Mestres da
Hospitalidade

AÇÕES E EVENTOS PERSONALIZADOS

CONFIRA
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A trajetória da RIO 2016 – observada agora após seu encerramento – tem total sinergia com Usain Bolt, um dos nomes mais emblemáticos da XXXI edição dos Jogos Olímpicos da idade moderna, já que sua velocidade galopante deixou todos atônitos e com gosto de quero mais!

Foram sete anos desde a captação do evento até o ano de sua realização. A cidade do Rio de Janeiro transformou-se em um canteiro de obras a céu aberto, com inúmeras demandas, não só de revitalização, mas também de alinhamentos com a modernidade, sobretudo na área de mobilidade e nas exigências de equipamentos para as competições.

Questões de vulnerabilidade foram tratadas de forma paliativa, mas, eficiente em seu resultado final, como é o caso da segurança e saúde pública.

A autoestima carioca ganhou projeção tanto no cenário nacional e internacional, o engajamento da população foi notório e cativou delegações de todos os cantos do mundo.

Lógico que inúmeras falhas ocorreram, mas nada tão depreciativo, a ponto de macular a imagem dos primeiros jogos olímpicos e paraolímpicos da América do Sul.

A sensação de ninho vazio assola a cidade, nesse momento, após o intenso envolvimento nos últimos anos com a realização dos megaeventos, especialmente esportivos. A década de ouro chegou ao seu fim.

E a pergunta roda… e agora, RIO?

Não podemos deixar a peteca cair… a imagem da cidade está em alta e precisa ser tratada com toda a sagacidade dos órgãos públicos, sobretudo com relação as estratégias para alavancar o turismo e, o enaltecimento de sua vocação festiva, para realizar eventos das mais diversas tipologias e grandezas.

Nunca o Rio de Janeiro foi alvo de tanta mídia espontânea e testemunho positivo de seus visitantes. Deixar isso passar em branco é mais que uma visão míope… é uma verdadeira irresponsabilidade.

A conta de todos os investimentos começará, agora, a ser sentida nos bolsos de todos os brasileiros e fomentar novas bases de receitas será vital para minimizar esses impactos de ordem financeira.

Ficar deitado em um podium esplêndido, vivendo melancolicamente de uma excelente passagem recente de sua história, não será nada benéfico e nem saudável.

É preciso manter a chama acesa, tendo determinação para sair na frente de outros players e ganhar espaço na mente dos visitantes e investidores prospects.

Um trabalho estruturado de Relações Públicas é vital, assim como, manter as parcerias em prol da boa ordem e gestão da cidade.

O aquecimento foi estimulado, condicionamento para realizar eventos, mais uma vez, foi ovacionado, o espírito de irmandade enaltecido e essa composição, sem dúvida alguma, é o legado mais importante e que precisa ser lustrado a cada novo dia… afinal um ciclo de outro encerrou-se e agora é hora de iniciar um outro ciclo de sucesso… Depende de todos nós!

A XXXI edição dos Jogos Olímpicos de Verão foi finalizada no último domingo, com uma cerimônia que ressaltou toda a brasilidade da nação, misturando ritmos, cores e raças, demonstrando toda a pluralidade de riquezas patrimoniais, muito além de atrativos naturais do Brasil, já tão externados mundo afora.

O megaevento reuniu em seus dezesseis dias de competições 205 países, em 42 modalidades esportivas diferentes, muitas histórias de superação, determinação e resiliência.

Foram distribuídas cerca de 983 medalhas e os próprios atletas brasileiros conseguiram pontuar uma média histórica de colocações no pódio, extravasando, ainda mais, o orgulho da torcida brasileira.

Medalha da Cidade

Porém há uma medalha que ainda precisa ser entregue e talvez seja a mais importante de todas, pois irá referenciar o resultado da união de mais de 200 milhões de brasileiros, com ênfase aos mais de seis milhões de cariocas, que de alguma forma contribuíram para a realização dos jogos icônicos, conforme pensamento de Thomas Bach, presidente do Comitê Olímpico Internacional.

A medalha que falta ser entregue tem como destino o peito da cidade que acolheu a primeira Olimpíada da América do Sul e entrou para a história dos jogos modernos: o Rio de Janeiro.

Cidade de contrastes mil, de uma beleza incomparável, que foi abençoada – de forma divina- com paisagens naturais de tirar o fôlego e com diversos atrativos culturais representativos de sua importância, desde a época em que abrigou a família real, no início do século XIX e vivenciou uma metamorfose urbana sem precedentes, alinhando-se com as cidades-divas do mundo e projetando-se como uma metrópole cosmopolita, que mesmo após o deslocamento de sua configuração como capital do Brasil não caiu no ostracismo e continuou ocupando seu lugar, já cravado no coração de todos.

Mal tratada por uma corja de políticos, sem eira e nem beira, a cidade manteve-se altiva e exuberante, mesmo com gestões fraudulentas e irresponsáveis.

