismo não reina, isso não acontece!

Esse fato só demonstra o amadorismo que temos ainda predominante, onde o que um faz, rapidamente se torna alvo de cópias, na maioria das vezes, capengas e monstruosas ao extremo.

Não seja mais um “Maria vai com as Outras”… seja autêntico… seja coerente… seja profissional!

Não use algo só para estar na “vibe”. Use com consciência de que é o melhor para seu projeto, pelos valores que irão ser agregados e não por algo que será mais um… sem nexo e sem liga, mas estará no meio de todos.

Usar as novidades demanda pensamento estratégico e sagacidade e não pode ser algo tratado de forma tão leviana e desproposital.

Por mais autenticidade e competência no mercado de eventos… esse deveria ser nosso mantra… e não só … disruptura por disruptura!

Para refletirmos!

Por Andréa Nakane

A queda de 8,7% nas receitas do mercado brasileiro relativo a viagens corporativas no ano de 2016, já era esperada e foi anunciada, no segundo dia do Lacte 12, que está ocorrendo no Grand Hyatt São Paulo e termina no próximo dia 24 de março.
O número faz parte do estudo intitulado como Indicador de Viagens Corporativas (IVC) que possibilita avaliar o desempenho, o comportamento e as perspectivas do mercado brasileiro neste setor.
A pesquisa tem como metodologia a soma dos valores das receitas das empresas que compõem as Atividades Características do Turismo – ACTs, ajustadas pelos coeficientes calculados pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (IPEA). São oito tópicos avaliados: alojamento; alimentação; agências de viagem; transporte aéreo; transporte terrestre; transporte aquaviário; aluguel de transporte; e cultura e lazer.
O tradicional nome também foi alterado de IEVC para IVC, conforme às recomendações da World Tourism Organization (UNTWO), agência especializada do setor da Organização das Nações Unidas (ONU) que inspirou as alterações estruturais das coletas de dados.
Segundo o estudo, as receitas mesmo com a queda chegaram a totalizar R$ 78,1 bilhões em comparação aos R$ 85,5 bilhões de 2015, números que são bastante similares ao índices de 2011.

Dos 150 profissionais da indústria entrevistados, 32% registraram aumento em suas receitas, fator gerado principalmente pelo aumento do número de clientes (69% dos casos), do valor médio no número de transações (31%), do lançamento de novos produtos e serviços (25%) e do aumento do número de transações com os clientes (19%). Por outro lado, 42% registraram redução no volume de suas receitas, fator estimulado principalmente pela redução do número de clientes (48%) e redução no número de transações com eles (48%).

A pesquisa ainda salientou que os gastos com viagens corporativas aumentou 35% para os entrevistados, o que se explica devido ao aumento no número de viagens para mapeamento e identificação de novos ou potenciais clientes (46% dos casos) e aumento do gasto médio por viagem (42%).
Em 2016 também foi registrada uma queda na participação das receitas do transporte aéreo. Dos 109,5 milhões de passageiros transportados em voos domésticos e internacionais em 2016, cerca de 60% tinham como motivo principal a realização de negócios.

O IVC 2016 é promovido pela Associação Latino Americana de Gestores de Eventos e Viagens Corporativas (Alagev) e foi coordenado pela GFK, especializada em pesquisa de mercado, em parceria com o consultor Mauricio Emboaba Moreira.

Engajamento no trabalho é o compromisso emocional que o colaborador tem com a organização e seus objetivos.”