Envolta em cenas de barbárie promovida pela violência incontrolável, a cidade manteve-se serena e seu povo, com um espírito leve e batalhador, continuava trilhando sua história, tendo a certeza de que não estavam sós…afinal não é qualquer espaço geográfico, que tem a imagem do Cristo Redentor de braços abertos, e independente da crença, abraça a todos, sendo até mesmo reconhecido como uma das novas Sete Maravilhas do Mundo Moderno.

Quando recebeu a honraria de sediar os jogos olímpicos, em 2009 -o RJ, já tinha investido em quatro tentativas anteriores e sem sucesso -, demonstrava sua gana de chegar lá. E chegou, mesmo sendo considerada como uma espécie de azarão entre as demais candidaturas, representadas por Chicago (EUA), Madri (Espanha) e Tóquio (Japão).

Equipamentos novos

A cidade do RJ então transformou-se em um canteiro de obras para concretizar o audacioso projeto urbanístico e de mobilidade. Alguns equipamentos foram aproveitados do Pan 2007 e até mesmo da Copa do Mundo de 2014, porém muitas obras tiveram que sair do zero e em diversas ocasiões o carioca teve seu humor alterado… já que os engarrafamentos monstruosos tornaram-se companhia constante, sem direito a recusa.

Foram muitos os temores, desde a crise econômica, oriunda do estado e que poderia chegar ao município, até a epidemia de dengue e zika, que ganharam manchetes internacionais.

A insegurança mantinha-se na crista da onda e com as ameaças terroristas- cada vez mais eloquentes – o esquema de conclamar as forças armadas, prática comum desde 1992, somado a cooperação internacional, resultou no maior plano de segurança esquematizado para um evento no país.

Um tempo de paz reinou, se não de forma absoluta, foi muito próxima ao que almejamos, deixando um clima menos assustador e mais tranquilo.

“Carioca way of life”

O povo nativo da cidade com sua energia hospitaleira entrou no clima de festa e como excelente anfitrião que é, soube conviver com todos, dividindo seus espaços, suas alegrias e contagiando quem chegasse com seu “carioca way of life.”

Fez festa bonita na abertura, participou ativamente dos jogos, não só no parque olímpico, mas nos demais espaços montados, de forma democrática, para todos receber, sem preconceito, com total acessibilidade. Torceu de forma passional, ficou emocionado com as imagens de sua casa sendo apresentadas diariamente em todos os continentes.

Não se fez de rogado quando sua beleza foi compartilhada por todos e inchou o peito para dizer que mora na cidade maravilhosa, e que mesmo com tantas mazelas, que ainda precisa solucionar, fez questão de demonstrar que acredita no poder de sua transformação e que o seu futuro é agora.

Apesar dos pesares, viu sua imagem ser achincalhada por um jornalista deselegante que criticou uma das suas maiores lovemarks, o biscoito Globo e logo depois deu a volta por cima, pois a mesma reportagem incitou um número maior de visitantes a degustarem tal simplória iguaria carioca e até mesmo se apaixonarem por ela!

Autoestima

Um sentimento de vergonha, inicialmente, atingiu a cidade, quando o episódio de quatro nadadores norte-americanos espalharam uma história vitimada de violência que teriam sido alvos… porém, logo depois, desmascarados por órgãos públicos, também citados pelos atletas-pinóquios, como vilões dessa desonesta atitude, o alívio foi geral e rapidamente o humor novamente imperou, resgatando o clima festivo.

Muito se fala em legados da RIO 2016, mas o principal deles está relacionado a autoestima de seu povo, do orgulho que estamos sentindo de ter superado todas as adversidades e obstáculos para entregar ao mundo um evento de qualidade.

Lógico que falhas existiram, erros graxos foram cometidos, no que diz respeito a organização e planejamento, mas nada que pudesse comprometer drasticamente o saldo final.

Os esforços foram percebidos por todos, até mesmo pelos incrédulos e possibilitaram que o país atingisse um patamar de credibilidade e admiração mundial.

E o espetáculo não pode parar… logo, logo temos os jogos paraolímpicos e vamos novamente oferecer nosso melhor, afinal, o Rio de Janeiro continua sendo o que sempre foi: uma cidade maravilhosa, que supera todas as adversidades e hoje, mais que nunca, tem seus encantos reconhecidos por todo o mundo, fato que nos ajudará a promover o fomento de novos investimentos e na ampliação do fluxo de turistas, afinal não se encontra uma cidade medalhista de ouro facilmente no mapa mundi e nós temos o privilégio de tê-la aqui, em nossa morada.

Uma noite festiva, repleta de simplicidade e reflexões vitais para a vida humana, envolta na alegria e gingado do povo brasileiro, enaltecendo a prática esportiva como elo propagador de uma cultura de paz.

Em poucas palavras, assim podemos resumir o que foi a solenidade de abertura da XXXI edição dos jogos olímpicos, no emblemático Maracanã, na cidade do Rio de Janeiro, que demonstrou para uma audiência global, estimada de mais de três bilhões de pessoas, que apesar de todos os pesares, oriundos de uma situação política e econômica caótica, a potencialidade de saber encantar e celebrar a vida e suas vicissitudes é algo genético e por que não dizer, divino, que também compõem o DNA brasileiro.

A suntuosidade de fantasias e cenários requintados cedeu lugar ao otimizado uso tecnológico, com destaque para a projeção mapeada, desenhando mosaicos deslumbrantes, em doses equilibradas de apoio a descontração, musicalidade e ritmo contagiante, tão tupiniquins, que ganharam cores, muito além do verde e amarelo, declarando, assim toda a sinergia com a diversidade, tão presente na constituição da sociedade brasileira e um dos pilares temáticos de toda a cerimônia.

O simbolismo da gambiarra, explicado pelo comitê diretivo artístico do projeto, associou-se perfeitamente a tônica da sustentabilidade, em um realinhamento, que a maioria dos eventos da atualidade está vivendo, no qual a humanização ressurge em sua plenitude, avançando pela aridez do egocentrismo, buscando maior participação e conscientização de que todos nós somos responsáveis pela continuidade da própria humanidade.

A introdução de uma vertente social reflexiva em um momento de pura magia e ludicidade confirmou que uma cultura do entretenimento que seja calcada nesses atributos tende a provocar, também, comportamentos sociais cunhados em uma maior postura positiva e abertura mental para possíveis rupturas de paradigmas e convenções impostas ou ultrapassadas. E se conseguirmos isso… já somos vitoriosos, sem ao menos termos disputado nenhuma competição de medalhas.

Alguns podem até chamar esse momento de alerta social como um clichê vazio, já que tentamos “puxar a orelha” do mundo… mas nós mesmos, não fizemos a lição de casa e temos a Baía de Guanabara como prova irrefutável de nossa incompetência nesse comprometimento. Mas a mensagem era para todos, inclusive para nós mesmos!

Os recursos escassos, nitidamente percebidos, no roteiro da cerimônia, acabaram sendo elementos colaborativos para reforçar essa mensagem vinculada à união dos povos,para juntos enfrentar os desafios contemporâneos que atingem a todos, sem exceção e que demandam realinhamentos, proporcionando uma nova ordem evolutiva.

A inclusão do cenário natural da cidade, como parte do espetáculo, sendo sobrevoado por uma réplica computadorizada do 14 Bis, foi algo formidável, que certamente será muito difícil de ser esquecido, pois a riqueza imagética das belezas do Rio de Janeiro tira realmente o fôlego e impressiona pela sua magnitude fenomenal.

A proatividade e beleza da iniciativa das sementes plantadas em tubetes por todos os atletas, que formarão uma floresta futura, além da presença, sempre cativante e tocante, das crianças, junto à entrada das delegações, como representantes da esperança no amanhã, foram também pontos altos do espetáculo.

O público presente no Maracanã também pode ser considerado uma atração à parte da cerimônia, já que interagiram com muito entusiasmo e chegaram a fazer um show a parte cantando à capela à música de Jorge Ben Jor, que colocou todos para dançar, transformando o templo sagrado do futebol, em uma grande balada internacional, colorida e democrática, cada um em sua cadência, no compasso do ritmo brasileiro.

É lógico que não existiu perfeição, quem é da área de eventos sabe que isso não é real, porém há evidências de pontos que teriam dito uma necessidade maior de pesquisa e discussões, entre os quais: uma maior representatividade de imigrantes que ajudaram a construir a nação – restringiram-se aos colonizadores, africanos, árabes e orientais – mudanças bruscas na evolução do roteiro – poderiam ter sido mais suaves e fluídas – a formatação de uma linha de receptivo aos atletas mais impactante e animada – pois a que tivemos deixou muito a desejar em termos de figurinos e empolgação – a bicicleta e sua referência de vida saudável como meio indicador das delegações foi algo bacana, mas os adereços exagerados e toscos montados sobre as mesmas, surtiu um efeito de impacto visual duvidoso e no momento da apresentação da riqueza das festas populares, os quadrantes destinados aos bate-bolas e maracatu foram irrisórios frente à grandeza e pluralidade existente no Brasil, faltaram a brasilidade das festas juninas, do frevo, do sertanejo, do fandango, do forró, do carimbo… são tantas que não foram lembradas.

A inovação da duplicidade da pira olímpica assinou embaixo do requisito de inclusão, já que pela primeira vez na história dos jogos, há duas estruturas que receberam a chama olímpica, sendo uma aberta em espaço público, democratizando sua contemplação e espalhando o espírito de celebração para todos, sem distinção.

Ter o hino nacional interpretado com a elegância distinta de Paulinho da Viola, prócer do samba, logo no início da abertura, foi a sinalização de que teríamos momentos de incomparável leveza artística, culturalmente lapidados pela trajetória de uma nação, que de tão jovem, ainda tem passos pouco firmes, cambaleantes, mas que apresenta um vigor, uma resiliência, uma inebriante alegria, que contagia e inspira. E que independente de todas as dificuldades não se intimida, parte para cima, sem medo de ser feliz e de fazer feliz quem carrega no peito, a chama do orgulho de ser brasileiro, que transforma tão pouco em muito, pois tem como orientação natural simplesmente celebrar a dádiva de viver.

Nossos corações pulsaram mais freneticamente nessa noite, lágrimas transpareceram a emoção despertada e o mundo, pelo menos em 03 horas, percebeu que nossa maior riqueza é o próprio povo brasileiro, que o Cristo Redentor não é o único de braços abertos e que para fazer uma apoteose é preciso ser somente… humano, em sua essência cativante, repleta de magnanimidade e dignidade.

E vamos em frente, pois o evento acabou de começar e a RIO 2016 já está escrevendo o seu capítulo na história dos Jogos Olímpicos da modernidade.

por Andrea Nakane*

A primeira impressão geralmente é a que fica… ela pode ser substituída, sem dúvida, com muito afinco e gana de transformar algo negativo, em movimento positivo, em função da demonstração em agir para contornar ou efetivamente extinguir as percepções iniciais.

Sinceramente esperamos que tenhamos essa segunda chance, no que diz respeito aos primeiros passos da execução internacional da RIO 2016.

Amanhecemos o domingo, com críticas duras com relação às instalações da vila olímpica no Rio de Janeiro, espaço de hospedagem das 206 delegações que irão participar da 31º edição dos Jogos Olímpicos de Verão, no Rio de Janeiro.

A delegação Australiana, representante da nação que já recebeu uma edição dos jogos em 2000 e soube aproveitar de forma extraordinária a visibilidade gerada pelo evento, com elogios extremos a organização, nem chegou a ingressar no prédio reservado a ela, o B23, e decidiu buscar acomodações em hotéis da região. E fez questão de justificar tal ato por meio de um relatório extenso e publicado no site do Comitê Olímpico Australiano (AOC, na sigla em inglês) e também dirigido ao COI.

E tudo leva a crer que outras nações também assinem embaixo de tal constrangedor comunicado, como é o caso da Nova Zelândia e Grã Bretanha. Países como Estados Unidos, Holanda e Itália, não titubearam e estão arcando com as despesas para deixar em estado “habitável” para usar um termo bastante mencionado pelos atletas, as acomodações que lhes foram entregues.

Os dirigentes estão alegando que o fato é normal, que já ocorreu em outras edições passadas, e no máximo em 72 horas todas as pendências serão solucionadas.

Não é possível também ter uma autoridade máxima tentando ser um comediante sem talento e exaltando que “ irá trazer um canguru para deixar os australianos mais em casa

Realmente o que não é normal, é ter um equipamento inaugurado, já com 200 atletas ávidos para entrar no clima, e inúmeros problemas serem os grandes anfitriões do evento.

Foram mais de 07 anos de esforços, ou deveriam ter sido. Não é possível também ter uma autoridade máxima tentando ser um comediante sem talento e exaltando que “ irá trazer um canguru para deixar os australianos mais em casa.”, como externado pelo prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Paes.

Isso só demonstra a total imaturidade de nossos líderes e que realmente, não deveríamos estar tendo essa honra de sediar o maior evento esportivo do mundo.

Vamos falar muito menos e agir muito mais! Sabemos que o que iremos entregar é algo muito aquém de um padrão internacional, reconhecido mundialmente nas últimas edições, porém não precisamos mais holofotes negativos. Fazer o que deve ser feito… é algo simples… mas que para nossa cultura, parece ser uma missão quase impossível!

Sim… somos todos Rio 2016, mas não vamos assinar embaixo de incompetências e desajustes evidentes de falta de profissionalismo e dignidade.Os jogos não pediram para vir para cá… nós nos oferecemos… corremos atrás… nos comprometemos em oferecer nosso melhor… e mesmo com toda a crise do país… não é possível que isso seja o nosso melhor… só se for o melhor do pior!

Estamos só começando… ainda dá tempo de injetar seriedade e diminuir a vergonha nacional!

*Andrea Nakane é professora, empreendedora e diretora do Mestres da Hospitalidade

Sou carioca, legítima, da gema e da clara! Minha relação com a cidade é antiga, está registrada em minha certidão de nascimento e mesmo tendo a vida me levado para outros lugares, meu coração jamais saiu do RJ.

Se alguém indagar qual a minha primeira lovemark, sem pestanejar, irei responder que é a cidade maravilhosa, que em verso e prosa ficou conhecida mundo a fora.

Meu nível de envolvimento com o Rio de Janeiro ultrapassa a calorosa paixão, que é cega e não permite muitas vezes perceber o que é óbvio. Estou no patamar de puro e intenso amor, que me deixa livre e lúcida para admirar o que é belo e correto, sem gerar uma miopia torva, fato que mantém minha racionalidade e senso crítico de reconhecer que há falhas e vulnerabilidades, que maculam diariamente sua conspícua imagem e afeta o sorriso de seus nativos e visitantes.

Recordo, que desde 1992, sempre fui engajada ativamente em participar de ações em busca de captar uma edição olímpica para o país, de forma mais orientada, para o Rio de Janeiro. A partir da Rio 92, considerado o maior evento do século passado, por conseguir reunir uma gama de chefes de estados, até então nunca vista na história mundial, ficamos, como diria minha filha “ nos achando”, pois o acontecimento especial transcorreu de forma plena, coroado de êxitos.

Tentamos para 2004, 2008 e 2012… até que aperfeiçoando projetos, alinhando estratégicas e parcerias internas e externas e tendo a liderança de um gestor, que admiro muito desde a minha época de atleta de volleyball confederada , o Carlos Arthur Nuzman, a nação, então integrante do famoso grupo de emergentes BRICS, conquistou, a honra para sediar a 31º edição dos jogos olímpicos, na cidade do Rio de Janeiro.

Confesso que não pude conter as lágrimas e deixei a emoção aflorar, afinal, o maior evento seria realizado em terras verde-amarelo, na cidade dona do meu coração.

Era uma oportunidade de ouro, tínhamos tempo para um planejamento primoroso e ganharíamos a maior projeção que um destino poderia almejar. Independente da fama negativa de país corrupto e do jeitinho brasileiro perverso de levar vantagens sobretudo e todos, tinha esperanças que isso seria superado…afinal nada é intransponível.

Passaram-se 07 anos… o mundo não mudou tanto, e a situação do Brasil… também não mudou!

Eu me enganei, me iludi, me frustrei… o país manteve-se blindado por dirigentes ilusionistas que mascararam um cenário surreal. A marolinha transformou-se em um tsunami avassalador, que infelizmente varreu as condições econômicas , gerando instabilidades sociais e emocionais na nação. Isso para nem comentar sobre a situação política vexatória, que expos o Brasil em uma posição de zombaria e déscredito mundial

Hoje, muitos cobram o meu apoio a RIO 2016, até por que muitos que nunca levantaram a bandeira do Rio, por oportunismo, assim o fazem agora!

Porém não vou ser poliana e muito menos hipócrita em crer de forma abnegada, que tudo está na mais perfeita ordem de gestão. As falhas já eminentes são de um nível amadorístico inigualável, os legados que teremos serão de um impacto abissal, um possível revival do que ocorreu em Atenas/Grécia, pós 2004.

Obras desastrosas de mobilidade, faturamentos estratosféricos, licitações sem base profissional, segurança sendo tratada de forma pouco rigorosa, hospitalidade interna aos colaboradores pífia, entre outras ações, me incomodam, me desagradam e me fizeram declinar de inúmeros convites de trabalho – remunerados e voluntários.

Mas, não é por isso que sou menos RIO, pelo contrário, minha criticidade, fundamentada em plataformas sólidas de mais de 25 anos de expertise em eventos, me permitem estar mais próxima dessa dura realidade, não pontualmente, mas muito antes desse conturbado período.

Não sou só Rio2016, sempre fui Rio e espero, do fundo do meu âmago que, mesmo com todo o cenário caliginoso possamos ter um registro de jogos olímpicos que cumpram o seu papel de fomentador de uma cultura de paz e quem sabe tragam no espírito do olimpismo, lições para que possamos transformar nossa realidade em algo realmente mais justo, transparente e bonito, não só por natureza, mas também, prioritariamente, de ordem humana.

Que os Deuses do Olimpo e todos os seres divinos de todas as crenças possam estar conosco! Vamos precisar… e muito!

A ansiedade com a chegada da realização de um evento, sempre foi considerada muito normal, no meio dos Organizadores Profissionais de Eventos (OPCs).

Porém na atualidade brasileira, podemos caracterizar esse momento como de grande temor, não só pelo trade de eventos, mas para todos os brasileiros com algum tipo de acessibilidade às informações relacionadas a organização da XXXI dos jogos olímpicos, conhecida como Rio 2016.

A emoção eufórica e de puro êxtase em tornar-se a primeira cidade do território sul-americano a sediar as Olímpiadas, oriunda em 2009, deu lugar a uma emoção nervosa, com doses extremas de constrangimentos e uma estima, que nem se pode considerar baixa, pois está mais rasteira, que chinelo desgastado.

O endividamento público local, de ambas as esferas (municipais, estaduais e federais), é por todos reconhecido, atravessando as fronteiras tupiniquins e expondo mundialmente a nação fragilizada, desgovernada e com futuro incerto.

Falta investimento em tudo, até no básico, o que coloca em alerta o Comitê Olímpico Internacional, que apresenta relatórios dizendo estar muito satisfeito com todas as premissas de compromissos, até então entregues e que busca sempre, com sua visão Poliana, demonstrar tranquilidade e continuar em frente, já que a escolha feita não possui outra alternativa. Apesar de não ser descartada totalmente essa hipótese…

Endemias, que se tornaram pandemias, hospitais de gestão pública, em estado total de calamidade, segurança pública atingindo alarmantes índices de descontrole, não há verba para sua modernização, as UPPs sendo abandonadas ou reintegradas aos antigos comandos marginais, e isso, sem falar na falta de verba para pagamentos de salários de servidores. Dá para imaginar o sufoco dos prestadores de serviços e fornecedores, que carregam a incógnita de receberem ou não pelos trabalhos que serão executados.

Obras entregues, que caem e até matam, demonstrando o amadorismo e irresponsabilidade nas suas tratativas contratuais e estruturais.

Vistos liberados, facções terroristas por aí, pronunciamento oficial de estado de calamidade pública governamental, tiros ali, balas perdidas acolá, e quando não, são facadas ou estupros coletivos.

Esse cenário assustador, fruto do imbróglio incompetente de gestores egocêntricos e sem valores humanos, é o que temos a oferecer as mais de 206 nações, que estarão em solo nacional e que a partir do dia cinco de agosto iniciarão as competições, por medalhas em suas respectivas modalidades esportivas.

Ao Brasil já cabe receber a medalha da vergonha, da desonra e da pena global, conquistada ao longo dos últimos anos e que nos remete a uma única certeza: o país de grandezas e potencialidades singulares, até tentou, gingou, fez fita, mas tropeçou, cambaleou, foi nocauteado e agora, de joelhos, sem direito a uma prorrogação, lacrimeja por sua performance pífia, desfocada e sangrando no coração e alma de seus mais de 200 milhões, implora por mais respeito, zelo e dignidade.

Nossa nação precisa ser acarinhada, acolhida e necessita de pessoas fichas limpas, com ideias e ideais, que extrapolem o individualismo vil, baderneiro e retrógrado, que possibilitem seu renascimento, assim como uma fênix, segundo o próprio mito grego.

Não será fácil, mas é possível, até por que a delegação dos falsários e marginais que assolam o poder e conduziram o país nesse estágio terminal, não pode ter tanto poder quanto todo o povo guerreiro, que tenta manter o Brasil ainda respirando, apesar de estar também ferido, apático e quase inerte.

O que acontecerá nos próximos 47 dias, infelizmente não é uma incógnita, mas assusta, ainda mais, com as possibilidades de maior estrago, com golpes ainda mais duros e que podem ser fatais.

Nessa hora, precisamos realmente contar com toda a miscigenação de crenças que o Brasil tem e pedir não só que o Cristo Redentor estenda sobre nós seus braços, mas que todos os outros santos, entidades divinas e seres do mundo espiritual estejam, mais que nunca, entre nós… pois iremos precisar de todas as bênçãos possíveis e impossíveis.

O atual momento do mercado corporativo está sendo anunciado como uma fase singular em toda a história das relações trabalhistas, e que certamente não será mais vislumbrado em nenhum outro período da humanidade, já que o mesmo está configurado no agrupamento de cinco gerações e toda sua extraordinária diversidade de competências e é lógico, também de vulnerabilidades.

As gerações tradicionalistas, baby boomers, X, Y e Z estão atuando no mercado, lado-a-lado e com isso há a formação de equipes transgeracionais, que a princípio, poderiam ser consideradas imbatíveis, já que mesclam um rol de habilidades e atitudes correlacionadas aos seus perfis, demonstrando toda a pluralidade convergente possível de formação.

Mas o que está sendo presenciado não é bem isso… muitos ambientes corporativos estão tendo uma série de problemas, justamente por não conseguirem extrair toda essa potencialidade e estão tendo que lidar com situações de conflitos e pouco entrosamento entre esses grupos.

Sem dúvida, trata-se de um cenário que não adianta olhar para trás, já que não há referências históricas e que cada organização deve buscar seu posicionamento, conforme a sua própria cultura e foco em gestão do capital humano.

Porém é fato, que algumas já estão colhendo frutos muito doces dessa nova ordem, alicerçada pelo poder das equipes Transgeracionais.

A empresa DMV Digital, focada em marketing digital, inspirou-se no filme Um Senhor Estagiário, com Robert de Niro e Anne Hathaway e criou uma posição intitulada Estagiário Sênior.

A história da não ficção começou quando uma das diretoras da empresa, Mariana Molina convidou seu pai, proprietário do negócio, para assistir o filme em questão em um fim de semana e o insight surgiu. Logo na segunda-feira, já trataram de lançar a oportunidade – via rede social – anunciando uma vaga especial para uma pessoa aposentada, que tivesse em vez de um curriculum vitae, anos de experiência de vida.

A história da não ficção começou quando uma das diretoras da empresa, Mariana Molina convidou seu pai, proprietário do negócio, para assistir o filme em questão em um fim de semana e o insight surgiu

A quantidade de e-mails e cartas – sim elas, ainda existem – superou todas as expectativas e após um processo rápido de seleção, unindo todos os demais colaboradores da empresa, já contavam em seu quadro funcional com um senhor de mais de 65 anos dando conta do recado da posição ofertada. Inclusive, o mesmo, não perdeu tempo e contribuiu excepcionalmente, com a organização dos processos internos, algo que ainda estava em fase embrionária na empresa, e que após a chegada do novo estagiário deslanchou, sobretudo em função de sua vivência acumulada em outros cargos em sua trajetória profissional.

Outra história real é o olhar visionário da Freeway Viagens e Turismo, que está há mais de 33 anos no mercado, proporcionando pacotes de aventuras e experiências diferenciadas e que sempre buscou investir no Turismo Transgeracional, que é justamente aquele vivenciado junto, por todas as faixas etárias, sem exclusão alguma.

Essa atitude foi trabalhada inicialmente, pelo seu sócio-fundador, Edgar Werblowsky, que enxergou nesse contexto um ambiente propício para o desenvolvimento de laços mais fortes entre filhos, pais, avós e tios, muitas vezes tão fragilizados pelo cotidiano separatista em função de afazeres e responsabilidades distintas de cada um.

Edgar ressalta que “ sua empresa acredita no poder adicionador de cada faixa etária numa viagem, sempre buscando ressaltar as características contributivas de cada viajante, independentemente da idade“.

Ele ainda reforça que “ a técnica utilizada procura sempre -primeiramente – criar um ambiente confortável e psicologicamente seguro para cada participante, estimulando o diálogo entre pessoas desconhecidas para, a partir daí, estimular o melhor de cada viajante para o grupo.”

Está mais que na hora de todos criarem juntos as melhores condições de performance. E está mais que provado, que a união de todos faz muita diferença. Sobretudo se essa união for tão rica de conhecimentos, expertises de diferentes gerações, que trazem consigo muita sabedoria.

Cada qual oriunda de seu tempo, com pilares que se fortalecem quando agrupados a outros, transformando algo isolado em uma força, além do limite imaginável, valorizando cada um, em seu distinto e legítimo momento de vida.

Pura demonstração que a diversidade é palavra de ordem nessa nova sociedade global em construção, com lugares para todos, sem exceção nenhuma, sobretudo de idade. Esse é o poder Transgeracional em ação!

*Andrea Nakane é professora, empreendedora e diretora do Mestres da Hospitalidade

A meta, ou melhor, o sonho de quase todo Organizador Profissional de Eventos (OPC) é que seu acontecimento especial extrapole a percepção de sua organização como satisfatória, que tenha atendido as expectativas do grupo e ganhe o coração das pessoas.

O vínculo almejado vai além da razão, estimula a emoção, que gera uma conexão mais profunda, vinculada a sentimentos mais duradouros de admiração, lealdade, compromisso e que são enlaçados por Amor.

Todo esse conceito fundamenta-se nos estudos do executivo de comunicação Kevin Roberts, apresentado em um livro lançado em 2004, intitulado Lovemarks. Muito Além das Marcas.

O autor faz referência a compreensão que o relacionamento alcançado com os clientes supere esse estágio e os tornem verdadeiros fãs, que se apropriam da marca em questão, já que a mesma lhe representa e/ou inspira sua aliança.

No universo de eventos já são muitas as Lovemarks conhecidas que acabam também se tornando estudos de caso, como benchmarking, para que possam extrair verdadeiros ensinamentos para uma construção própria.

As Lovemarks de Eventos permitem uma sustentabilidade econômica maior e geralmente possuem um rol de atratividade mais emblemática de patrocinadores e apoiadores, que vislumbrem a oportunidade em questão de criar um co-branding – associação de marcas –tendo como a deferência mais impactante uma Lovemark, que acaba sendo uma fonte propulsora de mais energia para as que estão ao seu redor, e que buscam justamente esse resultado, no intuito de vincular suas identidades com valores e emoções bem definidos de uma marca amada.

As Lovemarks em eventos tornam-se marcas de grandeza territorial, além de sua origem, instigando uma verdadeira “glocalização” – pensar globalmente e agir localmente. Exemplos como Rock in Rio, Tomorrowland, TEDx E Lollapaloza, detém essa especificidade de atender a uma comunidade de fãs, que não estão ou às vezes não querem deslocar-se até um determinado destino para usufruir suas experiências com sua paixão e conforme as condições mercadológicas e financeiras seja possível a previsão de sua realização em diversas localidades mundo à fora. Fato que também aumentará sua lucratividade.

Há também a intensa utilização dos próprios eventos como meios de comunicação dirigida que fomentem o contato dos fãs com suas Lovemarks, já que os mesmos configuram-se instrumentais de aproximação, de experimentação e de total sinergia com as marcas.

Todos esses pensamentos nos induzem a refletir mais, já que como profissionais da área, precisamos ter uma visão não só pragmática, em colocar em prática o criterioso planejamento realizado para atingir a perfeição do ponto de vista dos participantes/clientes secundários, mas também um comportamento visionário de estabelecer uma alma, uma personificação tangível, que alcançará valores intangíveis, que fortalecerão e tornarão nossos eventos ainda mais únicos e desejados.

Um trabalho extra, que ainda não se tornou um hábito, mas que deveria ser considerado, não só como uma estratégia, mas sim como uma ação mais humana, autêntica e que colabore efetivamente com a felicidade do coletivo, afinal entre tantos objetivos dos eventos, mesmo que implícitos, está o bem estar das pessoas.

Por mais Eventos Lovemarks eu assino embaixo, e você?

O país com 292 eventos internacionais registrados no Ranking da ICCA – International Congress Convention Association, passou a ocupar em 2015 o 11º lugar entre os países / destinos que recebem eventos internacionais.

Nas primeiras posições estão os Estados Unidos em primeiro lugar com 925 eventos, seguido da Alemanha (667), Inglaterra (582), Espanha (572), França (522), Itália (504), Japão (355), China (333), Holanda (333) e Canadá (308).

Depois de vários anos entre os 10 primeiros países, o Brasil segue atrás desse grupo, com 292 eventos, contabilizando cerca de 16 eventos abaixo do Canadá, que completa o grupo dos Top Ten.

E no ranking das cidades com maior número de eventos, São Paulo e Rio de Janeiro que disputam a hegemonia no Brasil, não conseguiram estar entre as 20 com maior número de eventos.Berlim lidera esse ranking das cidades com 195 eventos e Beijing e Budapeste fecham as 20 com 95 eventos.

Antes de enaltecer nossas belezas e virtudes é preciso investir em uma comunicação pública uníssona, transparente, mobilizadora e persuasiva.

Hoje com todo o noticiário nacional e internacional referendando as instabilidades econômicas, políticas e sociais vivenciadas pela nação, sua imagem que já não era tão favoravelmente positiva, na mente da população mundial, deteriorou-se, tornou-se ainda mais vulnerável, ampliando estereótipo no imaginário coletivo internacional.

Essa colocação na edição da ICCA 2015 é um reflexo desse ciclo, que já se arrasta há alguns anos e que parametriza dificuldades, cujas consequências tendem a ser avassaladoras no contexto de um mundo que vive, respira e aspira imagens e símbolos referenciais.

Investir em promoção de imagem internacional agora é totalmente inadequado e nada sagaz.

Antes de enaltecer nossas belezas e virtudes é preciso investir em uma comunicação pública uníssona, transparente, mobilizadora e persuasiva.

A abordagem deve ser focada em uma gestão de crise e que já deveria ter toda uma concepção de um vasto e estratégico plano de ações, repleto de iniciativas informativas, formativas e apaziguadoras.
É isso é para ontem…caso contrário os prejuízos serão latentes e seu efeito culminará em uma repulsa objetiva do país como destino sede de eventos e para o turismo de lazer.

E mais. Essa queda nos fará retroceder a níveis elementares do desenvolvimento turístico nacional.
Fica então mais um alerta: progredir sempre, estagnar às vezes, retroceder jamais. Vamos ao trabalho, com foco e determinação!

Andrea Nakane é professora, empreendedora e diretora do Mestres da Hospitalidade

Hoje com todo o noticiário nacional e internacional referendando as instabilidades econômicas, políticas e sociais vivenciadas pela nação, sua imagem que já não era tão favoravelmente positiva, na mente da população mundial, deteriorou-se, tornou-se ainda mais vulnerável, ampliando estereótipo no imaginário coletivo internacional.

Cerca de 80 dias apenas nos separam da ação de sediar a XXXI dos jogos olímpicos de verão, e assim, o Brasil terá ainda mais projeção de suas condições, nada admiráveis e muitas até mesmo inseridas em um cenário caótico, incompreendido localmente e quiça no exterior.

Com todas as especificidades há uma narrativa assustadora sendo construída e que será multiplicada exponencialmente..

Mesmo com alterações no quadro político, que sugere modificações também de ordem econômica, situação gera insegurança, baixa estima e descrença.

Para todos os envolvidos, seja brasileiro ou não, o país, que pelo ranking da International Congress and Convention Association (ICCA), na edição passada referente ao ano de 2014, configurou-se entre os Top Ten de nações que mais recebem eventos internacionais, no 10º lugar, tem seu posicionamento ameaçado, fato que comprometerá os esforços de captações futuras.

A própria colocação na edição que está para ser divulgada a qualquer momento, tende a ser um reflexo desse ciclo, que já se arrasta há alguns anos e que parametriza dificuldades, cujas consequências tendem a ser avassaladoras no contexto de um mundo que vive, respira e aspira imagens e símbolos referenciais.

Investir em promoção de imagem internacional agora é totalmente inadequado e nada sagaz.

Antes de enaltecer nossas belezas e virtudes é preciso investir em uma comunicação pública uníssona, transparente, mobilizadora e persuasiva.

A abordagem deve ser focada em uma gestão de crise e que já deveria ter toda uma concepção de um vasto e estratégico plano de ações, repleto de iniciativas informativas, formativas e apaziguadoras.

É isso é para ontem…caso contrário os prejuízos serão latentes e seu efeito culminará em uma repulsa objetiva do país como destino sede de eventos e para o turismo de lazer.

E mais. Essa queda nos fará retroceder a níveis elementares do desenvolvimento turístico nacional.

Fica então mais um alerta: progredir sempre, estagnar às vezes, retroceder jamais.